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Contratação como PJ ou CLT, qual o melhor modelo para você?

publicado por Alberto Parada

Contratação como PJ ou CLT, qual o melhor modelo para você?Os que já estão no mercado de trabalho há alguns anos sabem muito bem as vantagens e desvantagens de cada modelo de contratação, mas, quem está entrando no mercado de trabalho tem muitas dúvidas sobre qual é o melhor modelo e, principalmente, qual dá mais dinheiro.

O ministério público, os sindicatos e os juízes não aprovam o modelo de contratação PJ, mas afinal o que vem a ser essa tal contratação PJ?

O profissional, ao invés de ter a famosa carteira assinada, abre uma empresa, e periodicamente, emite uma nota fiscal referente aos serviços prestados e, assim, não possui nenhum vínculo empregatício com a empresa que está trabalhando.

Mas se esse tipo de contratação é proibido e gera tantas reclamações trabalhistas, porque, afinal, tanta gente ainda utiliza esse método de contratação?

Para as empresas é evidente a enorme economia financeira, porque, quando a contratação é realizada com carteira assinada, o empregador tem um desembolso que em muitos casos chega a 100% do valor do salário do empregado, ou seja, se o salário do empregado é de R$ 5.000,00, o empregador tem que desembolsar entre impostos, salário e benefícios R$ 10.000,00. Por outro lado, se o vínculo com o empregado é pela contratação da sua empresa, o único desembolso do empregador é o valor da nota fiscal.

Para o empregado existem vantagens e desvantagens na contratação direta através do PJ; a vantagem é a menor tributação nos seus rendimentos, sobrando no final do mês um valor maior na sua conta corrente; no entanto, todos os encargos e benéficos são de responsabilidade do empregado, tais como, pagar INSS, plano de saúde, montar uma poupança para garantir os momentos difíceis, etc. Ou seja, isso tudo fica sob a responsabilidade do funcionário.

Muitos acreditam serem bem grandinhos e conseguirem sozinhos cuidar do seu próprio nariz, não necessitando de um tutor para isso, mas no mundo real são raríssimos os profissionais contratados no modelo PJ que possuem a disciplina necessária para administrar prudentemente seus rendimentos. O que se vê na pratica é o gasto total do valor da nota fiscal emitida sem se importar com o que poderá acontecer amanhã.

Mesmo com todas as investidas dos sindicatos e Ministério Público, a prática da contratação no modelo PJ ainda é grande principalmente no mundo de TI, isso porque a concorrência é cada dia maior e os clientes exigem cada dia mais por projetos de baixo custo.

Definir o que é melhor não é simples, alguns acreditam que carteira assinada é sinônimo de garantia e estabilidade, outros preferem a falsa liberdade de poder ir e vir sem muito compromisso, o que um contrato PJ aparentemente tem. Na verdade, como tudo na vida, tem o lado positivo e negativo e não é raro empresas realizarem cortes em profissionais contratados no modelo CLT com o objetivo de reduzir rapidamente seus custos, mantendo os contratos PJ, apesar do receio em receber uma ação judicial que ronda o dia a dia das empresas.

A dica para quem não sabe o caminho a seguir é analisar seu momento e suas necessidades, pois um contrato no modelo PJ pode ser uma excelente oportunidade para voltar ao mercado de trabalho, ou, para os mais veteranos que encontram dificuldade em conseguir emprego pode ser a saída.

O importante é ter consciência que nenhum modelo é perfeito; diferente do que muitos pregam e acreditam, a segurança no emprego não é medida pelo tipo de contratação, e sim pela competência, comprometimento e profissionalismo.

[Crédito da Imagem: PJ ou CLT – ShutterStock]

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Autor

Fundador do : descomplicandocarreiras.com.br

Alberto Parada

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