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Genocídio gerencial

publicado por Alberto Parada

Figura - Genocídio gerencialAs boas práticas de recursos humanos e suas ferramentas de avaliação de desempenho mostram que um bom profissional deve ser motivado, valorizado e recompensado independentemente do chefe e da estrutura organizacional que pertençam, que o maior bem de uma empresa é seu capital intelectual.

A mera substituição de um diretor joga por terra todas essas crenças e em nome de uma reestruturação que irá mudar os rumos da divisão com a promessa de aumento da lucratividade promove em poucos meses um verdadeiro genocídio gerencial.

As técnicas utilizadas são as mais variadas possíveis, desde as mais cruéis beirando o holocausto onde os gestores são sacrificados sem nenhuma justificativa chegando ao absurdo de dizer abertamente que precisam da sua posição, até as mais brandas onde o terror não explícito vale-se da desculpa de comunicar ao desligado que ele não se enquadrou a nova estratégia.

Infelizmente no mundo real o RH pouco ou quase nada pode fazer contra o “genocídio” uma vez que não existe dinheiro sobrando na empresa, e raramente encontra-se outro diretor disposto a comprar briga com o recém-chegado em prol de acolher o gestor considerado até pouco tempo de alto desempenho.

Na verdade as empresas como a política mudam conforme a vontade dos mais poderosos e ainda não inventaram uma ferramenta capaz de barrar práticas de extermínio comuns que contaminam indiscriminadamente todo tipo de empresa, das grandes as pequenas das nacionais as internacionais, o fato que os ventos mudam e as tempestades nem sempre conseguem ser previstas.

Para o gerente que conseguiu durante sua trajetória conquistar padrinhos poderosos e com eles saltaram de empresa para empresa, o tempo, sua competência e conchavos irão alçá-los a posições maiores e certamente perpetuarão o modelo de genocídio dos gerentes para dar espaço à sua corte não importando se ela é ou não competente o que importa é sua fidelidade.

Os que não tiveram a mesma sorte e trocaram a política por trabalho e dedicação tem dois caminhos a seguir: mudar suas convicções e aderir à próxima corte ou manter-se fiel aos seus princípios. Porém ao invés de pensar apenas no bem da empresa, começa a olhar o que é melhor para si, passando a ficar constantemente de olho no mercado, preparado para mudar de barco ao primeiro sinal de aumento salarial ou uma posição melhor.

O fato que o mundo corporativo a cada dia está mais competitivo e cruel, em prol dos números a curto prazo, executivos com foco em seus bônus tomam decisões questionáveis que certamente não seriam realizadas se o objetivo fosse a sustentação da saúde e lucratividade da empresa a médio e longo prazo.

[Crédito da Imagem: Genocídio Gerencial – ShutterStock]

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Autor

Fundador do : descomplicandocarreiras.com.br

Alberto Parada

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