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Legalização de Software em Empresas Familiares

publicado por Alexander Pinheiro
Com foco em empresa de médio porte e “familiar”

 Com objetivo de mostrar dificuldades encontradas pelo responsável da área de Tecnologia da Informação em realizar e manter os principais softwares utilizados em empresa de médio porte “familiar” legalizados, forte característica ainda em muitas regiões no Brasil vamos tipificar algumas objeções e descrever os principais riscos assumidos.

O fato de possuirmos leis que contemplam direitos autorais e legislação específica em TI muita claras tanto a nível nacional quanto internacional,  não significa que todas as empresas possuem conhecimento delas, a falta de informação e a falta de profissionais qualificados de TI, principalmente a nível gerencial impossibilitam que este assunto seja difundido, planejado ou tão pouco discutido internamente nas camadas que decidem nessas organizações.

Veremos abaixo as tipificações dessas dificuldades assim como algumas consequências e riscos assumidos quando o licenciamento ou um controle básico de licenças não é realizado.

CENÁRIO, TIPIFICAÇÕES E RISCOS

 Como em qualquer outra empresa na área administrativa se utilizam basicamente MS Windows e MS Office, pontualmente alguns softwares específicos ao negócio.

Diversas são as dificuldades de regularizar todos os softwares, se pudéssemos tipificar algumas poderíamos trabalhar, se antecipar melhor a essas objeções.

1-      Cultura Empresarial, empresa familiar algumas vezes transcendem a cultura doméstica (residencial) para o ambiente corporativo;

2-      Falta de conhecimento de que existe legislação específica.

3-      Falta de credibilidade interna na atuação dos órgãos fiscalizadores.

4-      Ausência de profissional em TI qualificado, muitas empresas desse porte continuam contratando pessoas próximas ao relacionamento pessoal para atuação na TI, nada contra muito pelo contrário, porém uma formação básica na área é necessária.

5-      Desconhecimento do funcionamento de políticas de legalização de software,  por sinal é específica para cada fornecedor e, algumas vezes complicadas tornando-se custosa e inacessível caso a cotação seja realizada sem o real conhecimento das diversas modalidades disponíveis.

6-      Em algumas regiões a ausência de Revendedor Credenciado competente.

7-      Objeções do prestador de serviço de suporte em TI local desqualificado, algumas vezes responsável pela proliferação da pirataria. Claro que existem pequenas prestadoras competentes, infelizmente existe exceções.

8-      Valor alto de investimento. Em empresas desse porte são priorizadas outras ações que julgam muitas vezes erradamente, serem mais importantes do que a legalização.

Inúmeros são os riscos assumidos em se manter um ambiente com softwares piratas, riscos muitas vezes altos e que podem trazer sérios problemas ao funcionamento do negócio, a multa ou a ações judiciais é somente a ponta do “iceberg”, porém em empresas desse porte, quando o assunto é tratado, somente o aspecto financeiro da multa x investimento que são levados em consideração, quase na totalidade das vezes.

Softwares ilegais e ou “piratas” podem condicionar riscos das mais diversas formas possíveis, inicialmente uma “licença” não legal, não recebe atualizações, com isso falhas de segurança e mesmo na aplicação identificadas pelo próprio fabricante não são implementadas.

Além disso, cópias não legalizadas são adquiridas de várias formas, seja comprando uma mídia pirata, baixando pela internet, copiando de um computador de terceiros etc. Essas mídias podem esconder, hospedar, diversos vírus e  muito comum o próprio crack que já é um vírus por natureza. Downloads através da internet escondem os mesmos riscos acrescentando o acesso ao site que dificilmente será uma fonte confiável de navegação.

Realmente não é nada barato legalizar software, principalmente no Brasil onde a carga tributária ainda incide fortemente sobre esses produtos. Porém manter um parque ilegal, mesmo que em uma empresa de pequeno e médio porte pode ser muito mais custoso e, acarretar danos de caráter criminal além de prejuízos  operacionais pela incidência de vírus e mau funcionamento dos softwares, um dia de faturamento parado, muitas vezes vai custar mais do que o licenciamento.

Podendo o responsável pela TI responder solidariamente.

Forte Abraço.

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Autor

Prof. Alexander Pinheiro (CEO - AQL Consultoria) Gestão Executiva e Pessoas, Consultor Corporativo, Governança TI, Segurança da Informação, Palestrante e Master Coach Mais de 20 anos atuando como consultor em grandes empresas. É Palestrante, Mentor, especialista em Gestão de Pessoas e Master Coach, MBA em Governança, Marketing, Tecnologia e Segurança da Informação e Consultoria em Gestão Empresarial. Docente de Cursos de MBA, Pós e Graduação, Articulista do Portal TI Especialistas, Diretor do Centro de Desenvolvimento e Inovação na AMPE do Alto Vale do Itajaí. Skill em ITIL, COBIT, PMI, SCRUM, CMMI, SARBANES OXLEY, PESI, AIM - IFS, ISO Série 2700, 9000 entre outras. Atuou em empresas como: Embratel, Xerox, Telemig e Amazonia Celular, Petrobras, Módulo Security, Victor Hugo, RM Sistemas, Datasul, IFS, Athos Farma, Vale Sul, Casa & Vídeo, Sesef, Delba Marítima, Eschola.com, Stefanini IT Solution, Glaxo, Secretaria da Fazenda da Bahia entre outras. Foi Diretor dos grupos cariocas Insight Soluções e 3W Soluções, foi Executivo de TIC e Marketing na Riomed Distribuição em Santa Catarina e atualmente dedica-se à Consultoria Empresarial AQL com sede no Alto Vale do Itajaí. https://aqlconsultoria.com Contatos: Skype: alexander.pinheiro Linkedin: https://www.linkedin.com/in/azpinheiro/ Email: azpinheiro@gmail.com

Alexander Pinheiro

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