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Facebook “incentivou” crianças a gastarem dinheiro em jogos

publicado por Equipe da Redação

Figura - facebook-connect-games-670x335 (1)A maior rede social do mundo, o Facebook, é, novamente, alvo de uma grande polêmica. De acordo com documentos revelados, uma ação coletiva foi movida ainda em 2012 e a razão é a maneira como o Facebook utilizou as crianças para aumentar as suas receitas de jogos online. Dessa maneira, a rede social coletou dinheiro das crianças e dos seus pais e se recusou a devolver os recursos.

Aparentemente, de acordo com alguns documentos, o Facebook denominou a atitude como uma “fraude amigável” e teria incentivado os desenvolvedores a não exigir permissão dos pais no momento em que uma transação econômica ocorria. Tudo isso vem logo após o escândalo da violação de privacidade da empresa de Mark Zuckerberg.

Este tipo de prática é banida em praticamente todas as plataformas. A Play Store, por exemplo, possui maneiras que garantem que pais tenham controle dos gastos dos seus filhos. Até mesmo sites de apostas não permitem este tipo de prática, isso porque a maioria exige que os jogadores sejam maiores de idade, em primeiro lugar. Eles possuem mecanismos para impedir o acesso de crianças e adolescentes, já que jogos de azar são proibidos para menores de 18 anos. Por exemplo, o bet365 é confiável porque adota medidas de proteção que garantem que os usuários não fraudem o sistema nem invistam dinheiro de terceiros sem o conhecimento dos mesmos. Mas, parece que a maior rede social da internet não agiu da mesma maneira. Relatamos mais a seguir.

O Facebook ignorou uma solução encontrada

Existem vários documentos internos mostrando que algumas crianças sequer sabiam que estavam gastando dinheiro real no jogo. Os valores eram tão altos que as empresas que operam os cartões de crédito dos pais auxiliavam os mesmos com pedidos de ressarcimento.

Logo, para evitar problemas, alguns dos funcionários da empresa desenvolveram métodos para evitar que as crianças conseguissem comprar itens sem a permissão dos pais. Uma das técnicas encontradas e, aparentemente, implementadas por um curto período de tempo era bem simples: para executar uma compra era necessário inserir os seis primeiros dígitos do cartão de crédito.

Assim, era essencial que o jogador tivesse o cartão em mãos no momento da compra. E a prática mostrou resultados. O número de pedidos de ressarcimentos movidos pelas empresas de cartão de crédito reduziram de maneira significativa. O “problema” é que a revenda do Facebook também reduziu de maneira considerável. Isso explica a decisão de não implementar a solução de maneira definitiva. Mesmo quando empresas como a Apple, Google e várias outras já trabalhavam em soluções para estas questões.

Mais de um milhão de dólares gastos por mês

Para se ter uma ideia do valor gasto pelas crianças nos jogos, dados de outubro de 2010 até janeiro de 2011 mostram que os menores gastaram cerca de US$ 3,6 milhões no período. E 9% deste dinheiro estava envolvido em pedidos de ressarcimento movidos pelas companhias de cartão de crédito. Em geral, uma taxa de apenas 1% é considerada alta o suficiente para a Visa e Mastercard colocarem as empresas em programas de readequamento.

Em geral, tudo começava com crianças pedindo os pais os dados do cartão de crédito para uma compra pequena. Mas, sem perceber, os dados dos cartões de crédito eram armazenados pela plataforma. Como os desenvolvedores do jogo trabalhavam para que os gastos não parecessem reais, as crianças compravam inúmeros itens digitais sem ter uma ideia da dimensão dos gastos.

É o que aconteceu com o filho de 12 anos de Glynnis Bohannon. O primeiro pedido era para uma compra de apenas 20 dólares, a mãe entregou o cartão de crédito para a criança comprar o item no jogo Ninja Saga.

O filho dela então continuou jogando até o momento em que o banco ligou informando que um número anormal de aquisições de 19,99 estavam sendo feitas. No momento, o valor total já ultrapassava US$ 1000. A mãe tentou pedir um reembolso mas não encontrou uma maneira de fazer isso através do site do Facebook e teve que entrar com uma ação judicial.

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