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Cargos de Liderança – Como administrar essa transição no universo de TI

publicado por Rodrigo Tavares

Em qualquer profissão, a mudança para um cargo de liderança representa uma nova forma de encarar o trabalho. Cria-se um sentido diferente onde o resultado final depende não só da atuação individual do líder, mas da forma como este administra os recursos envolvidos na realização das tarefas do projeto. Trazendo para o universo de TI, essa mudança se torna um grande desafio. Normalmente é nesse momento que o analista ou desenvolvedor de sistemas percebe de forma mais intensa a importância de um processo bem definido, da elaboração dos artefatos corretos, da metodologia utilizada para gerenciar o desenvolvimento de software e, não menos importante, das relações sociais e humanas inerentes à equipe. É preciso alinhar essas variáveis ao sucesso do projeto.

Todos esses pontos devem ser cuidadosamente analisados pelo novo líder, eles estão diretamente ligados à administração do projeto e, conseqüentemente, ao nível de sucesso obtido em sua realização. Caso o líder não tenha o conhecimento técnico-teórico, deve buscá-lo, uma vez que o tenha, deve analisar a interação das ferramentas citadas com os recursos envolvidos na realização do projeto. Na área de engenharia de software não existe receita de bolo ou manual com garantias de sucesso. Gerentes com diversas certificações existem às centenas no mercado, processos e metodologias também, mas são poucos os que sabem combinar as questões técnicas com as questões humanas e sociais. É preciso que o líder do projeto saiba perceber as necessidades específicas de cada membro da equipe, suas expectativas, determinando a maneira mais efetiva de motivá-los. Não podemos esquecer do objetivo principal, direcionar todos esses fatores para a realização do projeto.

Muitos líderes pensam que o sonhado aumento salarial é o argumento de maior motivação nesse contexto. É merecido e justo compensar um profissional pelo esforço e valor agregado à organização, mas nem sempre é o que o motiva mais. Como exemplo, podemos recorrer à História e citar os artesãos da transição do sistema feudal para o capitalismo. Apesar de ganharem muito pouco, tinham como principal satisfação o reconhecimento de si mesmos no produto final de seu trabalho. No universo de TI, acredito que podemos traçar um paralelo entre o exemplo exposto e o momento em que o usuário comenta que o sistema faz, em dois minutos, um trabalho que anteriormente demorava duas horas. Esse é o momento em que o profissional de TI se reconhece na realização do trabalho. Portanto, o desafio além de técnico, quanto às novas atribuições de acompanhamento, estimativa, decisão, organização e decisão, é também humano e social. Não podemos esquecer nunca que, mesmo tendo uma relação intensa com a máquina, somos humanos. Ainda que alguns de nossos amigos pensem o contrário pela quantidade de horas trabalhadas depois do expediente.

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Autor

Arquiteto de Sistemas, 25 anos, Graduado em Administração pela UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Experiência de 8 anos na área de Engenharia de Sistemas, atuando em empresas brasileiras e multinacionais, em projetos nas áreas de petróleo, e-commerce, turismo, finanças, saúde e segurança.

Rodrigo Tavares

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