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Inovação disruptiva – Fale mais sobre isso

publicado por Alexandre Mendes

Disrupção significa “interrupção do curso normal de um processo”. Por volta de 1995, Clayton Christensen, um professor americano da Harvard Business School, desenvolveu o conceito de inovação disruptiva como sendo um processo ou serviço que começa como uma aplicação simples, desenvolvida por empresas pequenas, dirigidas a um mercado que não era assistido pelos gigantes do mercado,  indo muito além da inovação revolucionária e alterando de vez as regras do jogo.

Esta inovação acaba por transformar o mercado ou um setor existente, superando uma tecnologia dominante através de uma ruptura e não uma evolução normal de mercado. Ela pode criar novos valores e criar novos mercados, dissolvendo idéias que na vista de todos eram já solidamente estabelecidas.

Podemos dizer que a inovação tradicional é incremental, porque implementa melhorias em um produto existente, já a inovação disruptiva implementa uma  nova categoria de produto, algo totalmente novo.

Vamos aos casos práticos

Podemos citar dois casos clássicos como exemplo: os antigos micro-computadores sendo substituídos por PCs de alta performance, os telefones celulares aposentando os telefones fixos e atrapalhando a venda de máquinas fotográficas.

Mas um dos melhores exemplos de inovação disruptiva é aquele em que Steve Jobs fez da tela do celular não apenas um local de exibição de imagens, mas de receber comandos através do toque, sepultando o famoso teclado.

Podemos citar também:

  • A Netflix – tornou as vídeos-locadoras obsoletas e incomodou as empresas de assinatura de TV
  • A Uber – aplicativo de celular que conecta pessoas que disponibilizam seus automóveis para o transporte remunerado de outras pessoas.
  • A AirBnb – aplicativo que disponibiliza a oferta de serviços de pessoas para pessoas sem a intervenção dos grandes monopólios, dando dor de cabeça as empresas do setor hoteleiro
  • A TruckPad – os caminhoneiros sinalizam espaço livre em seus caminhões e conectam pessoas interessadas no transporte de cargas, barateando o custo do frete. Semelhante a Uber
  • PayPal – empresa de pagamentos online, com abrangência internacional
  • ZipCar – empréstimo temporário de carros, em inúmeras cidades dos Estados Unidos e Canadá
  • O WhatsApp com suas chamadas grátis de áudio e vídeo, despertou as Telefônicas para novos modelos de relacionamentos com seus clientes.

Conclusão

O termo disrupção ficou conhecido como “algo inovador, moderno, radical”, passou a significar estar ligado ao futuro, algo que quebra as estruturas tradicionais de produtos de alto custo e direcionadas a determinados públicos somente.

O lado interessante que, além da coisa ‘nova’, ele desestabilizou os concorrentes que antes dominavam o mercado. Começa servindo a apenas um público modesto até que atinge todo o segmento, deixando obsoleto quem antes era líder de mercado.

Com a inovação disruptiva, as empresas focam em obter menores margens de lucro, em mercados-alvo menores, produtos e serviços mais simples não tão atrativos quanto as soluções existentes.

Vejam o caso do Iphone que citamos anteriormente, a mudança implementada, criou uma nova categoria de produto, foi algo totalmente novo. Os produtos que antes ocupavam este mercado de celular passaram imediatamente a serem considerados obsoletos e a maioria das empresas que não seguiram esta novidade, foi condenada a extinção.

Uma das vantagens é que, geralmente, estas inovações dão poder aos consumidores, eles passam a ter mais opções de escolha, a comprar produtos mais baratos e acessíveis a um numero maior de pessoas.

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Autor

Curso superior de Tecnólogo em Processamento de Dados, Bacharel em Administração de Empresas, MBA em Gestão Estratégica de Sistemas, certificações ITIL V3 e COBIT 4.1. Atua na área de TI desde 1979, tendo experiência nas áreas de Engenharia (Cibergen), Bancária (Banco Boavista, Bradesco, CAIXA) , Seguros (CIS), Aviação comercial (VARIG) e Consultoria (IBM). É colunista do TIESPECIALISTAS desde Fevereiro de 2017.

Alexandre Mendes

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