Hoje vivenciamos um momento diferente na adoção de tecnologias pela sociedade. O seu eixo impulsionador passou das empresas para o usuário final. O fenômeno da consumerização implica que a influência dos dispositivos pessoais, o paradigma das lojas de apps, jogos, serviços de mídias sociais, usados pelos funcionários das empresas, como pessoas físicas no seu dia a dia, demandam expectativas que eles também sejam usados nas suas atividades profissionais. Os funcionários se comportam mais como consumidores, exigindo uma escolha mais ampla de dispositivos, explorando novos dispositivos de consumo e novas aplicações a partir das lojas de aplicativos. Como resultado, as distinções entre o papel de uma pessoa como um funcionário e como consumidor estão mais turvas do que nunca.
Alguns anos atrás li um livro que ajuda a aumentar as chances de acerto e que recomendo enfáticamente. O livro é “Mastering the Hype Cycle: how to choose the right innovation at the right time”, de Jackie Fenn e Mark Raskino, que foram os analistas do Gartner que criaram a famosa curva do Hype Cycle. Interessante que a curva do Hype Cycle é constituída de duas curvas. Uma é o lado mais emocional, de “exuberância irracional”, que é uma curva em sino e representa muito da expectativa e atração que temos pelas novidades. A outra curva é a da real adoção de uma tecnologia, que é uma curva em “S” e representa o lado mais racional. É a curva de maturação tecnológica. Juntando as duas, criou-se a curva do Hype Cycle.