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Nuvem como arma secreta? Agentes silenciosos da guerra

publicado por Paulo Pagliusi

Vale, inicialmente, citar o link que inspirou este artigo: “Silent Agents – the secret weapon”. Assim, torna-se importante lembrar sempre que entre Nações não existe amizade, mas interesses. Com base em vinte anos de experiência na área de segurança cibernética, posso afirmar que o ambiente cibernético é o quinto domínio da guerra (depois do terrestre, marítimo, aéreo e geoespacial). E, como temos Forças Armadas dedicadas aos outros domínios, cada uma em sua especialidade, pode ser uma consequência natural e inevitável a ideia dos países contemporâneos criarem, em breve, uma nova Força Armada, composta predominamente por ciberguerrilheiros (e independente da Marinha, Exército ou Aeronáutica).

Relembro o desafio que foi criar a Força Aérea em alguns países no século passado, em uma época que predominava o domínio terrestre e marítimo. Em várias localidades, o Exército e a Marinha desejaram trazer para si o combate no novo domínio recém surgido: o aéreo. O problema era que desejavam utilizar as mesmas táticas de seus domínios nativos. Quem não se lembra do que foi visto na primeira Guerra, em que os Exércitos transformaram a aeronave numa mera extensão da tática de emprego das metralhadoras em solo, praticamente uma “metralhadora voadora”? Isto limitou bastante o potencial do combate aéreo. As táticas deste tipo de combate foram bem melhor exploradas a partir da 2ª Guerra, com o surgimento das Forças independentes, especializadas no domínio aéreo.

Também vale lembrar que nos EUA a Marinha, a Força Aérea e o Exército (por conta da pesquisa em mísseis balísticos) tiveram vários embates, antes de se decidir quem herdaria o domínio geoespacial (começou com a Marinha, por meio do Naval Research Laboratory’s Project Vanguard, em 1955, antes do NASA começar sua operação em 1958, concentrando o National Advisory Committee for Aeronautics, da Aeronáutica, o Jet Propulsion Laboratory (do California Institute of Technology for the Army) e o Army Ballistic Missile Agency, entre outros órgãos.

Assim, diante da ameaça cada vez mais evidente da Guerra Cibernética, e a fim de não corrermos o risco de utilizarmos táticas corretas em domínios errados, é bem possível que haja em breve uma nova Força Armada ou órgão independente similar em todos os países, para cuidar especificamente do domínio cibernético.

Quanto à segurança da informação, é importante que os sistemas militares e, principalmente, os Sistemas de Sistemas (Sistems of Systems) de envergadura nacional já nasçam com a segurança cibernética muito bem definida já na fase de levantamento de requisitos. Com base em minha experiência neste tipo de trabalho, considero vital os projetos já nascerem com um modelo proativo de prevenção contra ameaças cibernéticas. Como resultado, concluo que devemos ter esta preocupação em todos os projetos envolvendo interesse nacional, sejam eles militares ou não.

Convém destacarmos que o novo tipo de combate não se concentra apenas no Oriente Médio, mas em todo o Globo Terrestre. Destaco os recentes ataques cibernéticos oriundos do conflito cada vez mais acirrado entre as Coreias – veja matéria a respeito, clicando aqui.
Finalmente, cito também o caso clássico do ataque contra a Estônia, que em 2007 praticamente tirou o pequeno país do ar, incluindo sites governamentais e privados. Houve acusações contra a Rússia, porém nada foi provado, leia mais clicando aqui. O que nos remete à Teoria da Conspiração… ou aos novos agentes silenciosos da guerra?

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Autor

Paulo Pagliusi, Ph.D. in Information Security (Royal Holloway, University of London). Mestre em Ciência da Computação (UNICAMP). Pós-Graduado em Análise de Sistemas (PUC-RJ). Graduado em Administração de Sistemas (Escola Naval). Certificado CISM, pela ISACA. Capitão-de-Mar-e-Guerra da Reserva (Marinha), foi Diretor (CEO) de duas Organizações Militares e fundou a Divisão de Criptologia no CASNAV. Diretor do ISACA-RJ e da Cloud Security Alliance (CSA-BR). Sócio-Diretor da Procela Inteligência em Segurança Site: mpsafe.blogspot.com.br

Paulo Pagliusi

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