Tecnologia Social

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Tetra Pak investe em Tecnologia Social e cria “negócio social”

publicado por José Luiz Barbosa

Seguindo o tema dos meus dois últimos artigos e o conceito de TS segundo o princípio de que “a TS compreende produtos, técnicos e/ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas em interação com a comunidade e que reapresentam efetivas soluções de transformação social” (RTS – Brasil, 2009)

A reciclagem e a necessidade da responsabilidade social não deve ser apenas vista “em termos de custos”. Devem ser vista como uma maneira de descobrir riquezas escondidas e novos negócios, como nos conta o Fernando von Zuben, Tetra Pak do Brasil no artigo: “Turning waste into wealth”.

Qual seria o modelo de sucesso?

Mas para ter sucesso, as empresas precisam reformular os seus conceitos de negócio e construir novos modelos win-win-win-win (sendo o último ‘win’ com ganhos da sociedade) visando também a população carente. Isso foi o que a Tetra Pak do Brasil vez – “Tetra Pak teve que construir um novo modelo comercial levando em conta o eco-sistema, incluindo coletores de ruas, municípios, desenvolvedores de tecnologia, reciclagem e nova utilização de material.”

Para mim a melhor parte desse ‘case’, e a verdadeira inovação social com impacto, vem com a preocupação da gestão de possibilitar um “negócio social” para os coletores de ruas – “Coletores que, graças à reciclagem, agora enfrentam um mercado crescente para recolha das embalagens assépticas.” Aproximadamente 400 mil brasileiros ganham a vida recolhendo e revendendo itens de lixo doméstico. Tetra Pak trabalhou com mais de 200 conselhos locais, encorajando os de apoio às cooperativas de catadores que pode abordar o desafio da coleção de uma forma mais maneira disciplinada e sistemática.“Eles estão em constante concorrência com ‘private’ reciclagem – e muitos membros são tentados a “ir sozinho”, em parte porque eles acreditam que podem fazer mais dinheiro dessa forma,…”

O grande desafio é criar tais coletivos e achar um modelo de negócio sustentável. Tetra Pak apoiou a recolha coletiva via publicidade e doando prensas (em um outro modelo ainda mais arrojado poderiam estar vendendo essas prensas bem baratas através de microempréstimo) para que os coletores pudessem não somente coletar mas sim processar os cartões e outros materiais. “Hoje, embalagens assépticas são 6-10 % da renda de coletores de uso doméstico e 347 municípios têm coleta seletiva programada.”

O compromisso de gestão para a proteção ambiental e responsabilidade social é fundamental nas fases iniciais de qualquer processo.“Tetra Pak também tem se beneficiado de outras formas. Aprendeu sobre o diálogo das partes interessadas,… tais como cooperativas, escolas e da cidade de São Paulo. Conselhos onde, anteriormente, as ligações eram fracas.” A empresa desenvolveu também novas competências graças ao processo de inovação social. “No lado técnico, por exemplo, tornou-se um especialista em logística reversa de embalagens pós-consumo. Mais importante ainda, aprendeu a equilibrar soluções técnicas com inovação social.” Como apresenta o ‘case’: “há também uma grande lição sobre o relacionamento entre inovação incremental e radical. Neste caso, incrementalismo, criou o caminho para a solução mais radical de separação através da tecnologia de plasma. Na verdade, inovação incremental social tornou possível para um solução tecnológica radical a surgir.

Precisamos de mais co-criativismo e capital de risco!

É disso que precisamos mais no Brasil para desenvolvermos novos modelos capitalistas a favor também da população carente. Criando assim o “negócio social” e “empresas de negócio social” ao mesmo tempo que gira capital para empresas com Tetra Pak.

No demais a economia mundial está passando por mudanças dramáticas e fundamental. O centro de gravidade geopolítico e econômico é irreversível deslocando do Ocidente para o Oriente, o ritmo da mudança tecnológica está acelerando, mesmo que o mundo enfrenta uma crescente escassez de recursos.

Um artigo a Secretária de Estado Hillary Clinton diz que tecnologia pode criar oportunidades para os pobres. Em seu discurso em uma conferência recente da USAID, a secretária de Estado defendeu a inovação e a tecnologia como “grandes equalizadores”, defendendo tecnologia móvel como “fundamental” para a luta contra a pobreza global. Grameen Foundation tem orgulho de estar na vanguarda dessa luta – “Nosso Application Laboratory (AppLab), mobile banking, e outras tecnologias estão quebrando barreiras para mais pobres do mundo, aumentando o seu acesso às oportunidades de negócios, serviços financeiros, e especialista em informações sobre temas que vão desde a agricultura à saúde.”

Secretária Clinton ainda citou um exemplo de agricultores do Quênia cujos rendimentos cresceram 30 por cento desde a utilização de tecnologia móvel! Mas, adverte, que não podemos parar por aí. Precisamos “… replicar que o progresso e levá-lo à escala na vida dos milhões de pessoas na parte inferior da escada econômica do mundo.” . Veja o discurso inteiro de Hillary Clinton!

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Autor

New Business Development, Creative Leadership, Entrepreneurship and "Social Business" - http://www.cvlink.com.br/site/JLBarbosa Especialidades: Liderança Criativa e estruturamento de organização com o propósito de desenvolver capacidades e conhecimento. Os benefícios que proporcionei a outros, em meu trabalho, foram: • descobertas de novos caminhos para fazer dar certo a construção do futuro da organização, • realizações concretas segundo metas de negócios, • ações focadas e evolutivas, • amadurecimento e crescimento de uma equipe, • despertar, na equipe, capacidades que estavam guardadas Área de atuação: desenvolvimento de novos negócios, comunicação institucional, inovação social e desenvolvimento sustentável.

José Luiz Barbosa

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