Carreira

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Horas extras, cobrar ou deixar para lá, eis a questão

publicado por Luiz Eduardo Improta

Tema muito polêmico, pois o profissional de TI em especial, vive quase sempre brigando com a empresa sobre seu pagamento. Mas realmente de quem é a culpa de se fazer horas extras? Do profissional ou da empresa. Bem isso realmente depende, tentaremos abordar de forma clara e objetiva este assunto. Existem dois casos em que acontecem as horas extras: durante o projeto e na operação propriamente dita. Começaremos falando sobre projetos.

Geralmente quando o Gerente de Projeto faz um planejamento de certo projeto, ele contempla as horas necessárias para que se conclua o projeto no prazo contratado, levando em conta sua criticidade. Então surge a necessidade de horas extras para que não haja atrasos. Neste caso, quando há falhas de planejamento ocorrem principalmente quando o gerente de projeto nunca trabalhou na área em que está gerenciando o projeto. Conheço o “PMBOK” e alguém que está lendo dirá: mas o PMBOK diz que você pode ser gerente de um projeto de qualquer área, mesmo sem nunca ter trabalhado nela. Sei, mas vamos pensar: concorda que quando um gerente de projetos, que só trabalhou em projetos de engenharia civil, pois é engenheiro civil, quando pegar um projeto de desenvolvimento de uma aplicação em Java, terá mais dificuldade e por falta de conhecimento do processo como em um todo, será mais suscetível a um erro, mesmo solicitando ajuda a um profissional da área, uma vez que existirão situações que terá de tomar decisões rápidas e precisas. Nestas horas a falta de conhecimento na área poderá falar mais “alto”.

O inverso vale também. Sem dúvida posso afirmar está é a principal falha quando em projetos, elevando os custos e trazendo assim a interrupção do mesmo. Tanto que se procurarmos os anúncios solicitando gerente de projetos, há alguns que já exigem experiência comprovada na área em que gerenciarão os projetos. Mas quando tudo ocorre sem problemas, às horas extras são contempladas no projeto, o cliente as paga e o projeto termina com sucesso. Se a empresa repassa para o profissional ou não, isso é outro problema e quase sempre é o problema.

No caso da operação diária, que visa manter o ambiente, após o projeto ter sido entregue, as horas extras surgem decorrentes de problemas inesperados. Agora, quando elas surgem devido à falta de tempo do profissional para entregar, por exemplo, os relatórios mensais contratados pelo cliente, o profissional é responsável e não a empresa. Salvo quando ele está sobrecarregado com outras tarefas, sinaliza a seu gestor e o mesmo assume o pagamento das horas extras. Quando o profissional não sinaliza a tempo, realmente o ônus cabe a ele em minha visão. Sei que isso acontece pouco, pois sabemos que quase sempre sinalizamos mas a empresa tem um custo menor pagando as horas extras, do que contratar mais um profissional, logo acaba assumindo este custo. Mas devemos ter cuidado, pois nem sempre se ganha na justiça às horas extras. É um direito do trabalhador, desde que possamos comprovar sua veracidade com evidências concretas e cabíveis. Procure nos sites de busca e encontrará vários casos em que a justiça negou o pagamento de horas extras, devido a não existência de elementos que corroborem para o ganho da causa.

Devemos nos planejar devidamente, para que isso não aconteça na operação. Na operação às horas extras não deve ser encarada como normal, mas sim como uma excepcionalidade, sendo tratada como tal. Enfim, o profissional de TI deve avaliar bem a necessidade de se fazer horas extras. Em primeiro lugar ela deve ser sempre autorizada pelos gestores e devidamente documentada, porque ela sempre traz conseqüências para os dois lados: para o profissional cansaço e conseqüentemente, em curto prazo e principalmente se repetida, perda de desempenho; e para a empresa custos que geralmente não são esperados, com isso não são pagas trazendo insatisfação dos profissionais, caindo assim o seu desempenho. Resumindo: pagar, do ponto de vista do empregado é sempre a melhor opção, porém nem sempre é, quando analisamos do ponto de vista da empresa, que logo acaba criando um outro vilão que conhecemos muito bem: o banco de horas, o que será abordado brevemente.

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Autor

Sou profissional com mais de 22 anos de experiência desenvolvida em empresas do setor "outsourcing" em TI e Segurança da Informação. Com 2 Pós graduações e 1 MBA na área de TI e diversas Certificações em Segurança e Tecnologia da Informação, dentre elas: COBIT 4.1, ITIL v2 e v3, ISO27002 e CCSA/CCSE. Meu link no "linkedIn": http://br.linkedin.com/in/limprota007

Luiz Eduardo Improta

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