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Qualidade de Software, responsabilidade de todos

publicado por Paulo Henrique Serafim

Figura - Qualidade de Software, responsabilidade de todosVocê já abordou o usuário do sistema ou seu cliente em uma entrevista de levantamento de requisitos e com a seguinte frase? “Você é responsável pela qualidade das entregas do sistema”. É bem provável que a grande maioria das pessoas não tenha feito esta abordagem com usuários de seus sistemas. Mas qual o grau de consciência de todos envolvidos, no desenvolvimento de um projeto de software seja ele de grande, médio ou pequeno porte, quando falamos em entregar produtos com a qualidade que o projeto exige.

Muito se falou no inicio do mês de novembro sobre o lançamento do e-social, um projeto do governo federal para unificar o envio de informações pelo empregador em relação aos seus empregados, e as muitas falhas que ocorreram logo nos primeiros dias de uso do sistema. O que levou a tantas falhas? Porque houve uma dificuldade grande de retomada do uso do sistema num tempo considerável? Poderíamos enumerar uma série de questões, mas o crucial aqui é que o software ou sistema entregue jamais poderia chegar às mãos do usuário final com a qualidade com que chegou.

Várias hipóteses foram aventadas, falta de teste, falha na gestão do projeto, compressão do cronograma de testes para entregar o produto a tempo. Aqui podemos ver várias questões sobre tudo aquilo que vemos na teoria nos guia de melhores práticas e nas diversas metodologias existentes. Mas se existem tantos guias e tantas metodologias, porque o lançamento e-social foi um fiasco a ponto de a Receita Federal prorrogar o prazo para impressão das guias de pagamento?

Qualidade de software, não pode ser um jogo de empurra, tampouco a sua falta não pode ser vista como responsabilidade apenas de uma fase do projeto ou de um grupo de pessoas isoladas. A qualidade é tão séria, quanto o escopo, tempo, custo, riscos e os recursos humanos… Vejam temos aí a famosa restrição sêxtupla dos projetos. A qualidade não pode ser tratada como o momento derradeiro do projeto onde no ultimo suspiro realizo alguns testes mal planejados e torço para que dê tudo certo no lançamento do produto. A qualidade tem que ser pensada como demonstra o modelo em V, onde eu estarei testando o produto desde a especificação e julgando quanto mais cedo encontro defeitos menos caro será a reparação dos mesmos.

Figura - Qualidade de Software
Alguns autores preferem dizer que testes de software são executados para prevenir defeitos, eu sou daquela linha dura e antiga de que a atividade de teste é o lado destruidor enquanto o desenvolvimento, digo codificação, é o lado construtor que procura criar o produto perfeito que funcione em condições perfeitas. Neste sentido o teste de software é o contraponto, pois deve sim ir à caça de defeitos, encontrá-los e eliminá-los e se isso ocorrer o quanto antes eu aumento a velocidade do lançamento dos releases e entramos no conceito de ciclos de entregas menores e com menor tempo de colocação do produto para uso.

E aquela frase dita ao usuário do sistema ou seu cliente em uma entrevista de levantamento de requisitos lá no início? “Você é responsável pela qualidade das entregas do sistema”.

A qualidade de software tem que ser compartilhada é obvio que no caso do e-social o usuário final não tinha a opção, por exemplo, de escolher outro fornecedor ou fabricante do software, mas aquele cliente que demandou os requisitos e que colaborou na concepção do escopo este tem a responsabilidade de estabelecer os critérios para aceitação, validar cada entrega, aceitar ou refutar dentro do estabelecido.
Encarar a qualidade como uma responsabilidade de todos é o grande desafio para organizações que desenvolvem e entregam produtos de software e cada vez mais as diversas metodologias e padrões tanto tradicionais quanto os mais modernos se aplicados de forma uníssona podem fazer com que o sucesso dos projetos seja igualmente compartilhado.

[Crédito da Imagem: Qualidade de Software – ShutterStock]

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Paulo Henrique Serafim

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