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Convicções e Liderança

publicado por Roberto Andrade

Convicções, cada um tem as suas. Elas são formadas pela experiência e pelo tempo. Podem vir dos pensamentos e ideias, que um dia se transformaram em palavras, ações, hábitos e se mostraram eficazes para explicar o mundo. Ou ainda, podem ter sido sugeridas ou impostas, tornando-se verdade pela falta de algo melhor ou pela falta de oportunidade para a mudança.

O fato é que tudo se move com base em convicções. Seja uma pessoa ou grupamentos delas, como as organizações ou quaisquer empreendimentos coletivos.

As empresas não são diferentes. Desde a definição de estratégias até as melhores práticas sobre como conduzir os negócios na direção delas, são fundamentadas em crenças e convicções. Estudos, análises e amplas discussões muitas vezes são utilizados mais para confirmar e reforçar as convicções do que para transformá-las.

Cabem às lideranças, em primeiro lugar, entenderem, traduzirem e buscarem maior alinhamento possível dos seus times com as convicções fundamentais da empresa, que formam boa parte da sua cultura e originam suas políticas.

Em segundo lugar, as lideranças devem se comprometer com a evolução e as mudanças que a sustentem.

Ambos os papéis são desafiadores e envolvem a administração das vontades. De um lado, cultivar a vontade de engajamento dos seus times, tanto para entenderem a necessidade de alinhamento, sem o qual não se vai muito longe, como para contribuírem com as transformações que serão necessárias. De outro lado, desenvolver a disposição da empresa para lidar com a diversidade de opiniões, turbulências e mudanças, que invariavelmente chegam com as dores do crescimento.

Porém, o maior desafio de todos, líderes e liderados, talvez seja o compromisso com a verdade – por mais imprecisa que ela possa parecer. Afinal, a verdade não é estática e nem fica parada ali à disposição para ser alcançada. Muitas vezes, precisará ser edificada e nutrida ao longo do tempo.

Como se não bastasse, além de equilibrar os pratos dessa balança como mencionado acima, precisaremos sempre guardar o cuidado expresso pelo filósofo Nietzsche quando disse: “As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”.

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Autor

Iniciei minha carreira em 1984, ocupando diversas posições na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Desde 1996, tenho atuado na implantação e expansão de unidades de negócio de empresas de TI na região norte/nordeste. Considero-me um gestor preocupado em traduzir complexidade, ambiguidades e incertezas de uma forma que viabilize a realização de potencial das pessoas, alinhada com os objetivos estratégicos da organização, mas sem perda da tensão criativa necessária às grandes conquistas.

Roberto Andrade

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