Carreira

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Como quebrar a Barreira dos 40?

publicado por Paulo Fagundes

Em pleno século 21 nosso país ainda vive com a mentalidade no século passado em vários aspectos, sejam nas Leis, nos Hábitos, nos Preconceitos, etc.. mas neste artigo vamos tratar sobre o assunto das barreiras impostas pelo mercado para pessoas com mais de 40 anos.

Este conceito é da época em que a espectativa de vida era de 55 anos porém nos dias de hoje em que esta estimativa foi elevada para 78 anos, ainda é praticada no mercado de trabalho.

Como tudo nos dias de hoje é movido pela mídia, ela praticamente dita todos os novos conceitos que você deverá seguir para ficar dentro da pseudo atualidade das coisa.  O assunto do momento é a famosa Geração Y, que com sua avidez por novidades na área da tecnologia e pelo fato de terem nascido e crescido rodeados pelas mais maravilhosa inovações do século, possuem a fama de serem destemidos, audaciosos e inovadores. Este preceito move as empresas, mesmo arriscando-se com a inexperiência e incostânscia desta geração, a dar preferência por estes profissionais e preterindo profissionais com mais de 40 anos e com anos de experiência na sua carreira.

O Profissional com mais de 40 anos hoje é tratado como uma peça ultrapassado, mesmo que ele venha acumulando casos de suscesso, cursos de atualizações, Pós-Graduações, MBAs, etc, isto tudo é ignorado.

Os problemas se iniciam quando você envia seu Curriculo para concorrer a uma vaga. A pessoa que analisa os curriculos em busca das palavras chaves informadas pela Gerencia do Projeto varrem com os olhos e sua data de nascimento chama a atenção na hora e pode ser preterido se esta pessoa ter em mente que 40 anos já esta na hora de se aposentar e viver em um asilo.

Se você passar da primeira parte,  você é chamado para uma entrevista e esta é feita por um profissional que pertence a esta geração e por azar será seu chefe. Durante a conversa pode-se notar um certo nervosismo por parte dele quando você por ventura o questiona sobre alguma parte do projeto, isto automaticamente ascende uma luz de alerta em seu cérebro, pois a partir de agora você praticamente tornou-se uma ameaça para sua meteórica ascenção, pois com certeza seu Skill chamará mais a atenção e isto pode custar seu cargo de chefia se vier aos olhos de seus superiores.

Isto tudo ocorre porque esta sendo feito da forma errada, deveriamos tomar como exemplo países desenvolvidos que prospéram cada vez mais justamente pela transferência continua de conhecimento entre suas gerações. Nestes países esta interação é estimulada pelos próprios governos com o objetivo claro de além de não se repetirem antigos erros conseguem evitar futuros erros provindos da inexperiência dos novos profissionais que entram no mercado a cada dia.

Em nosso país já é comprovada a ineficiência das instituições de ensino o que leva a má formação de nossos profissionais e por este simples fato, se seguissemos o exemplo destes países, com certeza conseguiriamos corrigir este problema até que ele seja sanado pelo próprio governo.

Em resumo, um profissional com mais de 40 anos está no auge de sua produtividade, pois além de carregar uma bagagem inestimável forjada por inúmeras experiências ao longo de sua carreira, ainda esta totalmente interado com as novas tecnologias, fazendo um uso ainda mais produtivo e eficiênte das mesmas. Se as atitudes atuais não se modificarem, corremos o risco de nunca conseguirmos chegar a um ideal para nosso país.

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Autor

Profissional com mais de 29 anos de experiência, com histórico de sucessos em grandes projetos envolvendo produtos Oracle, IBM e Microsoft. Vasta experiência como Administrador de Bancos de Dados Oracle, SQL Server, DB2, Sybase entre outros, Gerenciamento , Coordenação de Equipes de Developers e DBAs, gerenciamento de recursos de dados e infraestruturas de tecnologia da informação. Excelente em várias funções do projeto de alto perfil consultor para corporações globais que envolvem as implementações e integrações complexas de sistemas de TI. Participação em projetos de grande porte e alta complexidade em empresas como ( MWM Motors – UNIMED – Telefonica – Coca-Cola – Bunge (USA/Brasil) – COMPAQ – IBM – ORACLE – HP – Cia Vale do Rio Doce (CVRD) – MRS Logística – B2W – Lojas Renner) Trabalhos realizados junto a Instituições Governamentais (Estaduais e Federais) Formado em Computational Science Engineering e Pós-Graduado em Computers & Internet Security Systems pela Eidgenössische Technische Hochschule Zürich, Suiça Cursos de Pós-Graduação e Extensão em Stanford University, University of Washington, The Open University-UK e University of California, San Diego Colunista de Segurança de TI, BigData e Clound Systems do jornal canadense "The Canadian"

Paulo Fagundes

Comentários

3 Comments

  • Paulo, tenho 37 anos e me considero ainda em plena atividade. Apostei que me graduando e me especializando estaria compensando o fator “idade”, ainda acredito nisto, que com graduação/especialização constantes, eu consiga me manter no mercado por mais tempo, aliando conhecimento acadêmico com experiência profissional. Belo artigo. parabéns. Ótimo para reflexão.

  • Prezado Alexandre, primeiramente muito obrigado pelo seu comentário e gostaria de mencionar que fiz o mesmo que você, inclusive diversificando tecnologias, porém nada disso impediu que ocorressem diversas dificuldades para se manter e recolocar no mercado, pois como podemos ver, as empresas estão errando ao achar que profissionais mais qualificados são mais caros e dão preferência para os mais novos, porém pagam o preço de ter este profissional trocando de empresa em poucos meses comprometendo seus projetos quando poderia ter um resultado excelente com um profissional mais experiente que ainda poderia até treinar suas equipes. Mas para isso tudo antes de visar os lucros faceis é preciso ter Visão de Negocio e isto não se aprende na faculdade.

    Grande Abraço

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