Carreira

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Trabalhar sob pressão é uma tendência?

publicado por Renata Vezzetti

Algumas matérias me chamam bastante atenção nas revistas atuais:

Saiba como trabalhar sob pressão

Como sobreviver a um ambiente de pressão”, etc.

Por que será que precisamos tanto saber reagir sob pressão? Você precisa ser de ferro?

Parece – me que nós temos que evoluir nessa competência para poder viver com tranquilidade em um novo contexto empresarial.  Parece também que existe um recado implícito para aqueles que não resistem a pressão ou que não querem se estressar tanto:  “Se você não souber trabalhar sob pressão, será deixado para traz nas próximas oportunidades de trabalho. ”

O que mais me assusta é esse movimento estar acontecendo próximo a Era do Conhecimento.  Nessa era, os valores e opiniões dos empregados (elementos esquecidos na era mecanicista) tornam-se cada dia mais importantes. Joel Souza Dutra – Professor e Doutor da FEA-USP – reforça que a possibilidade de desenvolvimento é mútua, desde que haja uma troca entre colaborador e empresa.

A empresa ao se desenvolver, desenvolve as pessoas, e estas, ao se desenvolverem, fazem o mesmo com a organização(DUTRA, 2001).

Prezar pela qualidade de vida e ter liberdade para criar e inovar são essenciais na Era do Conhecimento. Precisamos nos sentir bem e, sobretudo, precisamos nos sentir parte do todo para poder compartilhar conhecimento e crescer profissionalmente. Ser aceito como parte importante do processo, ser respeitado diante de nossos desafios pessoais, enfim, tudo isso torna o profissional cada vez mais parceiro da empresa e proporciona o nascimento de uma Cultura de Cooperação.

Porém, como ter qualidade de vida, inovar, questionar e melhorar processos diante de um ambiente dominado pela pressão?

A pressão exige que “apaguemos o fogo” nas tarefas urgentes e esqueçamos as mais importantes para o negócio, que cumpramos o prazo determinado mesmo diante de expectativas bem mais altas do que a realidade impõe, exige que fiquemos disponíveis o tempo todo, mesmo quando temos algum compromisso pessoal.

A pressão existe também pra quem não se organiza. A sensação de incêndio, nesse caso, é eminente. Para corrigir esse problema, é necessário investir em planejamento e organização do tempo para não ser engolido pelo turbilhão.

Se existir uma pressão saudável, é preciso chegar a mesma e fazer com que haja equilíbrio entre nossos valores pessoais e as urgências da empresa.

Tudo bem, até agora nenhuma novidade: A pressão pode ser tanto algo causado por nós mesmos ou pela cultura Organizacional. Contudo, gostaria de propor a seguinte reflexão:

Seja interna ou externa, a pressão é um elemento positivo?

Eu defendo a seguinte ideia: Você não precisa se sentir pressionado o tempo todo, só precisa estar engajado e longe da zona de conforto que a rotina nos traz. Se você estiver se descabelando, sem tempo para você, para suas metas e já sente os impactos na saúde, cuidado! Ou você, ou a empresa, estão caminhando para um ciclo vicioso onde quase sempre quem perde é o indivíduo.

Cuide-se!

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Autor

Formada em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, estudante da Fundação Getúlio Vargas - MBA Gestão Estratégica de pessoas. Possui mais de sete anos de experiência na área de RH com foco em Desenvolvimento Organizacional e Recurtamento para diversas áreas. No momento é Consultora de Recrutamento focada no mercado de TI. Contatos: msn: re_vezzetti@hotmail.com Linkedin profile: http://br.linkedin.com/in/renatavezzetti

Renata Vezzetti

Comentários

3 Comments

  • Olá Renata, boa tarde.

    Sobre a reflexão proposta, acredito que, em suas palavras, o mais importante é o equilíbrio. Todavia é inerente ao ser humano a superação, logo, superar-se em ambiente empresarial, implica subjetivamente superar os demais, e é esse tipo concorrência que gera pressão, entre outras, o próprio tempo.
    Penso que, a era do Conhecimento, é um subproduto da globalização, e quando falamos nisso torna-se inevitável a pressão por fazer mais com menos, quer seja no ambiente empresarial, quer seja no posicionamento estratégico no mercado pelas empresas.
    O que realmente falta é a maturidade das empresas e pessoas para quantificarem o quanto elas podem produzir, como e em quanto tempo.
    Acredito que muitas já despertaram para essa necessidade, o que me leva a crer que são as empresas que fazem essa análise da sua capacidade de inovar e como gerir esse conhecimento, sob a forma de métodos e indicadores.

    Gostei da reflexão, um abraço. Eder.

  • Olá Renata, como vai?

    Excelente artigo.

    Creio que a pressão seja inerente de quase todas as atividades, umas mais que outras.

    Para o caso deste fórum, onde a tecnologia impera, o avanço tecnológico acelerado causa, e causa há décadas, uma excelente pressão de desenvolvimento e inovação. Os profissionais devem estar atentos à concorrência empresarial, e também à concorrência pessoal.

    Em seu artigo anterior, que trata da proficiência com outro idioma, o mote se esconde sob a pressão do conhecimento.

    Concordo com você. Como diria o surfista: “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”. A zona de conforto é ótima, mas por pouco tempo.

    São os inconformados aqueles que inovam, correm e inventam, se pressionam e pressionam também. E, assim, impressionam.

    Nada melhor que metas bem claras, indicadores exequíveis, controle e acompanhamento. Porque pior que a pressão, é a falta de rumo.

    Abraço.

    Ramon Gonzalez

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