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O mercado de sistemas ERP

publicado por Luis Pedro de Souza

O mercado de sistemas ERPDesde que a TI passou a fazer parte do dia a dia das organizações, sua importância cresceu de forma muito acentuada.

As grandes corporações há muito já utilizam sistemas integrados para gerir seus negócios e este mercado passou a ser disputado também por gigantes mundiais.

Assim, o mercado de ERP apresenta-se como um segmento econômico de alta relevância, movimentando altíssimas somas de dinheiro e congregando um contingente enorme de pessoas no seu entorno.

Entender um pouco deste setor, lançar algumas luzes sobre este cenário e pinçar alguns tópicos do presente e do futuro deste mercado é de extrema importância para profissionais de diversas áreas, em especial aos da Tecnologia da Informação.

O mercado mundial de ERP

US$ 24,5 bilhões. Esta foi a cifra movimentada em 2012 pelo segmento, segundo o Instituto Gartner.

A América Latina participou com U$ 1,6 bilhão, sendo U$ 940 milhões a parcela brasileira, o que significa um crescimento de 13% no ano.

Esses são números nada desprezíveis quando comparados a outros setores da indústria de tecnologia da informação e comunicação (TIC). E as oportunidades são crescentes. “Ainda há empresas procurando por ERP pela primeira vez. Exemplo disso são as pequenas organizações nos Estados Unidos”, indica Charles Eschinger, analista do Gartner.

Em 2012, o crescimento do mercado global de ERP foi de apenas 2,2% e com a concentração de 64% do mercado mundial nas mãos das dez maiores fabricantes do mundo e segundo a Gartner, haverá ainda mais consolidação no mercado.

A SAP apresentou US$ 6 Bi na receita total de software ERP em 2012, liderando o mercado mundial, com 24,6 % de market share.

A Oracle faturou em 2012 aproximadamente US$ 3.12 Bi com 12,8% do mercado, seguida pela Sage que gerou US$ 1,5 bilhão em receitas de software, abocanhando 6,3% do mercado.

Infor, 4° maior fabricante de ERP, alcançou 49,5 % de crescimento de receita em 2012 , aumentando suas vendas de 2011 de US$ 1 bilhão em 2011 para US$ 1,5 bilhão em 2012. Sua participação de mercado aumentou de 4,2% em 2011 para 6,2% em 2012.

A Microsoft cresceu 4,2% em 2012 , aumentando a receita de US$ 1 bilhão em 2011 para US$ 1.1B em 2012. A maioria destas vendas são para o sistema Microsoft Dynamics AX ERP.

Os fabricantes de ERP que mais cresceram em 2012 são WorkDay (114,7 %), Cornerstone OnDemand (61,5%), Software WorkForce (39,8%), Ventyx () e NetSuite (34%).

 

As receitas de software ERP baseado em SaaS estão projetadas para crescer 12 % /ano em 2013 e 17% /ano em 2017.

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O mercado brasileiro de ERP

O mercado brasileiro, com seus U$ 940 milhões, apresentou crescimento de 13% em 2012, bem superior ao mundial.

Por aqui, as gigantes SAP, Oracle e Totvs dominam mais de 80% deste mercado. Abaixo quadro com gráficos demonstrativos dessa concentração, que perdura nos últimos anos.

Em face da nova realidade tecnológica, muitas oportunidades surgem, haja vista a onde de procura por computação nas nuvens e por soluções móveis.

Além das grandes corporações, que necessitam de ERPs compatíveis com seus planos de expansão, há muita procura pelas pequenas e médias empresas. Para elas o mercado a acena com grande chance de sucesso na implantação de um ERP baseado em cloud computing e no software como serviço, com pagamento sob demanda.

O futuro do ERP

Diante das novas ondas tecnológicas, como a computação na nuvem, mobilidade, social business e Big Data, uma questão gira em torno dos ERPs: qual o futuro destes sistemas?

Em opinião dada em 2013, o diretor de novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil, Cézar Taurion, julga que para acompanhar o cenário atual, os ERPs precisarão mudar em vários aspectos. O primeiro deles é em relação aos aplicativos móveis. Para ele, é necessário que os sistemas tenham um mecanismo que permita aos usuários desenvolverem apps para serem integrados ao ERP. As plataformas também deverão agregar os conceitos de Social Business aos processos para que o trabalho se torne mais colaborativo.

Taurion ainda sugere que haverá a diminuição da dependência de um único fornecedores de ERP. De acordo com o executivo, as empresas poderão ter acesso a vários sistemas, já que por meio da cloud computing não haverá tantos problemas com a instalação física.

Uma aposta dos fornecedores parece ser a inovação no coração do sistema, integrando aplicativos analíticos, preditivos e de relacionamento com o cliente, entre outras soluções.

Apesar do market-share relativamente estável nos últimos anos, tanto em nível mundial quanto no mercado brasileiro, até mesmo as gigantes do setor tem muito com que se preocupar para não sucumbirem.

As palavras de ordem são adaptação e inovação. É indispensável que as organizações se adaptem aos novos tempos se pretendem se expandir ou até mesmo para simplesmente permanecerem nos patamares atuais. E inovar é o caminho que, se bem trilhado, pode permitir que as empresas entreguem mais valor aos seus clientes, a seus próprios acionistas e à sociedade como um todo.

Em meio a tudo isso, a boa notícia é que, mesmo em época de crise, este mercado tende a continuar se expandindo.

[Crédito da Imagem: Mercado de ERP – ShutterStock]

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Minimum Way

Autor

Profissional com larga atuação em desenvolvimento de software, com experiência em diversos sistemas de grande porte. Profissional PMP, atua como gerente de projetos integrando equipes de alta performance. Acredita na liderança pelo exemplo e aposta no sucesso como resultado de trabalho eficiente, pautado pela ética.

Luis Pedro de Souza

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