Big Data

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Big Data – o recurso inevitável

publicado por Fabio Oliveira

Big Data – o recurso inevitávelEsse é um assunto e algo que já está aí, não temos como negar que esse é um dos booms da “ideologia tecnológica” e tem tudo para ser muito promissor. Além de revolucionário no que tange  os métodos para aproximar Tecnologia x Negócios x Pessoas (onde lê-se negócios entenda como qualquer tipo de organização corporativa), o resultado desse assunto não será apenas lucrativo, será evolucionário.

Para que possamos partir de um ponto comum, descrevo grosso modo sobre o que trata o termo Big Data, devido ao crescimento evidente de informações de todo tipo através do ambiente tecnológico, tornou-se necessário absorver essa tendência e direcionar todo esse fenômeno de maneira organizada, culminando em direcionar toda a geração de informação para bases de conhecimento que fossem mais robustas e eficientes, incluindo maior processamento e capacidade de análise. Este conceito envolve além de armazenagem o tratamento de toda essa massa de dados e sua  disponibilidade, tendo como origem dados estruturadas e não estruturados, com isso entenda que, é possível que tudo que transite pelos meios tecnológicos possa ser de alguma maneira armazenado. “É uma disciplina focada em gerar conhecimento e inteligência a partir de grandes quantidades de dados.”

Apesar disso não quero fomentar nenhum tipo de redirecionamento ao Big Data, como se fosse o melhor caminho a buscarmos, mas sim que é um movimento que será um dos fenômenos de grande ajuste ao que temos como base de análise de uma maneira geral, nos levando a um patamar em que aposto que agradará a maioria.

Complementando, não acredito que o movimento Big Data vá eliminar muitas das formas de trabalho tecnológico atuais, porém irá se integrar ou correlacionar com quase todas, esse movimento é realmente o futuro quando fica frente aos atuais recursos tecnológicos e sua imensa captação de informações, servindo para análises que poderão ser preventivas, preditivas, tendenciosas, especulativas, de realizações,  visionárias, diagnósticas, etc..

E aqui vai outro ponto para análise, acredito que uma das principais vertentes para que o Big Data se estabeleça está relacionado ao SaaS e ao SOA, digo isso porque identifico que a melhor maneira de utilizar esse cenário será de forma focada (na maioria das vezes) onde cada instituição desenvolva  expertise em sua área de atuação e se utilize desse recurso para incrementar suas ferramentas de atuação e análise.

Com o poder de absorção de informações que traz essa tecnologia, tudo indica que existirão entidades capacitadas em disponibilizar grandes análises envolvendo varejo, indústria, geolocalização, documentação, área científica, tendências mercadológicas ou populacionais e inclusive massificação de idéias. Essa tecnologia terá tantos dados a sua disposição, que não me parece lógico que existam diversas entidades dentro de um mesmo seguimento com Big Data, mas sim alguns fornecedores por seguimento, utilizando por exemplo um SaaS (ou quem sabe um DaaS, com D de Data)  e diversos canais disponibilizando análises de maneira focada, além de distribuidores de massas de dados para outras análises, como fatias do cenário global. Porém não me faz sentido que existam grandes investimentos para manter essa coleta de modo privado, o que poderia levar a inumeráveis Big Data. Afinal, a captação da informação é uma etapa, o tratamento dela é outra.

Complementando a isso destaca-se a necessidade sobre esse conteúdo que envolve os 3vs de: volume, velocidade e variedade, o que não é suficiente pois ainda existem outros 2vs, resultando em 5Vs, sendo: veracidade e valor.

Agora, referente as empresas receptoras para Big Data, essas sim, terão estruturas grandiosas e muito bem organizadas para que atendam corretamente as diversas vertentes de informação exigidas pelos seguimentos do mercado. Lembrando que alguns atributos desse recurso como endereço atual, nome, locais de trabalhos/estudo, preferências recentes, enfim, serão os mesmos e assim não há porque haver diversos contentores dessas informações, além de que cada atributos desses é multiplicado pelos bilhões de usuários existentes, e estes por sua vez, podem multiplicar outras informações (ou atributos) como: suas compras, o que torna o resultado gigantesco e constantemente crescente.

O funcionamento adequado do Big Data se dará somente daqui a alguns anos quando a infraestrutura permitir melhor acesso a: localização (sem ser invasivo) como webacess em praticamente todos os pontos do país, permissão aos estabelecimentos para o reconhecimento de cada cliente quando de sua chegada, últimas aquisições já integradas ao seu perfil de consumidor, resposta rápida em qualquer parte. Até lá podemos ver a maioria das empresas tentando responder uma questão-chave: O quanto usar Big Data elevará as vendas e a que custo?

Imaginem um exemplo simples de utilização: um fornecedor de fraldas recebe a informação do seu market share com prováveis clientes e neste encontra-se um contato que recentemente tornou-se pai, então o provável cliente vai ao mercado (e este é identificado na entrada da loja pelos detectores tecnológicos) e assim o resultado do Big Data encontra um “alvo” em comum, neste ponto o cliente recebe ofertas de maneira direcionada e então decide por olhar a marca informada, nessa situação o fornecedor pode de maneira antecipada a compra (pois é um cliente muito potencial) informar que na decisão de compra (e naquele dia) o cliente terá um período promocional para compra de um lote maior, além de informar os benefícios da utilização do produto e, claro que, tudo isso de maneira sucinta para não agravar o tempo do cliente na análise de qual produto escolher. Nesse exemplo o resultado interferiu diretamente no momento da compra e tornou o cliente potencial em um cliente especial. E acreditem, isso já é possível.

Estes pontos ainda estão distantes de abranger tudo que o Big Data oferecerá, mas serve como exemplo de um cenário que já é inevitável, incluindo a isso a tendência de melhoria em áreas como saúde, ciência diagnóstica, preservação do meio ambiente, identificação da possibilidade de atitudes inadequadas e até direcionamento adequado dos recursos governamentais de acordo com que é ideal para cada sociedade ou momento.

O trabalho no Big Data já é realidade em algumas empresas, como fornecimento de campanhas direcionadas, resta saber se os empresários se posicionarão para atuar de maneira compartilhada ou unilateral.
[Crédito da Imagem: Big Data – ShutterStock]
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Autor

Atuante em tecnologia, processos, metodologias e adquirindo experiência com as áreas do conhecimento, Pensando no hoje, no amanhã e como chegaremos lá melhor. http://br.linkedin.com/pub/fabio-oliveira/55/b0/959/

Fabio Oliveira

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