Gerência de Projetos

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Não é porque você tem um martelo na mão que tudo que aparece pela frente é prego

publicado por Marcelo Martins

O mundo do gerenciamento de projetos é cercado de melhores práticas, instituições, certificações, cursos, abordagens, filosofias, conceitos, metodologias etc, que geram grandes fontes de conhecimento e podem ajudar muito desde a estratégia até a condução e entrega dos projetos. Contudo, e diante de tantas vertentes, precisamos tomar cuidado para não ficarmos bitolados ou até mesmo amarrados a determinada abordagem. Digo isso porque cada projeto tem cenários, stakeholders, problemas, culturas, entregas e um série de características, todas diferentes, e é justamente por isso que os classificamos como “projetos”. Portanto, não podemos generalizar ou até exagerar no uso das práticas pois cada caso é um caso e que precisa ter abordagens diferentes para que possamos obter o máximo de eficácia e eficiência.

martelo-e-prego

Se temos um cenário diferente, devemos utilizar uma ferramenta diferente. Se temos uma empresa diferente, temos que ter uma metodologia diferente, baseada nas melhores práticas ou inspirada em outra metodologia, mas desenvolvida especificamente para o ambiente de negócios e da realidade da empresa. As características inerentes de cada situação é que irão moldar a forma como o tema de gerenciamento de projetos, incluindo o gerenciamento de programas e portfólio, será tratado.

Já estive em uma empresa onde fui informado: “…aqui utilizamos a metodologia do PMBOK”. Há dois equívocos nesta frase. Uma está no entendimento do que é o Guia PMBOK®, pois não se configura uma metodologia mas sim um guia de melhores práticas de gerenciamento de projetos. Inclusive, o próprio guia faz questão de deixar isto claro na primeira página e sugere a utilização, por exemplo, do PRINCE2®, agile e waterfall. Outro problema está no fato de que a empresa está moldando seu direcionamento para gestão de projetos com base em apenas uma referência e que pode não se adaptar, em grande parte, ao modus operandi da organização.

A questão é, não importa que abordagens você irá utilizar para definir a metodologia da empresa, desde que ela não acabe engessando os projetos e burocratizando-os em demasia a ponto de torná-los um grande suplício de preenchimento e atualização de documentos. Para abrir seu leque de opções e complementar seu “cinto de utilidades”, busque conhecer outras formas e abordagens de gerenciamento de projetos. Identifique o que pode ser utilizado de melhor de cada uma e adote um formato que caiba mais adequadamente à realidade e cultura da organização, sempre pensando na dosagem certa, com muito bom senso.

Espero por seus comentários.

Abs.

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Autor

Especialista em Gerenciamento de Projetos formado em Sistemas de Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Regional de Blumenau com MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). Possui certificações ITIL Expert, ISO 20.000, CobIT e PMP (Project Management Professional) do Project Management Institute desde 2008. Atualmente é Gerente na área de Technology Advisory da Deloitte Touche Tomatsu . É professor de MBA na FIAP e Universidade São Judas Tadeu (SP). Foi Vice Presidente de Administração e Finanças do PMI de Santa Catarina (gestão 2010-2011). Email: marcelo.cmartins@yahoo.com.br Twitter: @marcelocmartins Linkedin: http://br.linkedin.com/in/mcarvalhom

Marcelo Martins

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