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O que estou fazendo?

publicado por Michell Pol

É interessante como passamos boa parte de nossas vidas analisando nossa felicidade, se estamos nos realizando pessoalmente e profissionalmente. A famosa pergunta que fazemos em nossa infância “O que eu quero ser quando crescer?” começa a demandar uma resposta em nossa juventude, quando escolhemos o curso universitário. “Eu quero ser médico/advogado/adminstrador/economista…”. Logo após a formação universitária, vem a entrada no mercado de trabalho e com ela uma nova fase, com novas perguntas: “É isso mesmo? Será que estou no caminho certo? Estou fazendo o que eu gosto? Será que eu vim para o mundo para isso aqui?”.

Esta semana tive uma maravilhosa experiência com um grupo de líderes da empresa na qual trabalho, em que abordei o assunto. Brinquei com essas perguntas, adicionando: “Será que vim para o mundo para trabalhar com faturamento?? Colocação de pedidos?? Será que vim para ouvir reclamação de clientes meu Deus??!! ” Muitos deram risada. É engraçado que quando fazemos essas perguntas, vamos ficando tensos e estressados, e tentamos alguma alternativa para relaxar. Atualmente a maior fuga de muitos tem sido o facebook. Pois bem, entramos no facebook para dar uma relaxada. O que era para relaxar piora a situação, porque acabamos nos comparando com nossos parentes, colegas e amigos no facebook, todos mostrando alegria que transborda em milhares de fotos em lugares maravilhosos, com pessoas lindas, bem sucedidas, tudo do bom e do melhor…..e nos perguntamos então com total desespero: “O que estou fazendo????”

É exatamente este ponto que quero abordar aqui, assim como fiz com os team leaders em tal ocasião. As perguntas acima não cabem mais em nosso mundo atual. Em um mundo que se volta para a colaboração, para o trabalho social, para a construção de um futuro melhor, perguntas com natureza egoísta vão, cada vez mais, sendo substiídas por questões de natureza autruísta. Como por exemplo: “Será que o trabalho que estou realizando é útil? Será que eu estou ajudando alguém com o trabalho que estou realizando? Será que estou fazendo a diferença na vida das pessoas com as quais tenho contato?” Ou ainda “Será que eu acredito naquilo que estou fazendo?”

A resposta para essas perguntas gera uma nova visão de vida, de realização pessoal e profissional. Tenho um grande amigo que costuma me dizer: “Michell, se meus filhos tiverem a oportunidade de olhar no olho mágico da porta da minha vida, eu quero que eles tenham muito orgulho do pai que tiveram, de tudo o que eu construí, da ética que tive”. Este pensamento tem pautado minha vida desde então. De forma que quando vou realizar algo e tenho dúvida, me faço tal pergunta: “Se meus filhos me vissem fazendo isso, teriam orgulho ou vergonha de mim?”. E aqui pessoal, não estamos falando em posição, cargo, salário, status. Mas sim do valor agregado, em especial a forma como foi trabalhado.

O que importa mesmo é o valor que você agrega para as pessoas que o cercam. Isso sim gera realização pessoal e profissional.

Bom trabalho a todos!

P.S.: Escrever este texto me deu um prazer enorme! Tremenda realização!

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Autor

Michell Pol é profissional apaixonado por todas as questões que se realacionam ao desenvolvimento humano. Economista, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas, possui experiência profissional como auditor financeiro e gestor de pessoas e operações em multinacionais.

Michell Pol

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