Carreira

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Fazer o que gosta ou se especializar na profissão que mais remunera no mercado?

publicado por Alberto Parada

Porque você se auto-sabota?Essa é a pergunta mais escutada por professores e gestores: o que fazer para ganhar dinheiro? Faz um bom tempo que os universitários sonhavam em escolher uma profissão baseados no romantismo de gostar ou no engajamento de poder ajudar o próximo ou a sociedade. Hoje o foco está total e exclusivamente no dinheiro.

Exemplos dessa tendência existem por todo lado. Em medicina a disputa por psiquiatria explodiu nas faculdades, enquanto a pediatria está às moscas, isso porque com a explosão dos planos de saúde há duas décadas, os pediatras aderiram e os psiquiatras não. A consequência foi que atualmente os pediatras precisam atender um exército de crianças para conseguir ganhar o que um psiquiatra recebe em uma consulta.

O que os jovens não conseguem entender e que uma explicação dos mais experientes não é capaz de convencê-los, é que gostando do que se faz já é terrível passar horas e horas do seu dia fazendo. Passar anos e uma vida inteira trabalhando, fazendo o que não gosta apenas com foco no dinheiro será pior do que tortura medieval.

Talvez a melhor maneira de fazer com que os jovens candidatos a profissionais do amanhã entendam, de que não adianta correr atrás das profissões que aparentemente melhor remuneram atualmente, é utilizar como referência uma lei que qualquer leigo entende: a da oferta e procura.

Vamos utilizar o mesmo exemplo dos médicos, com a crescente busca pela especialização em psiquiatria e o abandono completo da pediatria. O que acontecerá com essas duas áreas daqui a duas décadas, no momento pelo qual os jovens que estão adentrando nas faculdades hoje estarão em sua plenitude profissional?

Haverá uma abundância de psiquiatras no mercado brigando a tapa por pacientes e uma escassez por médicos especializados em pediatria, que certamente serão disputados a preço de ouro, óbvio que os psiquiatras terão que baixar significativamente o valor de suas consultas ou até se sujeitarem a aceitar as consultas encaminhadas pelos convênios para conseguir completar seus rendimentos.

O exemplo da medicina é válido para todas as carreiras, a conclusão parece óbvia, porém muitos jovens insistem em não entender, não é porque uma carreira hoje paga bem, que ela continuará pagando bem amanhã, ou até pior, muitas carreiras que há uma ou duas décadas pagavam rios de dinheiro, hoje simplesmente deixaram de existir.

Mais importante do que ficar pensando em remuneração é pensar em especialização, para quem ainda não aprendeu: o dinheiro está diretamente ligado ao acúmulo das experiências profissionais e acadêmicas e não à moda passageira do mercado.

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Autor

Fundador do : descomplicandocarreiras.com.br

Alberto Parada

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