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Terceirização é parceria e não disputa

publicado por Luiz Eduardo Improta

Voltei meus amigos, depois de um período conturbado em minha vida, estou de novo na gostosa labuta de escrever e trocar idéias para assim crescermos neste mundo complicado da TI, mas ao mesmo tempo fascinante. Conseguiríamos viver sem ela? Creio que não!

Falaremos sobre um tema que tem gerado grandes discussões:  terceirização de serviços. Até hoje, as empresas se confundem com os objetivos da terceirização. Não vou citar o histórico dela, pois dará sono em muitos. Vamos direto à ferida: porque muitas empresas terceirizam seus serviços apenas para não assumir seus erros de planejamento estratégico mal elaborado e assim poder culpar a curto/médio prazo a empresa contratada por muitas tarefas mal feitas ou atrasadas e que estão impactando o dia-a-dia da empresa?

Temos de aprender que terceirização é parceria, cumplicidade. A contratante necessita saber onde deseja chegar e explicar de maneira clara este objetivo. O que vemos hoje no mercado são empresas preocupadas em realizar/terceirizar tarefas e não atingir o seu objetivo estratégico traçado. Ou pelo menos deveriam ter feito isso no planejamento estratégico.

Muitas vezes um alpinista para chegar ao cume de uma montanha precisa de uma equipe. Poucos conseguem fazer isso isoladamente, pois o risco é grande e que está em jogo é a vida do esportista. Na vida de negócios, não é diferente: os riscos estão presentes a todo instante e para mitigá-los, devemos conhecê-los para tomar a melhor decisão possível. Não podemos terceirizar somente para economizar, isso foi nos primórdios e já provado que isso não dá certo!
A terceirização deve ser encarada como mais um colaborador que irá ajudar a empresa a alcançar o objetivo  traçado no planejamento estratégico pela empresa e bem definido contratualmente na hora de celebrar o acordo entre as partes. Se não se sabe aonde se quer chegar, a terceirização fica estagnada. O contratante pede tudo que deseja (o que está definido no contrato e muito além) e o contratado fica literalmente “doido”, pois por mais que faça, o contratante sempre acha que não está bom. Isto se deve a falta de definição de objetivos a serem atingidos por parte do contratante e a aceitação do contratado dessa situação. No final, ninguém fica satisfeito e surgem às velhas e conhecidas insatisfações. E a parceria se transforma em disputa, numa verdadeira queda de braço. De um lado o “peso” pesado chamado “Contratante” e do outro lado a peso pena denominada “terceirizada” e que na maioria das vezes, através de multas (podemos comparar como um “soco”) o primeiro lutador vai destruindo a resistência, a cada falha, do oponente até que a luta fique sem propósito e sem vencedor ao final, somente perdedores. Mas fica a pergunta: afinal de quem é a culpa? Eu diria de ambos: o primeiro, pois não saber aonde quer chegar, não traçando seu planejamento de forma objetiva e o segundo por aceitar um acordo realizado dessa forma, pois sendo um prestador de serviços deveria orientar a maneira correta de fazerem a parceria, mas sabemos que o objetivo, na maioria das vezes, é somente financeiro. Precisam fechar mais um contrato, não importa o como.

Infelizmente estes fatos têm acontecidos de uma forma impressionante e demonstra despreparo de ambas as partes para conduzir esta situação.

Mas temos bons exemplos de terceirização, onde são estabelecidos objetivos claros e ambos, contratado e contratante, seguem em direção a ele. Basta dar uma boa procurada na internet que encontrará muitos. Não gostaria de citar nomes de empresas para não privilegiar ninguém, até porque começaria pela minha empresa, não é mesmo!

Bom se está pensando em terceirizar serviços, fica o resumo de todo o artigo: primeiro saiba aonde quer chegar, planeje e por fim escolha uma empresa que esteja alinhada com seus objetivos estratégicos. Crie indicadores para medir o desempenho do contrato e não só insira penalidades no contrato, enfatize um prêmio cada vez que uma parte do objetivo for alcançada. Afinal, motivação é necessário em tudo. Fazendo isso, com certeza ao final de cada ciclo traçado,  a cada “milestone” atingido ao longo da parceria, haverá uma grande comemoração: a da vitória. Pense bem nisto!

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Autor

Sou profissional com mais de 22 anos de experiência desenvolvida em empresas do setor "outsourcing" em TI e Segurança da Informação. Com 2 Pós graduações e 1 MBA na área de TI e diversas Certificações em Segurança e Tecnologia da Informação, dentre elas: COBIT 4.1, ITIL v2 e v3, ISO27002 e CCSA/CCSE. Meu link no "linkedIn": http://br.linkedin.com/in/limprota007

Luiz Eduardo Improta

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