Gestão de Pessoas

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O Ônus e o Bônus, Índices de Riscos como Estratégia para Remuneração Variável e Pagamento a Parceiros e Fornecedores

publicado por Cristiano Pimenta

Figura - O Ônus e o Bônus, Índices de Riscos como Estratégia para Remuneração Variável e Pagamento a Parceiros e FornecedoresNum cenário ainda bastante previsível, encontramos empresas que persistem num modelo tradicional de gestão, com métodos primitivos de estrutura, e com âncoras enferrujadas, atracadas num porto com destino incerto, acalentadas apenas com a falsa sensação de segurança.

Tais empresas, convivem lado a lado com outras empresas dinâmicas, na dianteira do pensamento de gestão e que estão sabendo conciliar a demanda do negócio, a gestão de pessoas e o resultado esperado pelos acionistas. A âncora só é usada, quando necessário, para aproveitar os benefícios do mar de oportunidades, rever novos planos e traçar novas estratégias.

Um mundo de passagem

A estreita convivência, cada vez mais se aproxima para uma via comum, onde a capacidade de sobrevivência impõe a necessidade de uma forte revisão nos modelos de gestão. Aqui, iniciamos a jornada, trazendo à reflexão justamente os indicadores de Riscos, o que os conecta como empresa, colaboradores,  parceiros, fornecedores e acionistas.

A empresa

Conhecer profundamente seus riscos, tem uma vantagem competitiva, afinal poderá aplicar energia e recursos com sabedoria. Ao estimular toda organização, parceiros e fornecedores a canalizar os esforços com ações que realmente possam trazer menor impacto para a organização, a alta administração está não apenas contribuindo para um comportamento positivo na visão dos riscos, como também para uma mudança cultural a longo prazo.

O Colaborador

 O envolvimento de corresponsabilidade e sentido de pertencimento, se conecta com o desafio proposto, com as métricas definidas, e com o reconhecimento pessoal em potencial. Em se tratando de riscos, a organização passa a contar com todos os colaboradores, com uma única visão, a de proteger o negócio, pois um risco não tratado, não alertado, não administrado trará prejuízo coletivo.

Cada um com a sua capacidade, posição de decisão e ação terá papel relevante, por meio de indicadores Globais, Setoriais e Individuais, direcionando os objetivos de proteção e quando necessário ajustar o foco no atingimento das metas estabelecidas.

O Parceiro e Fornecedor

Na Pesquisa Global de Segurança da Informação 2017, realizada pela PWC Brasil, indica que “Os incidentes de segurança atribuídos a pessoas dentro da empresa, isto é, colaboradores ativos, diminuíram, enquanto os atribuídos a pessoas de fora aumentaram.  54% dos incidentes são atribuídos a parceiros de negócios”.

Está visão, indica uma mudança muito relevante e que passa a ser um alerta vermelho, quando falamos de riscos. Tendo em conta que cada vez mais os modelos de negócios são dependentes de parceiros e fornecedores, faz todo o sentido a adição do nível de riscos no processo de contratação. Está visão implica, também num possível ajuste dos valores contratados, mediante a manutenção de indicadores de riscos aceitáveis.

Um parceiro ou fornecedor com alto grau de risco e fragilidades de segurança, podem levá-lo a uma exposição sem precedentes e com ele o seu negócio.

 O Acionista

Neste ponto, organizações que contam com um modelo dinâmico de gestão, já compreendem que recompensar e mais barato que punir, que integrar uma visão sistêmica é melhor que se eximir do esforço coletivo.

É fundamental o papel do acionista, pois ao influenciar a geração de valor por meio de uma visão integrada, proteção do negócio, reconhecimento  e recompensa, potencializa junto ao colaborador, parceiro e fornecedor, uma empresa mais sólida, que monitorada por todos, tem um único objetivo, sua longevidade.

Uma reflexão

A provocação é positiva e com atributo de despertar um olhar, onde o interesse em proteger é também o de recompensar quem protege. Além do tradicional, incorporando indicadores qualificados de riscos como remuneração variável.

Agora, caso não tenha ainda se estruturado para isso, segue série de questões com basea no IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, que somam à reflexão:

  • O que pode comprometer o cumprimento das estratégias e metas?
  • Onde estão as maiores oportunidades, ameaças e incertezas?
  • Quais são os principais riscos?
  • Quais os riscos a explorar?
  • Qual a percepção desses riscos?
  • Qual a exposição desses riscos?
  • Existe diferença entre percepção e exposição desses riscos?
  • Como a organização responde aos riscos?
  • Existem informações confiáveis para tomada de decisões?
  • O que é feito para assegurar que os riscos estejam em um nível aceitável de acordo com o apetite a riscos aprovado?
  • Os executivos e gestores têm consciência da importância do processo de gestão de riscos?
  • A organização tem as competências necessárias para gerir riscos assumidos?
  • Quem identifica e monitora ativamente os riscos da organização?
  • Que padrões, ferramentas e metodologias são utilizados?
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Autor

Cristiano Pimenta, Mestrando em Recursos Humanos y Desarrollo Digital de Talento– IEP/Madri,Espanha. Possui MBA em Serviços de Telecomunicações – UFF/RJ, Pós-graduação em Gestão – Ênfase em Pessoas / Fundação Dom Cabral, Graduação em Tecnologia da Informação – UNISUL/SC. Sua trajetória profissional ao longo de mais de 20 anos de experiência, inclui posição de liderança em empresas como Arcon/Nec Soluções de Segurança Cibernética, Telemig Celular, Amazônia Celular, Vivo | e Modulo Security. Foi executivo responsável por de diversas áreas, tais como: Delivery de IT Security , Operações de IT Security, Recursos Corporativos (Recursos Humanos, Tecnologia da Informação, Qualidade & Processos, Sistemas), Produtos & Alianças, GRC, Segurança da Informação, PMO, SOC - Security Operation Center, Consultoria em Segurança da Informação.

Cristiano Pimenta

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