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Acredite: chefe não é Deus!

publicado por Alberto Parada

Fomos colonizados por um povo que cultuava um Deus único, onipresente, onipotente, que tudo podia e a todos castigava. Por isso os povos latinos têm uma tendência a buscar sempre um pai ou alguém soberano para cultuar e esperar que caia tudo do céus. Até sua promoção.

Replicar o modelo divino para os governos foi simples: inventaram caudilhos, ditadores e toda espécie de populistas que, semelhante à onipresença e onipotência divina, atraíram seguidores e fanáticos em busca de uma benção, um aperto de mão e, principalmente, uma mamata política.

Essa cultura invadiu há tempos as corporações brasileiras. Diferente das norte-americanas ou europeias não latinas, onde o desempenho é garantia de empregabilidade e a adulação aos mandatários é fortemente rejeitada, por aqui estar perto da corte do poder sem questiona-la, apenas adulando-a é certeza de privilégios e empregabilidade.

Como tantas outras, práticas que foram transformadas em hábitos e hoje correm o mundo como predicados nefastos para o nosso país, o populismo corporativo é repudiado nas cartilhas entregues aos executivos que por aqui vem trabalhar.

Sempre criticado e mal falado (até que os que falam mal sejam promovidos a seguidores), todos morrendo de medo do ser divino que caminha pelos corredores das corporações, conferindo quem está trabalhando, como alguém que conta seu gado no pasto, seguido por sua comitiva, provoca arrepios na gerência média e na raia miúda, que sonha, um dia, tocar sua mão.

Por mais triste que seja essa realidade ainda muito presente no nosso dia, ela está mudando. A ignorância em acreditar que um pai seria capaz de punir seus filhos ao seu bel prazer deu  lugar a uma realidade de ajuda e evolução mútua, baseada no companheirismo.

Mesmo com a existência de diversos caudilhos, que iludem e arrastam seus aduladores comícios afora em vários cantos da América Latina, seu fim será semelhantes às ditaduras que foram varridas há poucas décadas. O povo não suporta mais pagar tanto por tão pouco.

Essa onda de conscientização e valorização da competência em detrimento do medo invadiu a vida profissional. Atualmente o empreendedorismo é a quarta opção mais lembrada pelos jovens quando são questionados em qual empresa sonha trabalhar.

Para quem não sabe, o empreendedorismo não está ligado simplesmente ao desejo de ter a própria empresa e ser dono do seu nariz, é mais que isso: é poder inovar, procurar fazer diferente com o objetivo de melhorar o desempenho e o resultado das corporações, com foco na competência e produtividade Convenhamos bem distante do modelo de adulação e privilégios encontrado ainda em algumas empresas.

É fato que ainda estamos distante do estado da arte, mas, graças a Deus, estamos no caminho certo!

 

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Autor

Fundador do : descomplicandocarreiras.com.br

Alberto Parada

Comentários

1 Comment

  • Excelente artigo. Mais Deus não castiga neguem nós somas castigado pelos nossos atos. .

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