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Novos serviços de streaming estão revolucionando o setor

publicado por Equipe da Redação
Figura - Foto por OuiShare/ CC BY-SA 2.0

Figura – Foto por OuiShare/ CC BY-SA 2.0

Nas últimas décadas a velocidade de conexão da internet cresceu de maneira exponencial. Isto permitiu que serviços de streaming de vídeo surgissem ao redor do mundo e passassem a oferecer diferentes tipos de conteúdo cada vez mais interessantes e diversificados para seus assinantes.

Diversas delas passaram a incluir transmissões esportivas, produções próprias e até mesmo uma programação fixa, em uma tentativa clara de adentrar no setor tradicional de transmissões e aumentar ainda mais a sua capacidade de disrupção.

Nos últimos anos a fatia que representa este setor de streaming no consumo de mídia internacional cresceu tanto que passou a chamar a atenção de outras empresas já tradicionalmente estabelecidas no ramo de transmissões.

Isto fez com que atualmente elas tentem ingressar no mercado de streaming com versões atualizadas dos seus produtos ao mesmo tempo em que lutam para manter seu domínio no setor em que já estão estabelecidas.

Netflix, YouTube e Twitch: grandes promessas do streaming – Existem três empresas que podem ser consideradas a chave para entender o setor de streaming atual: Netflix, YouTube e Twitch. Cada uma delas foca na produção de um tipo diferente de conteúdo e possui uma fatia maior ou menor dele relacionado à transmissão exclusivamente por streaming.

Fundada no final da década de 90 como um serviço de entrega e coleta de DVDs através do correio, a Netflix foi a primeira plataforma a abraçar de vez o streaming de vídeo como forma de transmissão de conteúdo longo em 2010.

A decisão se provou absolutamente acertada e a empresa vem experimentando um crescimento excepcional, que inclui números deveras positivos que a fizeram atingir um valor de mercado de 100 bilhões de dólares.

Nos últimos anos a plataforma tem produzido cada vez mais conteúdo próprio e disponibilizado formas diferentes para que os assinantes o consumam, incluindo a possibilidade de baixar filmes e séries em dispositivos para assistir offline.

O YouTube foi criado em 2005 com o objetivo de compartilhar vídeos de curta e média duração online através de streaming e se tornou cada vez mais popular a medida que a internet se tornou mais veloz e acessível para um público mais abrangente.

Desde 2010 a velocidade da internet permitiu que a plataforma pudesse começar a oferecer transmissões ao vivo. Ela passou os últimos anos se preparando para aproveitar a oportunidade e tudo isto culminou atualmente no YouTube TV, que está sendo gradualmente lançada nos Estados Unidos.

São mais de 50 canais ao custo de 35 dólares por mês — aproximadamente 115 reais —que permitem ao usuário uma capacidade ilimitada de gravar a programação na nuvem e com um serviço de busca inteligente que permite que ele assista o que quiser.

O valor mencionado dá direito a seis contas e até três transmissões simultâneas com acesso a todos os canais e funções do serviço, que podem ser acessados através de um Chromecast.

O serviço não inclui nenhum canal de propriedade da Time Warner e da Viacom (que tem canais como CNN e HBO), mas o fato do YouTube ter decidido criar um aplicativo separado para o serviço que é diferente do YouTube clássico demonstra como a empresa está focada em desenvolver o serviço na direção da rede de programação clássica de televisão.

O mesmo pode ser dito em relação aos anúncios publicitários no novo YouTube TV, que são muito mais similares aos veiculados durante a programação normal de televisão que na plataforma de streaming. 

Em outra ponta há o Twitch, que foca diretamente em partidas de videogame e esportes e atualmente é o principal representante puramente focado em streaming de conteúdo.

A plataforma foi criada em 2011 para transmitir disputas de jogos. Pouco mais de três anos e um crescimento explosivo com mais de 40 milhões de usuários depois, ela foi comprada pela gigantesca Amazon, que também conta com o Prime, em um negócio de aproximadamente um bilhão de dólares.

O principal tipo de conteúdo transmitido na plataforma consiste em transmissões de partidas de videogames comuns e e-sports que incluem títulos como League of Legends, Dota2 e Counter-Strike.

O segundo tipo de conteúdo mais transmitido na plataforma é o poker. Existem diversos atletas profissional com canais no topo do ranking e o esporte realmente evoluiu na plataforma.

O principal motivo para isto é a presença de canais com profissionais renomados com grade dedicada a explicar o esporte das cartas para uma nova geração de competidores.

A lista de estrelas que realiza transmissões diárias na plataforma conta com o campeão Jason Somerville e Parker Talbot. O primeiro, que atualmente se tornou um atleta recreativo, ganhou aproximadamente 5 milhões de dólares ao longo da carreira e conquistou um bracelete da World Series of Poker (WSOP) enquanto o segundo ganhou mais de 3 milhões de dólares e não pretende parar tão cedo.

Com todo este conteúdo relacionado ao streaming, o YouTube Gaming e o Twitch são campeões em número de audiência. De acordo com dados da SuperData, no final de 2017, o primeiro atingiu aproximadamente 560 milhões de usuários enquanto o segundo chegou a incrível marca de 212 milhões de visitantes.

Gigantes da mídia tradicional focam no streaming – Uma das principais é a Disney, que cortou laços com a Netflix — apesar disto, as séries da Marvel continuarão sendo exibidas na plataforma — e pretende lançar seu próprio canal em 2019.

O principal foco da Disney será o oferecimento do seu conteúdo próprio sem a necessidade de intermediários, mas conforme demonstrado pelos números do Twitch em relação aos e-sports e ao poker, o setor de streaming de esportes é um nicho que a empresa também deverá atacar — especialmente considerando que a Netflix e outras do setor ainda não possuem um concorrente à altura.

A principal arma da companhia será a ESPN+, que deverá contar com a transmissão de mais de 10.000 eventos esportivos ao longo do ano de diversos esportes, como futebol, beisebol, basquete e outros tradicionais.

Ao mesmo tempo, a HBO também lançou um serviço de streaming para se tornar independente da TV a cabo e tentar atrair consumidores que não se interessam por uma programação fixa.

O catálogo da plataforma conta com todo o conteúdo original da emissora, desde sucessos antigos como Os Sopranos até clássicos recentes como Game of Thrones. São mais de 2.500 títulos disponíveis para os usuários sem a necessidade de um pacote tradicional.

Figura - Foto por Shardayyy/CC BY 2.0

Figura – Foto por Shardayyy/CC BY 2.0

Em busca de equilíbrio – O principal atrativo de serviços de streaming na internet, que também era sua maior vantagem em relação a serviços de TV por assinatura, era a ideia de poder assistir uma variedade enorme de conteúdo de maneira praticamente instantânea e sem restrições.

O surgimento de novos serviços de streaming descentralizados a princípio parece fazer com que o usuário passe a precisar de diversas assinaturas diferentes, no lugar de simplesmente aumentar a oferta de conteúdo disponível.

A tendência é que o setor de streaming se torne cada vez mais parecido com o setor tradicional e vice-versa. Nenhum deles encontrou o ponto certo de equilíbrio e no momento ambos se encontram em uma fase de expansão e experimentação que provavelmente vai revolucionar toda a indústria de produção de conteúdo nos próximos anos.

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