Carreira

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O comportamental como diferencial de mercado

publicado por Luiz Fernando Gonçalves

Figura - O Comportamental como diferencial de mercadoNo mercado de TI o conhecimento técnico sempre foi considerado como a grande referência profissional, conhecimentos específicos como desenvolvimento Java, C ++, administração de ambientes UNIX, administração de ambientes Windows entre inúmeros outros a serem citados, foram considerados os maiores alavancadores de carreira nos últimos 20 anos na área de TI. De acordo com essa “regra” de mercado, o profissional era classificado em níveis (júnior, pleno, sênior ou qualquer outra categoria intermediária/superior) quase que exclusivamente embasado nas suas habilidades em atuar, desenvolver e resolver soluções focadas no escopo técnico; o tempo de resolução e a facilidade em lidar com esse escopo definiam o nível do profissional e ditavam as regras de seleção e recrutamento para a área.

Ao passar dos anos novas metodologias de trabalho foram desenvolvidas (Itil, Cobit entre outras) e a TI foi cada vez mais se aproximando do negócio como um grande articulador de soluções.  A visão antiquada de associá-la apenas como um custo necessário vem mudando e do mesmo modo, tanto proporcionalmente quanto inversamente, a aderência entre TI e o negócio vem promovendo um modelo novo; modelo este que não precisa apenas de profissionais técnicos bem capacitados como também de pessoas capazes de entender as constantes mudanças de cenário. Com isso não basta apenas o colaborador ter grande capacidade técnica na sua especialidade; ele precisa possuir atitudes como ser flexível, ter comprometimento, transparência e principalmente demonstrar segurança aos envolvidos no negócio. Podemos entender isso como um misto de postura entre consultor e cliente. Se envolver com o problema ou solução e abraçá-los como se fosse o proprietário tanto no sucesso como nas crises, exemplifica de modo básico o diferencial de comportamento citado. Desse modo podemos classificar o comportamental como diferencial nos seguintes aspectos:

  • Comprometimento: atuar de forma incisiva na solução e não apenas no seu próprio escopo técnico. Compreender o negócio de ponta a ponta e conhecer a sua parte como uma das engrenagens da solução são os primeiros passos para destacar o comprometimento. Partindo desta premissa deve-se entender que a parceria é muito mais do que serviços unidos e sim estar presente e disponível em todos os momentos, inclusive nas crises, desse mesmo modo também estará presente nas grandes soluções. Isso não quer dizer que o profissional seja exibicionista ou simplesmente tenha que perder a sua vida fora do trabalho, mas sim, no mínimo, transparecer que está acessível. Mesmo que tecnicamente não possa ser o solucionador, buscar soluções ou indicar meios para contornar a mesma fazem parte da aderência necessária da TI ao negócio. Lembrando que esse conceito de comprometimento não quer dizer que o colaborador deva interferir ou atrapalhar outros colaboradores quando o tema envolve a especialidade dos outros.
  • Flexibilidade: ser maleável é instintivamente estar apto a sobrevivência. Saber encarar as mudanças fora do conceito retrógrado de resistência e sem medo são parte da nova característica do profissional de TI. A idéia é receber mudanças de negócio como possíveis melhorias. E isso envolve entender a necessidade, estudá-la e também avaliá-la de forma construtiva. Independente do contexto em que a mudança seja apresentada faz parte não somente se adaptar a essas alterações de modo adequado o mais rápido possível como buscar identificar possíveis melhorias para todas as áreas de negócio e para o seu próprio desenvolvimento.
  • Transparência: associado diretamente à ética, a transparência significa, no atual cenário, estar confiante na própria competência para transparecer sempre suas ações e motivos sem segundas intenções. Ser claro e conciso é marca de grandes líderes e seguir fora dessa competência, no atual contexto acelerado em que a TI respira, pode causar uma desaceleração das atividades forçando novos alinhamentos. E eticamente é correto ser claro sem preferências ou segundas intenções.
  • Segurança: resultado da transparência e do comprometimento, a segurança se torna parte do perfil profissional tornando o colaborador uma referência em termos não somente do seu escopo técnico como também de confiança.
  • Postura: base não somente do profissional de TI como de qualquer área. Atitudes simples na rotina diária tornam o profissional destacado perante o resto. Pontualidade, diálogo claro e polido de acordo com a natureza da situação, atitude perante adversidades (inclusive fora do escopo técnico) são algumas das características que tornam essa competência a mais fácil de ser notada em uma estrutura de negócio.

Na presente esfera do mercado de trabalho para TI, fica exposto que conforme as mudanças de gestão nos processos de negócio vão acontecendo, as competências que consolidam o “COMPORTAMENTAL” vão se tornando cada vez mais necessárias e úteis para a evolução e destaque de um profissional da área.

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Autor

Especialista em banco de dados com 7 anos de experiência em múltiplas plataformas e atualmente reporta como gestor e especialista de projetos em infra estrutura. Certificações OCP 10g, OCP 11g e OCE Rac.

Luiz Fernando Gonçalves

Comentários

4 Comments

  • Grande Luiz! Parabéns pelo seu artigo. O mercado está cheio de gente com tudo quanto é tipo de certificação principalmente as da área de governança, mas o que é difícil hoje é arrumar um profissional no mercado que reúna todas as carcterísticas inerentes a que as empresas hoje exaltam como requisito fundamental para preencher suas vagas, quando acham, estes profissionais tem que ser valorizados e bem remunerados.

  • Luiz, bom artigo, parabéns! Concordo com o PH o que mais existe são profissionais com certificação, contudo os itens ( cinco) que você pontuou… Não sei possuem.

  • Parabéns pelo artigo!!! Hoje existem muitos profissionais com várias certificações, mas que não atendem as necessidades do mercado. Também temos que ser técnico, mas acima de tudo entender o negócio da empresa.

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