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Uso excessivo, compulsivo ou patológico da internet. Como evitar esse problema contemporâneo?

publicado por W. Gabriel de Oliveira

Uso excessivo, compulsivo ou patológico da internet. Como evitar esse problema contemporâneo?Muitas horas de uso da internet por dia já podem ser classificadas como doença? Essa é uma dúvida que ainda paira sobre profissionais e população em geral. Mas o que seria visto já como problema e como poderemos evitá-lo? Veja a seguir.

uso excessivo da internet preocupa pais, profissionais de saúde e até profissionais da área. Muitos percebem que seu uso por horas a fio, mesmo que para fins profissionais, pode prejudicar a harmonia do corpo e da mente. Contudo, a dúvida que se tem é sobre quais características fazem tornam um problema esse tempo extra que passamos ligados à internet.

É possível que o uso em excesso da internet não seja necessariamente a própria patologia, mas sim uma condição secundária a outras patologias psíquicas, como adicção ao jogo ou ao sexo. A internet, então, seria apenas um meio para se chegar a outras compulsões ecomportamentos depressivos. Há uma corrente de pensamento, porém, que trabalha com a hipótese de excesso de internet sim como compulsão, comparando-a inclusive aostranstornos causados por dependência sem substância, como o jogo patológico, e com sintomas que se assemelham ao uso de drogas e álcool.

SOBRE PESSOAS INTROVERTIDAS

Existe um pensamento na área de saúde que acredita que pessoas com personalidade introvertida podem desenvolver mais facilmente a compulsão por internet. Isso porque o uso dos meios digitais resolveria seu problema de convívio interpessoal – mesmo apenas virtualmente. Assim, o uso excessivo da internet compensaria os traços de introspecção.

O problema ocorre quando, mesmo em convívio interpessoal presencial ou em outrasatividades familiares e profissionais, o indivíduo continua interligado às plataformas de internet para conseguir travar qualquer diálogo ou outras interações. Quando não se percebe que tal imersão online atrapalha suas outras atividades cotidianas, eis um grande sinal de alerta. Será que você tem alguns desses comportamentos? Fique alerta.
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10 PERGUNTAS QUE VOCÊ PODE SE FAZER PARA DESCOBRIR SE ESTÁ EXAGERANDO NO USO DA INTERNET:

  1. Sempre passa mais tempo no uso de aplicativos e sites do que planejou primeiramente?
  2. Sente ansiedade quando fica sem bateria ou não pega internet no local?
  3. Precisa estar sempre informada sobre o que está bombando na internet?
  4. Tem movimentos involuntários em busca do celular, mesmo sem ter qualquer motivo?
  5. É comum achar que ouviu o bip do celular ou uma vibração e, quando verifica, não tinha nada?
  6. Em momentos sociais, costumeiramente se isola com o celular na mão e perde o que está ocorrendo?
  7. Mesmo que todos ao seu redor peçam para não se isolar no celular – e você também saber que isso é prejudicial -, você sempre dá uma escapadinha e pega o aparelho?
  8. Acha mais interessante continuar a conversar via internet, mas quando é proposto conversar presencialmente ou encontra a pessoa na rua, busca formas de fugir e se esconder ou simplesmente não consegue conversar?
  9. Sonha muitas vezes com você usando internet?
  10. Já ligou ou ativou alguma função do celular enquanto dormia? Talvez por que dorme sempre com o celular em cima da cama?

Profissionais de saúde alertam para algumas consequências do uso excessivo da internet. Conforme estudos, é possível que haja:

  • Mudança no estilo de vida apenas para ter mais tempo de internet – o que pode prejudicar objetivos pessoais e profissionais;
  • Sedentarismo e outros descasos com a saúde;
  • Diminuição drástica do tempo de sono e simplesmente da qualidade do sono à noite;
  • Negligência aos contatos sociais, como família e amigos.

O uso da internet em excesso pode ter diversos objetivos, seja a conhecida fuga das relações sociais presenciais, até a busca quase obsessiva por informações atualizadas e anecessidade de interações sociais em massa, como se fosse celebridade. Cada uma das atividades faz parte do cenário comum do uso da internet. O problema está na substituição das demais atividades humanas e no convívio presencial em prol dos meios online.

5 DICAS DE COMO EVITAR QUE ESSE PROBLEMA LHE ATINJA:

  1. Estabeleça seu horário de trabalho, mesmo que ele se extensa das comuns 8h diárias. Estabelecer esse horário fixo lhe obriga a desligar um pouco mais sua mente das preocupações profissionais e não buscá-las nos meios online a qualquer momento;
  2. Informe a todos que furarem seu horário de trabalho, educadamente, que no dia seguinte ou mais tarde poderá atendê-lo. Não tenha medo nem vergonha disso. Depois de informar, anote na agenda para ser lembrado apenas no horário de trabalho;
  3. Desligue os alertas de redes sociais que não necessita naquele momento, principalmente se estiver em momento de lazer coletivo. Não tenha medo de urgência. Se for realmente uma urgência e só você puder resolver, o interessado ligará para você, não simplesmente enviará uma mensagem no Facebook ou Whatsapp;
  4. Respeite seu tempo de sono. Interferências como luzes do modem no quarto, alertas do celular e tablets e stand by do notebook e outros eletroeletrônicos podem atrapalhar seu sono, aumentar sua ansiedade e lhe deixar com cara de zumbi no dia seguinte, além de cansado sem saber a razão;
  5. Caso você tenha filhos, apresente a essas crianças outras opções que também pode gerar diversão, como atividades esportivas, cinema, passeios etc. As criança não nascem sabendo que tais opções existem, então vão em busca do mais próximo, que muitas vezes são os computadores. É importante na era de hoje que elas saibam dessa tecnologia, mas também é essencial que elas saibam que existe algo além do mundo hi-tech.

Se você se interessou pelo tema, procure um especialista profissional de saúde. Essas são apenas algumas dicas para ajudar a abrir a mente. Caso deseje mais conteúdo, seguem abaixo as fontes do texto acima:
– Compulsão a Internet – psiqweb
– dependenciadeinternet.com.br – Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo
– Dependência de Internet (Cap.8) – Manual e Guia de Avaliação e Tratamento (Kimberly S. Young / Cristiano
Nabuco de Abreu)
– Susan Greenfield: Living online is changing our brains (News Cientist)
– Efeitos negativos dos meios eletrônicos em crianças, adolescentes e adultos (Depto. de Ciência da Computação, Instituto de Matemática e Estatística da USP / USP)
– O Excesso de Internet faz mal à saúde mental dos adolescentes? (Instituto do Cérebro de Brasília)
– 10 Razões para Proibir Tecnologia para Crianças (Blog Antes Que Eles Crescam)

Artigo publicado originalmente em wgabriel.net
[Crédito da Imagem: Vício em Internet – ShutterStock]

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Autor

W. Gabriel de Oliveira é mestre em Marketing pela Universidade Federal do Ceará, Certificado Google Adwords (Search Advertising Advanced), atual coordenador de Marketing na Assessoria de Comunicação e Marketing da Universidade de Fortaleza, professor de pós-graduação e educação continuada, professor de turmas in company e cursos rápidos de Marketing Digital, Comunicação Integrada, Publicidade On-line e Mídias Sociais nas Empresas e também consultor de marketing e novas tecnologias. Atua na área de Internet e Marketing desde 2001. Trabalhou para multinacionais e empresas nacionais de grande e médio porte, com comunicação empresarial e marketing para meios digitais, em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Recife, Ceará e Lisboa/Portugal. Site: wgabriel.net

W. Gabriel de Oliveira

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