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Fábrica de Testes aumenta a qualidade de softwares

publicado por Toni Jardini

Fábrica de Testes aumenta a qualidade de softwaresQuando o assunto é qualidade de software, não faltam processos, normas, ferramentas de apoio e metodologias para se tentar construir um sistema imune a falhas, ou, pelo menos, com o mínimo de falhas possível. E, tão difícil quanto se conseguir essa façanha é tentar definir de modo objetivo e unânime o que é qualidade de software. E defeito, erro, falha? No mundo dos sistemas computacionais, qual seria a definição correta de defeito, de falha, de qualidade?

Na literatura da área, há inúmeras definições para esses termos e, no mercado, diferentes entendimentos sobre o assunto. Talvez toda essa confusão ou contradição de entendimentos e definições se dê pelo fato da qualidade de software e defeitos serem definições mutáveis, relativas, dependentes de uma situação, de regras estabelecidas, de tempo, de custo e, principalmente, da falta de tudo isso dentro de um projeto.

Particularmente, defendo uma definição simples e objetiva à respeito da qualidade de sistemas que pode ser facilmente mensurada por meio de resultados de uma fábrica de testes: defeitos identificados, causadores de falhas. Falhas nada mais são que comportamentos do sistema diferentes do esperado, cuja causa é um ou mais defeitos, sejam eles de concepção, de definições de regras de negócio, de projeto, de escolha de tecnologia, arquitetura ou modelagem, de implementação ou até mesmo aqueles identificados durante a execução de testes funcionais, não funcionais, regressão ou homologação.

Um sistema que não tem nada especificado, definido ou documentado dificilmente possuirá defeitos. Mas fatalmente apresentará muitas falhas, essas, identificadas por usuários finais, conhecedores das regras de negócio.

De forma simples, um sistema que possui alta qualidade é um sistema que apresenta poucas ou nenhuma falha quando já está em produção, em comparação com a quantidade de defeitos e falhas identificadas, tratadas e corrigidas durante todas as etapas de construção do software, desde sua concepção até a homologação. A ideia é, então, estressar cada uma das fases do projeto e conseguir identificar o maior número de defeitos possível e, com isso, antecipar as falhas e tratá-las antes do sistema ser implantado em produção. Com isso, quanto mais defeitos forem detectados, a relação de falhas identificadas por usuários final será baixa em comparação com a quantidade de defeitos já corrigidos, caracterizando alta qualidade do sistema.

É possível, de forma otimizada e eficiente, estressar cada uma das etapas de construção de um software, por meio de técnicas e ferramentas aplicadas a especificações, definições, códigos-fontes, considerando aspectos funcionais e não funcionais, processos e regras de negócio, focando sempre na antecipação da identificação de defeitos e falhas, garantindo maior qualidade em cada etapa avançada, até a homologação e implantação do sistema.

Com uma fábrica de testes a serviço dos projetos de software, durante as fases de concepção e elaboração do sistema, testes e técnicas de análise de requisitos e necessidades funcionais e não funcionais são aplicados para que sejam identificados cenários e regras de negócio mal ou pouco definidas, que, se não tratadas e corrigidas podem causar diversas falhas nas fases seguintes, até mesmo em produção. Quando o sistema já está desenvolvido, pode-se, por meio de testes funcionais e não funcionais, identificar defeitos que envolvem diferentes aspectos como funcionalidade, confiabilidade, usabilidade, eficiência, manutenibilidade e portabilidade, características de avaliação da qualidade definidas pelo modelo ISO/IEC 9126.

O principal ganho de se ter ou adquirir serviços de uma fábrica de testes é a antecipação da identificação de problemas, cuja quantidade de defeitos detectados acaba sendo muito maior em comparação a possíveis falhas identificadas em um sistema já concluído. Conseguir evitar que uma falha ocorra em produção é eliminar os defeitos que a causam durante a elaboração e construção do sistema e, consequentemente, garantir a qualidade do software desenvolvido ou utilizado por sua empresa.

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Autor

Diretor de Processos de Negócio e Inteligência da NewM Soluções em Mobilidade Corporativa. Bacharel e mestre em Ciência da Computação pela Universidade Estadual Paulista - UNESP, especializou-se em processos de negócio e testes de software e atua há 10 anos diretamente na área. Atuou nos últimos anos como coordenador de testes na IBM, da plataforma SCE+. Coordenou equipes de testes da IBM dos EUA, Canadá, Índia, Alemanha, e Brasil. Atuou como test Metrics subject matter expert, responsável por criar e coordenar atividades de projeto, coleta e consolidação de indicadores de produtividade, qualidade e custos de teste de toda a IBM Brasil. Possui diversas certificações na área de serviços, ferramentas e processos de teste de software como ISTQB® Certified Tester, ITIL®v3 Foundation, IBM Certified Specialist Rational Quality Manager, IBM Certified Specialist Rational AppScan, IBM Certified Specialist Rational Team Concert V3, IBM Solution Designer Rational Performance Tester V8, IBM IT Specialist Level 2 - IT Consulting Expert, e também é um IT Specialist certificado Nível 2, pelo The Open Group.

Toni Jardini

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