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A Tropa de Elite chamada TI: Uma abordagem Gerencial

publicado por Eduardo Freire

Esse artigo tem como enfoque utilizar o filme TROPA DE ELITE I, utilizando-se de ações e informações fornecidas pelo filme; e por questões didáticas não vou me ater aos cenários de violência, etc..

O enfoque do filme é sobre como as operações (Projetos) da equipe comandada pelo Cap. Nascimento são bem sucedidas naquilo que foi colocado como objetivo. Mas será que o sucesso era somente da equipe dele do BOPE (batalhão de especialista)?O BOPE tem como atuação em situações específicas e situações críticas (lê-se: “apagar incêndio”) da policia “normal”, e isso fico claro quando Cap. Nascimento fala: “… o BOPE entra onde a Policia Normal não resolve…”.

O BOPE é um departamento da policia militar do Rio de Janeiro, de policiais bem treinados, especialistas e que trabalham em equipe, talvez inspirados pelos valores, declarados em algumas falas de personagens. Como diria Jack Welch, quando existe pratica cotidiana desses valores e por isso tem resultado natural. Diferente dos valores que comumente encontrados descritos no hall de entrada das instituições ou escritos do Planejamento Estratégico para “inglês ver” da maioria das instituições.

Outra situação que percebemos é que antes do inicio da operação (projeto), tinha como acontecimento, uma fase de planejamento, onde eram:

•  Alinhadas expectativas;

•  Traçadas estratégias de execução;

•  Estudos sobre área (favela);

•  Exposição clara do objetivo da operação;

•  Todos participavam e colaboravam.

Mas claro e não esqueçam que o BOPE também “apaga incêndio”, e por mais que “não gostem” e isso não é regra geral, terão que fazer. Porque isso é que esperamos de especialistas, profissionais com experiência e treinados com esse objetivo.

Trazendo para realidade.

No primeiro paragrafo fala sobre a atuação do BOPE, na sua empresa ou instituição é claro tanto para qual o papel do Setor/Departamento TI? Sua atuação ou situações específicas onde ela tem ou pode participar? Então como podemos exigir (ou sermos exigidos) se não sabemos, ou pelo menos isso não é claro, qual o papel da TI no negócio da empresa.

Mas agora você deve esta pensando duas coisas (ou mais):

  1. Você não falou nada de novo e já li isso milhares de vezes em outros artigos.
  2. Acontece exatamente isso comigo e não sei como agir.

Respondendo aos 02 pensamentos. Lembra-se de na sequência falei do BOPE departamento (ou Unidade conforme a policiai classifica) da Policia Militar composto por especialistas. Será todas as outras unidades da corporação “tem sucesso” em suas operações? Algumas sim, mas a maioria não, pelo mais variados motivos que não são focos desse artigo. Assim como o Bope, equipes de TI não são especializadas (e certificadas) e treinadas (formação, cursos, etc.), e porque seus projetos não são um sucesso? Porque utilizam SCRUM no lugar do Guia PMBOK? Ou porque tem um profissional SCM – Certified Scrum Master no lugar de um PMP – Project Management Professional?

Todas as alternativas anteriores são negativas. O que de fato falta é trabalharmos em equipe, mas sem antes termos valores. E de novo parafraseando Jack Welch sem colocar tudo isso em prática. Não estou falando de deixar de chamarmos as pessoas de recursos ou assim classificarmos no planejamento de nossos projetos, e quando vamos para prática não dermos condições de execução das suas atividades, e falo de um “bom clima” de trabalho FORTEMENTE sustentado pelos valores que são respirados e praticados.

Outro fator é que independente de falta de organização dos outros setores da policia, e todos tem sua importância, o BOPE tinha suas forma de planejar e execução suas demandas e ainda tinha como premissa serem especialista no que fazem. Trazendo isso para TI (setor de especialistas) identificamos que muitas iniciativas de implantar Gestão de Projetos nas empresas surgem ou mesmo são fomentas pelo setor de TI. Inclusive ex-gerente de projetos de TI “migrando” para posições corporativas.

E hoje percebemos claramente na prática e em pesquisas que AS PESSOAS fazem a diferença nos nossos projetos, inclusive em TI. Pensamos na “Cloud”, no hardware, no software e nos profissionais só vemos seu currículo e não as pessoas por trás dele.  Lembra que entrevistando pessoas para equipe de Desenvolvimento numa empresa, depois de apresentar que tipos de projetos iriam desenvolver, perguntei por que as pessoas queriam trabalhar ali? O resultado que ficaram as pessoas que se identificaram com as propostas e condições oferecidas na empresa. Sei que isso é uma raridade e quebra de paradigmas, mas de fato funciona.

E assim como o BOPE, a TI também “apaga incêndios” e vai fazê-los por algum tempo. Afinal esperar ter CNTP (Condições Normais de Temperatura e Pressão) para fazer o planejamento de TI é o mesmo que conceber tais condições para os processos de inovação tecnológica ou desenvolvimento, sempre vai funcionar em “Laboratório”. Portanto utilizemos gestão tanto na prática como na visão de nossas ações, as mudanças de fato virão.

Para finalizar, mesmo tendo usado um exemplo “fictício” do filme “Tropa de Elite”, no final do ano passado vimos na execução (Invasão do Complexo do Alemão) e no discurso dos atuais comandantes e ex-comandantes (agora consultores de segurança) que o filme é um “retrato” da realidade. Então as ações/projetos precisam de especialistas (na TI só tem isso), acrescentamos um pouco planejamento, divisão de tarefas, trabalho em equipe e com certeza nossas chances de sucesso serão efetivas. Então façamos disso uma prática diária e constante nas nossas organizações.

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Autor

Administrador .Com Especialização em Gestão de Projeto de Investimento pela FIOCRUZ e MBA em Gerência de Projetos pela FGV. Tem experiência na área de Administração pública e privada, com ênfase em: Gestão de Projetos, Gestão/Governança Tecnologia da Informação e Sistema de Informações Gerenciais, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão de projetos de investimentos públicos e de TI, consultoria em tecnologia da informação(Gestão/Governança Tecnologia da Informação e Sistema Integrado de Gestão-SIG). Atualmente estudante de Mestrado no Centro de Informatica (CIN) da UFPE - Linha de Pesquisa Gestão de TI - Gerencia de Projetos, agraciado com Microsoft MVP 2011 (Most Value Professional) em Project e Owner da Interface - Gestão de Projetos de Colaboração, Microsoft Partner em PPM e SharePoint.

Eduardo Freire

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