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Como está o mar onde você tem navegado?

publicado por Leandro Rasia

Figura - MarEstamos todos vivendo tempos difíceis, com incertezas, escândalos, morais quebradas, corrupção e várias outras intempéries que nos assolam a todo o momento. Somos bombardeados por notícias negativas a todo o instante e ficamos pasmos com tudo que ocorre a nossa volta. O mercado não ajuda, as vendas caem, o desemprego cresce, a inflação é real. Os projetos não andam, os problemas na equipe se multiplicam, a comunicação é ineficiente…

Nos perguntamos o que está acontecendo? Aonde iremos chegar? Tudo nos parece uma grande loucura sem sentido.

E então, vamos navegando por esse mar revolto, com ondas gigantescas que vem de todos os lados, associadas ao vento cortante que assobia e passa por nós, em meio à chuva que molha nosso corpo. Ficamos confusos, em função de todas as dificuldades que nos pegam a todo o momento de surpresa e, quando achamos que as coisas vão melhorar, recebemos outra rajada, mais uma onda e a chuva se intensifica.

Não percebemos, mas a cada revés e dificuldade que se instala à nossa frente, começamos a adquirir novas habilidades. Aprendemos a manejar melhor os comandos do navio, ficamos mais atentos, nossa percepção de tudo ao nosso redor se amplia. A chuva que bate em nosso rosto nos torna mais resistentes, seguramos mais forte no timão, controlamos melhor nossa respiração e nossos sentidos se aguçam pela adrenalina do momento.

Tudo que está desalinhado, fora de prumo, sem sentido e agitado, nos leva a um desconforto. Em meio à tempestade no mar revolto, não temos opção a não ser fazermos o melhor. O melhor que talvez nem saibamos que podemos fazer. Navegar de uma forma nova, com recursos que tiramos de dentro de nós que existem, mas desconhecemos. No meio do mar em fúria, criamos novas formas, com outras ideias, superando e quebrando crenças internas que nos limitam. Não temos tempo, nesse momento, para pensar pelas dificuldades de navegar com toda essa situação. Apenas agimos.

Em meio às ondas, nossa ação é muitas vezes por reflexo. Quanto maiores as ondas, maior nosso reflexo. Quanto maior for o vento, mais força iremos gerar. Nossa atenção será multiplicada com a dificuldade de enxergar em meio à chuva forte. A nossa motivação e ação interna é determinada pelas forças externas que se jogam sobre nós, com todas as forças que podem existir. Com tudo isso, começam a nascer atitudes e habilidades que ainda não tínhamos.

Mas quando passamos pela tempestade, que sempre acaba, voltamos a navegar em mar calmo, com brisa suave e Sol brilhante. E podemos refletir sobre o que aconteceu, quais as novas habilidades obtidas. Como conseguimos nos superar daquela forma? De onde vieram as competências que se tornaram evidentes? Como que consegui fazer tudo isso ao mesmo tempo?

E pode ser que comecemos a dar um novo sentido ao mar revolto. Talvez possamos olhar com simpatia para a dificuldade que ocorreu naquele momento. Quem sabe conseguiremos ver, um pouco a frente, que tudo isso pelo qual passamos hoje nesse oceano tumultuado, uma forma de crescimento que só obteremos passando por ele?

Sim, navegar em mar revolto é difícil. Mas ele nos torna melhores marinheiros.

Faz sentido para você?

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Autor

Coach profissional, com formação em TI, pós em Gestão Empresarial pela FGV e voluntário na área da saúde. Missão pessoal: conduzir empresas e pessoas às melhores versões que podem existir delas mesmas.

Leandro Rasia

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