Carreira

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Falta de profissionais competentes… Onde? No “recrutamento”?

publicado por Jeferson Batista Sobczack

Figura - Falta de profissionais competentes... Onde? No "recrutamento"?Vejo que os processos seletivos (com POUCAS exceções) são realizados da mesma forma (ou pior) que eram feito a MUITOS anos atrás, avaliando apenas um “folha de papel” e não PESSOAS.

Nos processos que tive oportunidade de participar, foram poucos os que encontrei  na minha frente, entrevistadores/recrutadores com conhecimento sobre o assunto para qual estavam contratando, para poder “avaliar” ou pelo menos entender superficialmente os requisitos/exigências da vaga que estavam buscando preencher, tirando desta forma do BOM profissional (PESSOA) a oportunidade de conversar e expor seus conhecimentos.

É muito mais fácil falar que o mercado está cheio de pessoas “não competentes/qualificadas”, jogando a responsabilidade pela falta de condições de realizar um processo e alcançar o objetivo, para cima dos candidatos.

Nem mesmo se um dia (se um dia isso ocorrer) vier o Facebook, Google, Microsoft, Totvs, SAP, HP, Dell (entre muitas outras de pequeno porte) dizer que falta profissionais competentes no mercado, vou acreditar que falte pessoas qualificadas para ser contratadas, mas sim:

  • Falta de Planejamento (para destacar os benefícios, para que o candidato queira trabalhar na sua empresa, SE este benefícios realmente existirem, Enão estou me referindo ao VT+VR+Seguro+Planos etc… MAS SIM no real benefício da pessoa VIVER durante, pelo menos 8 horas por día, durante o maior período produtivo da vida, dentro da sua empresa)
  • Falta de Organização (para TER planejamento interno possibilitando ao profisisonal poder atuar/trabalhar tirando o máximo de sua produtividade e de forma que se sinta produtivo, e NÃO apenas processos burocratizados, engessados, ineficientes e que não refletem a realidade da empresa e muito menos do mercado)
  • Falta de Recursos (para criar propostas atraentes – NÃO só financeiras)
  • Falta de Pessoas Qualificadas – INTERNAMENTE (para realizar um processo seletivo eficiente, buscando não apenas currículos – PAPEL – mas sim pessoas e suas qualidades)
  • Imediatismo (querendo apenas a pessoa “pronta” e não oferendo condições do profissional – PESSOA – se desenvolver na empresa, esquecendo que, quando divulgam “cases de sucesso” , onde o estagiário chegou a presidência, ele não entrou ‘presidente’)
  • Imediatismo 2 (impedindo – SIM, impedindo – que o colaborador continue evoluindo profissionalmente durante o período em que está na empresa, se fazendo de “injustiçado” quando o colaborador precise estudar ou investir em conhecimento apenas nas suas horas de folga, pois esta pessoa, não sentindo comprometimento/investimento nenhum por parte da empresa, não terá nenhum “peso na consciência” em partir para outra oportunidade onde são oferecidos treinamentos e investimento)

Meus sinceros elogios as empresas que levam a sério a PESSOA como parte de seu maior valor/capital, E aos recrutadores COMPETENTES, desconsiderem este texto, pois NÃO É para vocês 🙂 !

Desculpem o excesso de aspas “”, mas gosto delas!

Fiquem a vontade para comentar!

[Crédito da Imagem: Recrutamento – ShutterStock]

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Autor

Tecnólogo em Processamento de Dados Especialista em Computação Aplicada Ex e Futuro Empresário. Estagiário em Empreendedorismo.

Jeferson Batista Sobczack

Comentários

2 Comments

  • Jeferson, muito bem exposto seu ponto de vista. Mas é realmente mais fácil exigir listas infindáveis de requisitos para se ocupar um posto de trabalho (e geralmente com baixa remuneração), e ao “não encontrar” candidatos qualificados, culpar a falta de qualificação do mercado.

    Costumo dizer que quem quer tudo, não quer nada, ou não sabe o que quer. É o que vejo no mercado de trabalho. Procura-se um profissional com profundo conhecimento em diversas áreas, variadas certificações, proficiência em dois ou três idiomas. No final das contas, o que é realmente necessário para exercer bem a função está longe do que é buscado. Mas a empresa não sabe o que busca. E esquece de aspectos fundamentais como os valores culturais do profissional. Não se avalia se o profissional acredita no mesmo que a empresa. Será que o novo contratado sonha o mesmo que a empresa sonha também? Em geral não. Nem passa perto!

    Por outro lado, também cabe aos profissionais exercer um processo seletivo de onde se quer trabalhar. Por mais que seja “o lado fraco” da relação, já que existe a necessidade (na maioria dos casos urgência) financeira para se manter, o profissional não pode se engajar em novas oportunidades de trabalho sem um olhar crítico sobre a empresa onde irá atuar. O trabalho não pode ser visto como uma simples fonte de geração de renda, pois o ambiente de trabalho é onde se passa a maior parte do tempo e onde se constrói parte significativa de seus relacionamentos e de sua vida. Avaliar se a empresa possui um ambiente de trabalho saudável e de acordo com suas expectativas e caminha na mesma direção em que se quer seguir é essencial para que um novo desafio profissional ofereça prazer e sucesso como retorno ao tempo e esforço investido pelo profissional.

    Enfim, o assunto é interessantíssimo e longo. E certamente há uma extensa jornada a ser seguida por ambos os lados até atingirmos um modelo mais inteligente para selecionarmos empresas e profissionais.

    Abs,

    Gustavo Nogueira

  • Excelente…e sem aspas!

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