Gerência de Projetos

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Existe planejamento 100%?

publicado por Robson Ramos

O  patrocinador aprova o projeto. Tudo pronto para iniciá-lo. Mas, cadê o planejamento do projeto?! A equipe do projeto se reúne e começa as reuniões. Dias, quinzenas, até meses e finalmente chega-se ao plano do projeto com todos os seus documentos subsidiários.  Os stakeholders e o patrocinador aprovam o plano do projeto. OK! Projeto com sucesso garantido, basta seguir fielmente o plano do projeto! Inicia-se o projeto e lá pela metade de sua execução eis que surge então, assim do nada, uma mudança de escopo. Pronto… Cataclismo! Reunião de emergência, o sucesso do projeto não está mais garantido.

A narrativa acima parece algo fictício, mas é bem mais comum do que possa aparentar. Até os mais experientes gerentes de projetos já passaram ou vão passar por esta situação. o/

Então, para que gastar um tempo no planejamento se eu podia já iniciar a execução? De qualquer forma irei ter problemas – pode pensar o nosso leitor. PMI, Prince, cronograma, gestão de projetos, planejamento, certificações, para que tudo isso?

Como diz um colega meu: “um projeto nasce para dar errado”. O gerenciamento de projetos e uma de suas disciplinas: o planejamento, possuem como objetivo justamente fazer com que seja mudada esta característica de nascença de um projeto.  Um projeto é como algo vivo e, desta forma, não é linear e sim sujeito a mudanças não planejadas em todo seu ciclo de vida.  Não é possível, respondendo a pergunta deste breve artigo, um planejamento 100%.  Tudo bem, isto estava bem explícito. Porém, o que gostaria de salientar é que sem o planejamento e um gerenciamento eficaz os projetos tendem a se tornar caóticos, apresentando problemas sérios devidos a mudanças não esperadas e tendo assim uma chance de insucesso muito maior do que um projeto devidamente planejado.

Um projeto devidamente planejado e controlado de acordo com as melhores práticas de gerenciamento se adapta de maneira mais facilitada a mudanças. Em processos mais tradicionais de gerenciamento de projetos como o PMI tendo, por exemplo, um conjunto de práticas que envolvam:

– O escopo do projeto bem entendido pela equipe.

– Plano de comunicação bem eficiente para comunicar as mudanças aos envolvidos

– Processo de gerenciamento de riscos detectando e, até mesmo, prevendo ocorrências  que impactem em mudanças.

– Processo definido de gerenciamento de mudanças.

Tem se notadamente mecanismos que suportam as mudanças  ao longo do ciclo do projeto em relação ao que foi planejado inicialmente.

Em contrapartida, há também os processos de gerenciamento que são preparados para mudanças freqüentes do plano original, como o SCRUM.  Basicamente o SCRUM é um processo de desenvolvimento interativo e incremental para desenvolvimento ágil de projetos (Wikipédia, 2011). O SCRUM lida maneira natural com as mudanças o que vai totalmente ao encontro de um dos itens do Manifesto Ágil, teoria a qual segue: “Responder a mudanças mais que seguir um plano”.

A mensagem final que quero deixar é que não importa o quão ótimo seja o planejamento ou o próprio gerente de projetos e que tipo de prática de gerenciamento está sendo utilizada, mudanças sempre irão ocorrer sobre o plano original seja em baixa ou grande escala com grande ou pequeno impacto.  O importante é que o projeto e o gerente de projetos estejam preparados para mudanças. Afinal, projetos têm tudo a ver com o termo “essa metamorfose ambulante”.

 

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Autor

Atuação há mais de 6 anos como Gerente de Projetos de TI em uma grande empresa do ramo financeiro. Pós-Graduando em Computação Forense no Mackenzie. Formado em Ciências da Computação. Certificado em gerenciamento de projetos CAPM (PMI), Microsoft Project 2007 (MCTS), gerenciamento de serviços (ITIL V2), em métricas de projeto (CFPS) e COBIT 4.1. Gosto por assuntos de gerenciamento de projetos e de atualidades sobre TI. Editor do blog Brainstorm de TI. Twitter: @robyramos LinkedIn: robramos Site: http://brainstormdeti.wordpress.com

Robson Ramos

Comentários

3 Comments

  • Tema interessante Robson.
    Reviví momentos profissionais enquanto lia seu artigo.

    Uma das causas é a rigidez das metologias de planejamento. A própria tecnologia viveu a análise estruturada que imitou a pirâmide organizacional. Rígida.

    Válidas para sistemas estáveis mas difíceis na dinâmica moderna.

    Em meu livro Multi-Estratégia, editado na década de 80. Revisto e reeditado várias vezes, eu abordo a análise estruturante. Um jeito brasileiro. Torna o projeto amigável, adaptativo e dinâmico.

    Você pegou na veia e está no caminho certo.
    Parabéns. Continue.

    • Obrigado Ivan. Vejo que as empresas devem sempre estar atentas as novas formas de planejar e desenvolver o que foi planejado. Com um mercado cada vez mais competitivo, isto se torna fundamental. Não há tempo mais para aqueles que não evoluem sua formas de pensar e de trabalho.

      Muito Obrigado.

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