Carreira

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Percebe-te a ti mesmo

publicado por Alexandre Eduardo Oliveira

Quantas vezes você já não se deparou com aquela situação em que você pensava estar fazendo tudo certo, um ótimo trabalho, que seria reconhecido por isso, que conseguiria aquela vaga interna, e vê suas expectativas frustradas sem explicação aparente.

Essa é uma situação até que comum, e que tem uma explicação razoável. Tudo trata-se de percepção.

Você se percebe de uma forma, seu chefe lhe percebe de outra, seu time de outra e assim por diante. O grande desafio está em entender qual é a percepção que cada um dos indivíduos ao seu redor tem de você. Nem sempre é uma tarefa simples (ou melhor, nunca é).

Existe uma ferramenta bem interessante chamada Janela de Johari, que ilustra de forma muito prática as 4 zonas de auto-conhecimento. Uma literatura ampla a respeito dessa ferramenta pode ser encontrada na internet e em livros de gestão, mas é bastante conveniente citá-la aqui.

Em carácter de ferramenta conceitual, a Janela de Johari foi criada por Joseph  Luft e Harrington Ingham algumas décadas atrás e, de forma bem resumida, divide o conhecimento próprio em quadrantes:

  • Eu aberto: aquilo que tanto você como os outros conhecem e percebem a seu respeito;
  • Eu cego: aquilo que os outros conhecem a seu respeito mas que você desconhece;
  • Eu secreto: aquilo que você conhece de si mesmo, mas que protege do conhecimento alheio;
  • Eu desconhecido: aquilo que nem você e nem os outros conhecem a seu respeito, e que provavelmente só se manifestará em situações extremas ou inéditas;

Dos quatro quadrantes, aqueles que temos mais oportunidade (e necessidade) de trabalhar são os do “eu cego” e do “eu secreto”.

No caso do “eu cego”, o processo de feedback 360 graus pode ser uma ferramenta importante. Contudo, é imprescindível que você crie um clima de confiança e respeito ao seu redor, que possibilite às pessoas se sentirem confortáveis em lhe dizer o que pensam a seu respeito, principalmente no que tange àquelas características que não lhes agrada.

Muitas chances e oportunidades de promoção são perdidas porque não conseguimos identificar como os outros nos percebem. Muito provavelmente, se não houver uma comunicação clara e aberta entre você e seu superior, essa pessoa (que tem poder para promovê-lo) desenvolverá uma percepção a seu respeito que é diferente da que você possui, e você só saberá disso no momento em que perder a oportunidade.

Apesar de ser igualmente importante em ambas as ramificações da carreira em Y, trabalhar a questão da percepção é ainda mais indispensável e complicado para aqueles que se aventuram pelo lado gerencial da carreira.

Se você já é um gestor, lembre-se que tão importante quanto cultivar uma percepção positiva de liderança em seu time é nutrir uma percepção semelhante ou ainda melhor em seus superiores. Se você está no começo da sua carreira como líder, esse conselho se aplica de forma mais intensa, pois geralmente os novos líderes focam quase a integridade de seus esforços para que o time reconheça sua liderança e quase sempre se esquecem de cuidar de sua imagem “para cima”.

Já na situação do “eu secreto”, uma auto-avaliação é necessária para que possamos entender quais características que só nós conhecemos e que podem ser percebidas de forma positiva pelos que nos cercam, e assim trabalhar para as expor apropriadamente. Temos que ser cuidadosos ao fazer isso, porque novamente o que é percebido positivamente por nós, pode ser percebido de forma inversa pelos outros. Contudo, a transparência, ainda que restrita, aproxima e gera confiança.

Uma dica para os líderes em início de carreira é que procurem um “coach” dentro ou fora de sua empresa para auxiliar a trabalhar a questão da percepção. Uma outra dica é procurar por cursos e orientações que ajudem na questão da linguagem corporal, que é sem dúvida uma das principais fontes formadoras de percepções.

O departamento de RH também é uma ótima fonte de consulta, que pode explicar o que a empresa espera de um profissional que ocupa um determinado cargo ou um cargo acima. Isso pode nos ajudar a focar nossas energias gerando as percepções corretas para o cargo almejado ou para a manutenção do cargo atual.

Wiki (Johari Window): http://en.wikipedia.org/wiki/Johari_window

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Minimum Way

Autor

Trabalha em TI desde 1998, passando por algumas empresas que agregaram muito a sua carreira, como JBS (Friboi) e BM&FBovespa, onde atualmente é coordenador da área de arquitetura corporativa. Ao longo desse tempo, atuou em projetos imensos, nacionais e internacionais, e teve contato com empresas e profissionais surpreendentes e inovadores. Com boa parte da sua carreira voltada a tecnologia, TI é sua vocação e paixão. Nos últimos anos descobriu um enorme prazer pela gestão de pessoas e de projetos de TI, e vem direcionando sua carreira nesse sentido. Email: ale.edu.oliveira@gmail.com

Alexandre Eduardo Oliveira

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