Tecnologia Social

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Seu filho pequeno pensa que a tela da TV é touch? Sinal dos tempos!

publicado por Francisco J S Fernandes

Sim, eles nasceram touch. Nasceram Kinect. Usam a voz para dar comandos, são intuitivos e cada vez menos dependem de manuais. São wireless, avessos a qualquer dispositivo preso fisicamente. Geração Y? Nada disso, são nossos filhos, frutos da geração Z. Se você tem filhos pequenos provavelmente se identificou de alguma forma. Mas o interessante de notar é o buraco que se criou por conta da modernidade.

A evolução no mundo tecnológico tem proporcionado abismos cada vez maiores entre gerações. Meu filho tenta ver as fotos em qualquer dispositivo como se estivesse num tablet enquanto meu pai mal consegue operar um controle remoto. Alguns dirão que depende muito do mundo ao seu redor. Obviamente, quem vive alheio à tecnologia não pode se beneficiar dela. Mas o fato é que a distância entre mundos existe, e não podemos ignora-la. Melhor aprender a conviver com esse mundo novo e tentar adequar a educação dos nossos filhos a uma nova realidade tecnológica. Por mais que nós, pais, não concordemos, precisamos aceitar e nos preparar. Para nós, amantes da tecnologia, tudo pode parecer natural. Mas para quem não é da área, as mudanças são drásticas e muitas vezes dramáticas.

Se antes nos preocupávamos em chegar antes das 10 da noite em casa (ou vai dizer que sei pai também não controlava seu horário?), agora precisamos controlar a hora de nossos filhos desligam os gadgets. Os eventuais sociais agora são marcados via rede social. Não se liga, não manda convite. Não entrou na net? Azar o seu, perdeu! Dentro da nossa própria casa estão armas poderosas para colocar em risco nossa família. Não estou falando de um fogão com água fervente em cima. Nem de objetos pesados que possam cair e machucar. Estou falando dos diversos meios de comunicação com o mundo exterior através da internet. Estar em casa agora não é mais sinônimo de segurança. Na verdade, com a mobilidade, nunca mais nos sentiremos seguros. Nossos dados pessoais estão espalhados por ai, em diversos dispositivos. E o que não falta são espertalhões tentando a todo custo obtê-los. Sem falar nos falsos perfis que atraem os desavisados, principalmente os mais novos.

O que quero realmente ressaltar é o abismo entre as gerações e como isso impacta nosso dia-a-dia. Sou de uma época onde um encontro, tinha que ser meticulosamente marcado, porque as pessoas não tinham como se falar depois de sair de casa. Sou de um tempo onde o telefone fixo custava 4 mil reais, e que meu sonho de consumo era ter um Motorola Elite (porque o PT-550 ninguém merece!). Como explicar pros nossos filhos que antigamente não existia e-mail, e que as comunicações eram feitas em papel escrito? Alías, nem e-mail, nem internet. Conhecer alguém da India, só indo lá. E nós, como nos posicionamos no meio disso tudo? Vivemos as duas faces da moeda, e agora temos que nos adaptar rapidamente a um mundo novo, totalmente conectado e sem fronteiras (sem alusão àquela empresa de Telefonia). Somos o elo entre gerações, a união do CP500 com o Mac, dos MSX e seus míseros kbytes de memória com os ultrabooks, dos mapas em papel com o GPS e das cartas escritas com o e-mail.

A modernidade que nossos filhos encontraram neste século 21 contrasta com uma época mais romântica, saudosista, onde se conversava mais e se digitava menos. Alias digitava não, datilografava. Hoje os smartphones são computadores ambulantes, e, através deles, fazemos boa parte do que antes só poderíamos fazer num PC. E por falar em PC, lembram-se do seu lançamento? PC XT, depois AT 286, 386, 486… Não podemos esquecer o caminho que nos trouxe até aqui. Isso nos faz valorizar nossas conquistas, num mundo que não era virtual. As pessoas eram elas mesmas, e não um perfil falso. Só nos famosos bailes de máscara era possível esconder o rosto. Hoje em dia o Photoshop criar verdadeiras esculturas digitais. E já começamos a perder a noção do que é real e do que é virtual. Parece que ser real agora está fora de moda.

Bons ou ruins são os novos tempos, que vão mudar em breve e criar uma nova geração, com novos costumes e mais tecnologia ao seu dispor. Se a tecnologia vai continuar a evoluir como nos últimos 10, 15 anos, só o tempo dirá.

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Autor

Profissional de IT e apaixonado por tecnologia, Francisco é Arquiteto de Soluções com mais de 25 anos de experiencia no mercado de TI em diversas empresas como BID, HP, EDS, Fininvest, Unibanco, Banco Nacional e Sul America Seguros. Escrever é um dos seus hobbies e, além de tecnologia, é aficionado por música, viagens, fotografia e futebol. Meus contatos são: LinkedIn: http://br.linkedin.com/in/franciscojsfernandes E-mail: kikofernandes@gmail.com Twitter: @kikofernandes71

Francisco J S Fernandes

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