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Arquitetura Corporativa – Parte 2: Algumas razões pelas quais investir

publicado por Alexandre Eduardo Oliveira

Antes de entrar no mérito das áreas de conhecimento do PMBOK e o valor que podem agregar na implantação de um departamento de EA (do inglês, Enterprise Architecture, ou seja, Arquitetura Corporativa), vamos dar uma olhada a alguns conceitos que nos ajudem um pouco a entender porque investir em um time como este.

Primeiramente, vamos lembrar que a principal missão de qualquer empresa é gerar lucro para seus acionistas. Existem muitas teorias mais “românticas” sobre o assunto, mas a verdade é que este é o principal, se não único, objetivo de qualquer organização saudável.

Um time de arquitetura corporativa é um time que irá desenvolver uma visão abrangente, holística da organização como um todo, englobando TI (tecnologias, sistemas e suas integrações) e a sua interação com o negócio da empresa. Além disso, esse time também tem como responsabilidade gerar governança sobre as informações de todas essas vertentes funcionais, de forma a poder contribuir para uma melhor avaliação de impacto das mudanças de estratégia na estrutura de TI e negócios da empresa.

O fato acima, por si só, já vale a reflexão sobre o investimento, mas os benefícios dessa visão holística extrapolam a simples análise de impactos, mas geram um potencial enorme de atuação pró-ativa do time de EA. Apenas para citar alguns:

  • Auxiliar os CFOs no processo de otimização de custos: a visão ampla desse time ajuda a entender onde o negócio está sendo bem atendido, onde não está, e onde há oportunidades de consolidações (de TI ou negócios). Essas iniciativas, se bem direcionadas, podem otimizar os custos de operação do negócio, reduzindo ativos, utilização de recursos, infraestrutura, esforços de testes, entre outros;
  • Direcionar o crescimento do negócio: uma característica muito importante do time é a capacidade de pensar fora da caixa (resumindo, inovação). Se bem trabalhada, com uma abordagem pragmática e focada em resultados práticos, essa característica pode gerar bons frutos ajudando a alavancar os negócios (ou criar outros) através da implantação de tecnologias e práticas de mercado emergentes que aumentem a eficiência do negócio;
  • Auxiliar na definição da estratégia: da mesma forma como suporta a estratégia da empresa, esse time é capaz de gerar informações que fornecem insumos ou indicadores para a construção da estratégia organizacional;
  • Melhoria do time-to-market: inovando, pesquisando práticas e tecnologias de mercado, e trabalhando com foco no negócio e na estratégia organizacional, com pragmatismo e visão de longo prazo, esse time irá ajudar a empresa a responder com mais precisão e em tempo hábil às mudanças e a fortalecer as forças que a protegem da concorrência e dos novos entrantes;
  • Retenção e captação de clientes: a visão holística deve prover informações cruciais que devem ser disseminadas pela organização, a fim de gerar uma  visão consolidada da organização e seus clientes em todos os departamentos. Além disso, como consequência de uma maior eficiência (operacional e de negócio) e de uma forte otimização de custos (refletindo, muitas vezes, em uma maximização de lucros), é possível investir na geração de maior valor agregado percebido pelo cliente em relação aos produtos, fidelizando os clientes atuais e conquistando outros;

Lembrando que é extremamente importante que a ideia, as vantagens e benefícios desse time sejam apresentados ao board, CFO, CIO, e compreendidos por eles. É um primeiro passo, deveras crucial, ao qual devemos dedicar um bom tempo, planejamento e atenção.

É extremamente importante entender, também, que TI e tecnologia é somente uma das vertentes da arquitetura corporativa. Ou seja, este não é um departamento de tecnologia apenas. Por exemplo, pelos itens mencionados acima podemos entender o quão importante é a atuação do time de arquitetura da informação para governar apropriadamente o arcabouço de dados e informações relevantes para a empresa.

Nos próximos artigos veremos: uma descrição dos papéis que compõe este time, e como planejar a sua implantação seguindo conceitos do PMBOK.

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Minimum Way

Autor

Trabalha em TI desde 1998, passando por algumas empresas que agregaram muito a sua carreira, como JBS (Friboi) e BM&FBovespa, onde atualmente é coordenador da área de arquitetura corporativa. Ao longo desse tempo, atuou em projetos imensos, nacionais e internacionais, e teve contato com empresas e profissionais surpreendentes e inovadores. Com boa parte da sua carreira voltada a tecnologia, TI é sua vocação e paixão. Nos últimos anos descobriu um enorme prazer pela gestão de pessoas e de projetos de TI, e vem direcionando sua carreira nesse sentido. Email: ale.edu.oliveira@gmail.com

Alexandre Eduardo Oliveira

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