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A importância do feedback para a liderança

publicado por Diego Salim De Oliveira

A importância do feedback para a liderançaFeedback é um termo muito falado e pouco aplicado.

Muitos gestores acreditam que é importante dar feedbacks (retornos / avaliações) a seus funcionários. Mas, se esquecem que é muito importante para um líder, ser aberto e estar disponível para receber feedbacks de seus liderados, ouvindo suas sugestões, críticas e preocupações.

Eu diria que criar canais permanentes de comunicação é o básico para qualquer um que deseja ser ou tornar-se um líder de sucesso.

Um bom líder deve saber não apenas avaliar, treinar e preparar seus liderados, como também ouvir seus liderados.

Como saber ouvir, me refiro a se mostrar disponível e receptivo para isto.

Mostrar que é o líder e exercer a liderança, deixando claro que todas as colocações de seus liderados serão bem recebidas e avaliadas, porém, é claro, somente se agirá sobre as questões que realmente se fizerem necessárias e da forma que o líder julgar melhor para a empresa e para o grupo.

Os feedbacks de liderados não precisam ser sempre colocados em prática, e nem devem.

O líder, em razão de sua posição de gestão, tende a ter uma visão mais ampla do todo, enquanto em geral, os liderados tendem a ter visões mais aprofundadas sobre alguns pontos.

Desta forma, o que pode ser uma ação importante para um funcionário, pode não ser para seu gestor e para a empresa.

A ação sobre um ponto específico, mesmo que melhore indiscutivelmente aquele ponto, pode ser benéfica ou maléfica para o todo.

Tudo vai depender da importância daquele item para a instituição, de como ele interage com o restante da estrutura (incluindo os desdobramentos positivos e negativos da ação corretiva sobre este ponto no restante da estrutura), quais os ganhos oriundos da possível ação e qual o esforço (custo monetário, em horas e todos demais custos de qualquer natureza) necessário, bem como eventuais riscos em tomar ou não a ação em questão.

E isto, o líder deve deixar claro a seus liderados, para que saibam que embora nem todas suas demandas possam ser atendidas, o líder sempre estará disponível e disposto a receber estas demandas e avaliá-las.

Muitos líderes questionam seus liderados e se dizem surpresos ao descobrirem que, por alguma razão, não receberam um feedback dos liderados, e esta ausência de feedback causou algum desdobramento negativo (que pode ser uma simples desmotivação, o pedido de demissão de um funcionário ou mesmo problemas com impactos operacionais e financeiros severos), culpando mesmo que indiretamente o liderado pela ausência deste feedback ou por fazê-lo tardiamente.

Mas será que a culpa realmente é do liderado nestes casos?

Eu, pessoalmente, acredito que não.

Entendo que o líder, como o próprio nome sugere, possui posição de destaque, estando inclusive em uma posição hierárquica superior, o que faz com que naturalmente seja a parte da mais forte. Esse “poder” do líder pode coagir os liderados, caso o líder não seja eficiente.

Se o líder demonstra não ter tempo ou interesse para receber feedbacks, ou se ele rechaça os feedbacks, procurando sempre defender a si mesmo e a companhia, preocupando-se em disfarçar os erros e problemas ao invés de corrigí-los, é natural que ele não receba feedbacks dos liderados.

Afinal, quem irá se preocupar em dar feedback à alguém que não os deseja ouvir? Ou pior, quem terá coragem de dar feedbacks quando se sabe que será repreendido ou censurado de alguma forma por isto?

Deste modo, cabe ao líder mostrar interesse e incentivar a comunicação com seus liderados.

Um general que acha que estratégia é só ficar brincando de War no tabuleiro e não se comunica com as frentes de batalha certamente será derrotado e pagará o preço de viver no mundo da ilusão. É necessário que o general se comunique constantemente com as tropas, seja para lhes motivar e elevar seu moral, seja para orientá-los e receber novas informações sobre a execução das ações planejadas e as movimentações inimigas.

Para um líder, a regra é exatamente a mesma.

O básico para se administrar qualquer coisa é possuir informações a respeito.

E os funcionários, mesmo os mais operacionais, possuem informações reais, preciosas e atualizadas, as quais precisam ser consideradas.

Do contrário, o gestor ficará vivendo apenas no mundo do ”faz de contas” e achando que a culpa de não chegar ao resultado desejado é da incompetência ou falta de comprometimento de sua equipe.

Quem quer liderar, deve estar pronto para assumir responsabilidades.

Se o time vence, todos possuem méritos, inclusive o técnico (líder) que soube escolher as peças certas, armar o time, orientá-lo e motivá-lo.

Se o time perde, o principal culpado é o técnico (líder), que não soube montar ou orientar o time corretamente.

Quanto maiores os poderes e a autonomia, maiores as responsabilidades.

Quem não está pronto para assumí-las, não está pronto para liderar.

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Minimum Way

Autor

• Profissional com 16 anos de experiência em empresas multinacionais e nacionais de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, com conhecimentos e experiência adquiridos nas áreas Comercial, Canais, Parcerias, Produtos e Técnica. • MBA em Gestão Estratégica de Negócios (ESALQ/USP), Master in Information Technology (FIAP) com módulo internacional pela Singularity University, Pós-graduação em Administração (UNIP) e graduação em Tecnologia em Marketing (UNIP). • Sólida experiência na gestão de equipes multidisciplinares. • Liderança técnica e comercial de projetos estratégicos em clientes privados e públicos, incluindo experiência e conhecimento da Lei Federal 8.666/93. • Experiência em Tecnologia da Informação (TI), incluindo Soluções em Big Data Analytics, Nuvem (Cloud), Continuidade de Negócios, Recuperação de Desastres, Virtualização (de Servidores, Desktops, Aplicações e Armazenamento), Bancos de Dados, Redes (SAN, LAN e WAN), Arquivamento, Data Center, Monitoramento e Mascaramento de Dados. • Experiência em Segurança da Informação (SI), incluindo Cyber Intelligence, Anti-DDoS, Segurança Perimetral e de Redes, End Point Security, MDM (Mobile Device Management), DLP (Data Loss Prevention), entre outros temas. • Experiência em Telecomunicações, incluindo Fixas e Móveis. • Experiência em Automação, com foco em M2M (Machine to Machine) e IoT (Internet of Things). • Domínio da Lei Geral de Proteção de Dados e das Resoluções 4658 e 3909 do Banco Central do Brasil. • Conhecimentos em Administração, Contabilidade, Gestão Tributária, Marketing e Direito (com foco em Direito Digital e legislação específica a respeito a respeito de Licitações e Contratos Públicos). LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/DiegoSalimDeOliveira

Diego Salim De Oliveira

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