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O que fazer se a vaga for menor que o seu perfil?

publicado por Alberto Parada

Figura - O que fazer se a vaga for menor que o seu perfil?Em tempos de crise, o desespero é tão grande para se conseguir um emprego que até cometer o impensado de “sujar” a carteira, aceitando trabalhar em uma vaga abaixo da última contratação, vale para voltar a trabalhar.

O problema não é explicar para o recrutador os motivos de se candidatar à vaga, o difícil é convencê-lo de que você não vai abandonar o “barco” na primeira oportunidade. E aí o resultado da entrevista é sempre o mesmo: “Você é muito maior que a vaga, agradeço o empenho, mas iremos guardar seu currículo para quando aparecer uma vaga com o seu perfil”.

O que fazer em uma situação dessas: continuar a se candidatar em vagas menores, mesmo tendo um conhecimento maior, ou focar apenas em vagas com o seu perfil?

Só quem está passando necessidade sabe o limite do desespero. Candidatar-se a uma vaga que exige conhecimentos maiores que os seus é mentir e jamais deve ser feito. Candidatar se a uma posição menor, ajustando o currículo para se encaixar, não é mentira, é no máximo omissão!

O fato de que isso implicará em o profissional ficar pouco ou muito tempo na empresa é muito relativo. Não é raro um profissional que estava desempregado começar a trabalhar em uma vaga com o seu perfil e uma das tantas empresas nas quais ele estava participando de processo seletivo chama-lo e ele optar por trocar de emprego.

Portanto, não podemos ter como verdade absoluta que um profissional que assume uma posição menor ficará desmotivado e buscará outra colocação. Quem nunca passou pelo desemprego não sabe, mas não há maior motivação para um ex-desempregado que ter as contas pagas no fim do mês.

Diferentemente do que alguns acreditam, contratar um profissional que perdeu o emprego e está disposto a executar atividades menores que o seu conhecimento pode ser uma ótima opção para a empresa, uma vez que, pelo fato de ter sentido o gosto amargo do desemprego, esse colaborador irá desempenhar muito bem as suas funções, atendendo a todas as solicitações e procurando se destacar para evitar ser novamente “cortado”, além do fato de ajudar o chefe e a equipe com a sua experiência e maturidade em funções maiores.

Na verdade, o maior problema de contratar um profissional em disfunção não está no RH, muito menos no profissional, e sim no chefe. Temos uma situação crônica com a administração de pessoas no Brasil, pois o coronelismo corporativo ainda impera na maioria das empresas, sendo a administração por chicote uma ferramenta muito utilizada.

Pensar em ter sob seu comando um profissional com mais experiência acadêmica e corporativa pode significar uma ameaça impossível de ser suportada por muitos chefes.

Ledo engano! Possuir no time profissionais com conhecimento e maturidade maiores que o seus não representa um risco, pelo contrário significa uma oportunidade, pois um time multicultural, com opiniões divergentes, porém com o objetivo de construir, e não de destruir, é capaz de inovar e gerar soluções até então inimaginadas pela empresa.

Infelizmente, ainda vai levar algumas décadas para que as empresas e as pessoas consigam conviver de maneira harmoniosa e realmente focada na melhoria da instituição e de seus resultados. Enquanto tivermos estruturas corporativistas tacanhas, continuaremos a ter a necessidade de ocultar conhecimentos no currículo para que possamos nos candidatar a vagas menores em momentos de crise.

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Autor

Fundador do : descomplicandocarreiras.com.br

Alberto Parada

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