Delegar não é Abandonar

por George Luiz Garrido
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Com a modernização e constante atualização dos processos gerenciais, novas técnicas de Gestão surgem e outras são aprimoradas a cada dia.

Em uma época não muito distante, o principal critério usado para determinar se o Gerente era bom ou não, foi o de “delegação de tarefas”. Os Líderes que não sabiam distribuir as atividades passando parte do seu “poder” para equipe, tinha um Gap de desenvolvimento sério e muitas vezes eram penalizados nas suas avaliações de competências. O grande problema com esta onda é que muitos gestores que tinham lacunas mais sérias de desenvolvimento, se apoiaram na “necessidade” institucional e deixaram de lado a base e os princípios gerencias, usando a “delegação” muitas vezes como fuga e escudo.

Para passarmos qualquer atividade para alguém, temos em primeiro lugar que ter domínio da mesma e saber os possíveis cenários que ainda estão pendentes, como por exemplo, riscos. Enquanto não temos este controle, não podemos em hipótese alguma desejar que alguém venha fazer o trabalho, pois ainda não existe maturidade.

O “câncer” desta época que ficou são “chefes” que hoje passam diretamente para seus subordinados as funções que não exercem, e quando precisam atuar direta ou indiretamente dados os possíveis problemas e consequências destas atribuições, expõe os seus recursos para não serem prejudicados com os efeitos causados pela falta de estruturação de todo o processo de gestão.

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Como resolver? Capacitação dos líderes com foco em gestão de pessoas e autoconhecimento. Se o “gestor” conhece de forma detalhada seu trabalho, as necessidades do cliente e tem o alinhamento estratégico com a empresa, está pronto para o segundo grande passo da sua carreira: conhecer suas deficiências, suas qualidades e o quanto pode e deve colaborar com a sua equipe para cumprir suas metas. Se olharmos para um organograma, um bom líder se coloca na base e não no topo. Ele é referência para equipe, sabe de tudo, conhece, responde tudo, têm carisma e confiança dos seus subordinados, líderes e rede de relacionamento.

Um bom gestor considera como ponto forte seu conhecimento e não o seu cargo!

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