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Métodos de migração de sistemas

publicado por Fernando Lino

No artigo anterior falei um pouco sobre Implantação de sistemas sem surpresas que nada mais é do que o pré-requisito básico para substituição de um sistema na empresa, mas antes de abordar cada etapa de um projeto seguindo as melhores práticas do PMI, falaremos sobre o momento mágico de um projeto de implantação de sistemas, o famoso “GO-LIVE” (A Entrada do sistema em produção), essa é a etapa que da um “friozinho na barriga” até para os mais experientes. Existem diversos métodos para substituir o sistema antigo por um novo sistema, vamos abordar os mais conhecidos ou os principais, o importante é saber que não existe o melhor método pois para cada cliente/projeto existe um método que melhor atenderá aquela situação, abaixo um gráfico que representa bem estes métodos:

Métodos mais conhecidos para migração de sistemas

Direto
Eu chamaria este método (ironicamente) como método “Chuck Norris”, pois neste caso tudo precisa estar bem testado, validado e homologado, os usuários bem treinados e totalmente familiarizados com o novo sistema, pois não existe espaço para imprevistos, como pode ser visualizado na imagem o sistema antigo é utilizado até uma determinada data e no dia seguinte inicia-se o uso do novo sistema. É Importante ter uma boa equipe técnica para suporte. Eu recomendaria este método apenas caso a empresa (na qual será migrado o sistema) esteja fechada/em reforma, assim quando a mesma reabrir/reinaugurar as operações poderão ser iniciadas já com o novo sistema, pois neste caso é possível uma melhor preparação para a migração, caso a empresa não possa parar (maioria dos casos, rs…) este método só é recomendado para sistemas extremamente simples, ou que não sejam vitais para o negócio.

Por Etapas/Módulos
Este método divide o sistema ou a empresa na qual se esta fazendo a migração em Etapas/Módulos que sejam possíveis de serem implantados individualmente, caso a empresa tenha inúmeras filiais faz-se então a migração de duas unidades por semana (por exemplo), ou pode-se dividir o sistema a ser implantado, implantando primeiro o módulo financeiro, depois o módulo contábil e assim por diante, desta maneira a migração do sistema é feita aos poucos e após o sucesso de cada etapa/módulo partimos para o próximo e assim sucessivamente até o término da migração e o sucesso do projeto, correndo assim menos riscos no processo, pois em um eventual problema com uma das etapas os demais podem ser postergados até a solução minimizando assim os impactos do problema para a empresa.

Piloto
Este método é bastante utilizado quando usamos uma unidade ou grupo de unidades da empresa como piloto para utilização do novo sistema, se o novo sistema aderiu bem aos processos operacionais das unidades piloto certamente atenderão as demais unidades da empresa, este método é valido caso todas as unidades tenham processos iguais ou semelhantes, também pode-se usar este método junto com o Paralelo para obter um maior nível de segurança e contingência.

Paralelo
Este método é um dos mais seguros, mas ele é redundante como se pode observar no gráfico, os usuários replicam para o sistema novo tudo que realizam no sistema atual, pois em caso de um eventual problema ou situação não prevista no sistema novo pode-se voltar ao sistema atual e ter todos os dados em dia, mas imaginem o trabalho que isso dá, pois o usuário tem que fazer duas vezes a mesma coisa e isso afeta diretamente o cliente e seu negócio que perde velocidade no atendimento.

No próximo artigo vamos falar sobre boas práticas momentos antes do GO-LIVE e como lidar corretamente com os problemas/imprevistos que surgem após a entrada do novo sistema em produção.

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Autor

Fernando Lino Di Tomazzo Silva tem 30 anos, é Bacharel em Análise de Sistemas, tem 10 anos de experiência no segmento de varejo em coordenação, implantação de automação comercial e desenvolvimento de sistemas para o maior grupo varejista do país e posteriormente para o 2º maior grupo varejista do mundo, realizando atividades e desenvolvendo projetos em diversas cidades do Brasil, tem 5 anos de experiência em coordenação de equipe e implantação de ERP vertical (saúde) em clínicas de imagem e em laboratórios de análises clínicas por todo o país, também possui uma empresa de desenvolvimento de sistemas web/desktop e mobiles chamada Flinox Informática, é especialista em boas práticas de gestão de projetos baseado no PMBOK/PMI e focado em resultados. Contato e Redes Sociais: Site: www.flinox.com.br Twitter: @Flinox Linkedin: http://br.linkedin.com/in/flinox Blog: http://flinox.blogspot.com/ Facebook: http://www.facebook.com/Flinox

Fernando Lino

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