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A mobilidade é parte integrante de nossa vida

publicado por Cezar Taurion
A mobilidade é parte integrante de nossa vida

A mobilidade é parte integrante de nossa vida

Mobilidade já é parte integrante das nossas vidas pessoais e profissionais. O Brasil não está fora deste circuito. Em 2012 já era o quarto mercado mundial de smartphones, só perdendo para a China (primeiro lugar), EUA e Japão. É um mercado em crescimento rápido. Em 2012, foram vendidos no mundo todo 354 milhões PCs e laptops e 1,7 bilhões de celulares, dos quais 613 milhões de smartphones. Além disso, foram vendidos 66 milhões de iPads, equipamentos que foram lançados em 2010!

Nos próximos anos anos o numero de smartphones deve crescer ainda muito mais, com o lançamento de inumeros modelos de baixo custo, voltados aos paises de menor renda. A China, por exemplo, já disponibiliza smartphones a preços em torno dos 65 dólares. No médio prazo, estes smartphones, à medida que forem incorporando funcionalidades só encontradas hoje nas maquinas mais caras, tenderão a baixar os preços gerais do mercado, aumentando sua disseminação pela sociedade. Também começamos a ver tablets baratos e na Índia já existem aparelhos vendidos na faixa dos 80 dólares. O resultado será mais e mais pessoas usando dispositivos móveis pelo mundo todo. Aliás, hoje já existem tantos dispositivos móveis quanto pessoas na Terra.

Curioso que um estudo publicado pela Communications of the ACM, denominado “The Promise of Consumer Technologies in Emerging Markets” mostra que apesar do uso de smartphones e tablets ser um fenômeno mundial, paises emergentes como o Brasil, China e Índia tendem a ter um ritmo de aceitação pela sociedade mais rapido que nos países desenvolvidos. Nos emergentes as políticas de BYOD (Bring Your Own Device) tendem a ser mais bem aceitos que nos demais países, o que contraria algumas percepções. A disseminação de celulares e smartphones tem impacto econômico signficativo. O Banco Mundial estima que a cada 10% de adição de celulares na população o PIB per-capita dos paises emergentes aumenta em 0,8% contra 0,6% nos paises desenvolvidos.

Este contexto já afeta todos os negócios. Vamos pegar o Facebook como exemplo, rede social que começou no mundo dos desktops. Hoje cerca de 2/3 dos seus usuarios acessam a rede tanto por desktops quanto por mobile, e 16% somente o acessam por equipamentos móveis. Não usam desktops e este numero cresce continuamente. É provavel que em cinco a seis anos o acesso ao Facebook sem ser por smartphone ou tablets seja minoria.

Diante deste cenário como as empresas reagem? Mobilidade não é mais uma questão de curiosidade tecnológica, mas deve ser parte integrante das estratégias de negócio. À medida que a mobilidade se entranha em todas as nossas atividades pessoais e profissionais, ela precisa ser incorporada rapidamente em todos os aspectos de TI das empresas. O principio básico que deve direcionar as estrategias e o mind-set dos CIOs e profissionais de TI é Mobile First. Este conceito significa que ao invés de pensarmos da forma tradicional, em sistemas baseados em teclado/mouse e daí levar também as informações para os dispositivos móveis (desktop first), pensar de forma diferente. Primeiro explorar a mobilidade e as funcionalidades específicas dos smartphones e tablets, como GPS, acelerometros e dezenas de sensores que podem ser acoplados e a partir daí pensar os processos e os sistemas.

Mobilidade passa a ser imperativo e não opção. Não deve existir uma estratégia de mobilidade, dissociada das estratégias de TI e de negócios, mas uma estratégia de negócios e TI onde a mobilidade é o ponto de partida. Novamente, Mobile First deve ser o cerne dos projetos.

Pensar Mobile First demanda pensar de forma criativa e inovadora. Os sistemas e os aplicativos móveis podem incorporar informações inimagináveis no paradigma dos sistemas desktop, como informações biométricas, sensores que permitem a pessoa sentir a textura de um tecido ou que identifiquem a razão de um choro de um bebê. E associados ao conceito de Big data podemos chegar ao nivel das apps contextuais e preditivas. Este é um campo a ser explorado. Os sistemas e os apps atuais ficam em espera, aguardando que seus usuarios o ativem. Com o conceito de Mobile First, os recursos de Big data e algoritmos sofisticados os apps podem ser pró-ativos, agindo sem que os usuários tenham necessidade de explicitar as ações. O Google Now é um bom exemplo deste conceito. Um outro app muito interessante, que também explora esta idéia é o Osito. Estes primeiros apps são o inicio de uma nova geração de apps, baseados na convergêcia das quatro ondas tecnológicas, que são a propria mobilidade, Big data, midias sociais e computação em nuvem.

Estas apps tem o potencial de criar um novo modelo de engajamento entre as empresas e seus clientes. Provavelmemte o principal meio de interação das empresas com seus clientes sejam exatamente estes apps. São eles que permitem as empresas e clientes estarem contato a qualquer hora, em qualquer lugar. Muitas pesquisas já apontam que os usuarios preferem interagir digitalmente com as empresas via apps. Os desktops e laptops não vão desaparecer, mas se os sistemas não forem desenhados com base no conceito de Mobile First correm o risco de se tornarem obsoletos e perderem valor. Temos aí um bom desafio para os arquitetos e desenvolvedores de TI.

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Autor

Cezar Taurion é head de Digital Transformation da Kick Ventures e autor de nove livros sobre Transformação Digital, Inovação, Open Source, Cloud Computing e Big Data.

Cezar Taurion

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