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A Geração Y não pode, mas precisa falhar!

publicado por Sidnei Oliveira

Há um grande problema acontecendo com a chegada dos jovens no mercado de trabalho – A falta de experiência. A situação já deixou de ser apenas uma circunstância passageira para se transformar em um fenômeno corporativo e como tal, vem merecendo uma atenção intensa dos gestores nas empresas. Duas questões estão sempre presentes neste momento:

  • Porque os jovens se afastam do emprego ao primeiro obstáculo realmente relevante?
  • Porque os jovens de hoje não se engajam nas oportunidades de trabalho?

Primeiramente é necessário entender que nem todo jovem da geração Y é um fenômeno e por isso deve ser considerado um gênio. Se considerarmos apenas o aspecto de formação acadêmica, veremos que ainda é grande o número de jovens que não conseguem ultrapassar a formação no ensino médio. O impacto dessa situação somente é ligeiramente reduzido, porque o contexto atual proporciona a esses jovens, um maior acesso a informação e até mesmo a formação técnica, seja presencial ou virtual. Portanto, é necessário um novo alinhamento de expectativas sobre as capacidades dos jovens, principalmente porque essa geração chega ao mercado de trabalho muito mais tarde que as gerações anteriores.

Entretanto, o questionamento tem sentido se considerarmos que está é, sem dúvida, a geração com o maior número de jovens se preparando para o mundo corporativo. Os jovens da geração Y concorrem a diversas posições, desde as mais operacionais até as disputadas vagas nos programas de trainees, onde é esperado a melhor e mais completa formação acadêmica. O empenho para alcançar as melhores vagas é visível e a ambição dos jovens profissionais é uma característica considerada positiva pela maioria dos recrutadores.

Com este cenário era de se esperar muitos jovens profissionais excepcionais, alinhados aos valores de suas empresas e com suas estratégias de carreira definidas, mas não é o que ocorre e isso leva a mais uma questão:

· Afinal, porque eles parecem não se comprometer com o trabalho?

Certamente, o fator de maior impacto para a falta de comprometimento e engajamento do jovem, seja a pressão por resultados sem falhas. É certo que os resultados são indispensáveis para qualquer empresa e merecem todo foco de seus profissionais, contudo, a incansável busca pela produtividade retirou da equação, a possibilidade de falhas, que passaram a ser consideradas absolutamente danosas a empresas.

Certa vez, em uma palestra para universitários, o recém falecido Steve Jobs, fundador da Apple e da Pixar, empresas mundialmente conhecidas pela capacidade de inovação, citou uma frase em tom de exortação para os futuros profissionais. A frase era uma citação de uma publicação chamada “O catálogo de toda a Terra” (“The Whole Earth Catalog”), de Stewart Brand, publicado entre 1968 e 1972. O que foi citado por Steve Jobs dá uma boa indicação do comportamento que hoje é o diferencial dos mais jovens quando estes conseguem canalizar suas energias em algo que seja sustentável e de valor. Na edição final da publicação lia-se a frase “SEJA FAMINTO, SEJA TOLO.”

Os jovens de hoje estão cada vez mais “famintos” por desafios que levem a alcançar experiências, mas para isso precisam falhar, somente assim alcançarão a experiência que levam ao engajamento e comprometimento com a própria trajetória profissional, por isso, o novo papel dos mais veteranos não é mais de esperar que a geração Y seja um sucesso sem fracassos, mas sim de ajudar a desenvolver o aprendizado que as falhas trazem para todos nós.

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Autor

SIDNEI OLIVEIRA – MINI CV Consultor, Autor e Palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y e Z, desenvolvimento de Jovens Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 35 mil profissionais em empresas como Vale do Rio Doce, Petrobras, Gerdau, Santander, TAM, Unimed entre outras. Formado em Marketing e Administração de Empresas, autor de vários livros sobre Liderança e Administração. É sócio-fundador da Kantu Educação Executiva, Vice-presidente do Instituto Atlantis de preservação ambiental e membro do conselho de administração da Creditem Cartões de Crédito e e do Fórum de Líderes Empresariais. É também colunista com artigos publicados nos portais Exame.com, Catho Online, Click Carreira, Café Brasil e InformationWeek Brasil

Sidnei Oliveira

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