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Vamos precisar reescrever essa aplicação do zero

publicado por Eduardo Pires

Quem nunca disse ou ouviu isso? Vamos entender os motivos por trás dessa icônica frase.

Vamos precisar reescrever essa aplicação do zero! É a frase de rendição, é sinal que as coisas foram para o caminho errado. Dias, meses, anos de desenvolvimento que serão jogados fora por falta de um bom planejamento.

Figura - Quem nunca disse ou ouviu isso? Vamos entender os motivos por trás dessa icônica frase. Vamos precisar reescrever essa aplicação do zero! É a frase de rendição, é sinal que as coisas foram para o caminho errado. Dias, meses, anos de desenvolvimento que serão jogados fora por falta de um bom planejamento. Vamos precisar reescrever essa aplicação do zero. Quando chegamos nessa situação geralmente estamos diante de alguns dos cenários a seguir: A tecnologia da aplicação é antiga demais e os novos recursos demandam mais tecnologia. A arquitetura da aplicação é uma engenhoca complexa e sem sentido. Devido a diversas implementações e manutenções do passado feitas de forma irresponsável ou sem padrão a aplicação se tornou a famosa “colcha de retalhos”, qualquer tipo de mudança é sofrível e demorada. A cada mudança surgem diversos bugs em todas as partes da aplicação, pois existe muito acoplamento entre suas divisões, “tudo está acoplado com tudo”. O time que trabalha na aplicação atualmente não concorda com a forma com que foi escrita e não está satisfeito em trabalhar nela. Algumas situações muitas vezes não possuem uma escapatória, por exemplo o envelhecimento natural da aplicação. É muito caro manter uma aplicação sempre alinhada com a última versão da tecnologia, logo, algumas vezes prefere-se optar por saltos (atualizar a cada X tempo) ou simplesmente reescreve-la depois de alguns anos. O cenário de envelhecimento da aplicação é um dos menores, geralmente a aplicação morre muito antes da hora. Eu trabalhei em uma empresa onde assisti a mesma aplicação ser reescrita 1 vez ao ano durante 3 anos. O que ocorre de tão errado assim? Existem muitos motivos para tudo dar errado: Equipe tecnicamente despreparada. Falta de um líder técnico ou arquiteto que conduza o time e evite a deformação da aplicação. Escopo mal planejado, falta de entendimento da entrega. Prazo mal calculado. Falta de visão. Típico caso do sisteminha de cadastro que virou um “ERP”. Gestor de equipe que pula etapas e/ou não valoriza (não conhece) boas práticas, impondo uma metodologia que funciona apenas na teoria dele. Motivos para dar errado são muitos, fazer software da forma correta é infinitamente mais complexo que simplesmente entregar software. É necessário ter uma boa equipe, um bom líder e um bom gestor. Software é um bem durável assim como uma TV, Geladeira ou Carro, paga-se muito caro para desenvolve-lo e muito caro para mante-lo. A diferença é que o software precisa ser flexível e adaptar-se às constantes mudanças de escopo, logo não pode possuir uma engenharia fechada como uma TV e geralmente é ai onde mora a maioria dos problemas. Para garantir um bom funcionamento da aplicação de forma que ela se adapte às diversas mudanças de escopo com o mínimo de esforço necessário e sem gerar outros problemas secundários, é preciso projetar a aplicação, não basta simplesmente escrever a aplicação e entregar. Alguns pontos importantes devem sempre ser abordados: Processo Processo de desenvolvimento de software é um tema extenso demais, portanto deixarei apenas alguns pontos em destaque que devem ser levados bastante em consideração. Processo de desenvolvimento de software é um processo diferente de outros, porém infelizmente ainda existem gestores que imaginam que desenvolver uma aplicação é o mesmo que construir um prédio, um navio ou um avião. Durante a construção de um prédio com a obra em estágio avançado é praticamente impossível aplicar mudanças que mudam o aspecto do projeto, existe uma engenharia fechada e projetada para ser daquela forma, qualquer mudança poderia impactar em ter que iniciar novamente do zero. Uma aplicação bem projetada deve ser flexível e estar aberta para mudanças de escopo com menor esforço necessário, portanto não devemos nos apegar em simplesmente entregar o que foi inicialmente levantado. Uma das formas mais práticas de atender a necessidade do cliente é a entrega contínua, releases parciais para acompanhamento e feedback do cliente, é muito mais fácil ajustar uma mudança de escopo com a aplicação 30% desenvolvida do que se estivesse 100%. Focar em definir bem os requisitos das entregas mais próximas é muito melhor que tentar documentar 100% do projeto antes mesmo de iniciar a codificação. Sim estamos falando de metodologias ágeis como o Scrum por exemplo, um projeto de software é diferente de um projeto de construção civil e merece um framework de desenvolvimento interativo e incremental. Planejamento É necessário analisar qual será o porte da aplicação, não existe uma receita para todo tipo de aplicação, se ela for grande e complexa é necessário abordar alguma prática de arquitetura, por exemplo DDD. Se a aplicação for simples é necessário evitar exageros e complexidades que não beneficiam as funcionalidades da aplicação. Orientações como o KISS e o YAGNI dizem para evitar os exageros e manter a aplicação simples, é fato, mas isso não significa que você deve fazer tudo na camada de apresentação por exemplo, uma mínima divisão de responsabilidades é essencial para a qualidade de qualquer tipo de aplicação. Arquitetura Arquitetura é a base de tudo, é muito importante fazer a escolha ideal e evitar a famosa “arquitetura BOLOVO” de 3 camadas (Modelo, Business e DataAccess). Hoje em dia está claro que apesar de funcionar e ser simples esse modelo traz muitos problemas. É muito importante ter uma pessoa no papel de arquiteto, que conheça diversas estratégias de arquitetura e saiba aplicar bem os inúmeros patterns disponíveis. Uma vez que possui sua arquitetura definida a aplicação deve se manter dentro do aspecto da arquitetura original, corromper camadas para acessar mais facilmente o banco ou para resolver mais rapidamente um problema pode ser considerado um crime. Descaracterizar a arquitetura de uma aplicação é o primeiro passo para a famosa “Colcha de Retalhos”. O arquiteto ou líder técnico deve ser responsável por garantir que a arquitetura não esteja sendo corrompida e que seja mantida dentro de sua proposta em toda extensão da aplicação. Codificação Mesmo com uma arquitetura definida a tarefa de codificação ainda é complexa e não existem motivos para ser diferente. Codificar exige muitas habilidades além do próprio conhecimento da linguagem e plataforma. É importantíssimo valorizar os princípios básicos da orientação à objetos como o SOLID que apesar de ser básico podemos dizer que grande parte dos desenvolvedores ainda não sabem como escrever código usando injeção de dependência (DIP) para evitar o alto acoplamento. Realizam heranças sem sentido apenas pelo fato de um objeto herdar hierarquicamente de outro no mundo real. Deixam o princípio de responsabilidade única de lado (SRP) e não criam classes extensíveis (OCP) deixando o código sempre aberto. Entre outros pontos falhos não citados, os mencionados acima já são responsáveis por grande parte dos problemas existentes em nossas aplicações. Codificar não é uma tarefa menos grandiosa como arquitetar um sistema, pelo contrário, precisamos valorizar mais o programador que possui esses conhecimentos. Padrões de codificação como nomenclaturas e regras são importantes para manter a expressividade e facilidade de leitura do código. Antigamente programadores se gabavam por fazer códigos que somente eles entendiam, isso não deve existir, o código é uma série de instruções que devem ser de leitura clara e leve, muitas vezes dispensando uma documentação própria. Uma técnica de codificação que vem ganhando popularidade é o TDD, apesar do TDD ter seu nome diretamente relacionado com testes o TDD na verdade é sobre codificação, os testes que guiam a codificação via TDD servem para garantir a qualidade do código que no final também garantem a sua testabilidade. Testes Testes é um assunto complexo, primeiramente devemos entender que teste de software não é apenas rodar a aplicação e ver se tudo está funcionando. Existe mais de um tipo de teste, podendo ser de unidade, de integração e etc. Os testes de unidade são necessários quase sempre, podemos dizer que 80% de cobertura de código através dos testes é um resultado bem positivo. Testes de unidade são muito importantes para garantir a boa escrita do código e validar a sua funcionalidade durante o desenvolvimento. Se durante a codificação um teste falhar pode significar que alguma coisa foi feita de forma que o código deixou de funcionar como deveria, logo evitará o deploy prematuro em produção e que o cliente tenha a infelicidade de descobrir um novo bug. Descobrir um bug em tempo de codificação é N vezes mais barato que descobrir um bug em produção, evita retrabalho, horas extras, replanejamento de deploy, insatisfação com o cliente etc. Muitas pessoas alegam que escrever testes de unidade fazem o software custar mais caro, pois aumenta mais o esforço de codificação. Isto parece fazer sentido se olharmos apenas no sentido da entrega, mas mesmo assim não faz. Os testes exigem mais esforço de codificação, porém conforme a cobertura de testes aumenta a velocidade de entrega aumenta junto, pois os testes facilitam muito as futuras modificações. Contabilizar o esforço apenas baseado na entrega é uma falha. Devemos sempre levar em conta a manutenção e evolução, e quando falhamos nesse aspecto estamos iniciando o ponto onde a aplicação vai se tornar cada vez mais complexa para se testar, evoluir, receber manutenções. Costumo dizer que programamos uma aplicação durante 6 meses e a mantemos durante 3 anos ou mais, sendo assim nosso foco deveria ser na manutenção e evolução e não apenas na entrega. Todo lucro obtido numa entrega mal planejada será perdido durante a manutenção, podendo inclusive chegar ao negativo, e esse é um dos principais motivos que levam diversos projetos falharem e se transformarem em prejuízo quando deveriam continuar gerando lucros. Os testes de unidade são de responsabilidade do desenvolvedor, os testes de integração e etc podem ser de responsabilidade de um profissional de qualidade ou simplesmente de toda a equipe (equipes multidisciplinares sabem codificar e testar). Testes de unidade garantem a qualidade de escrita do código e de sua funcionalidade, um código que não está coberto por testes não é um código confiável. Não existe processo ágil de desenvolvimento sem testes, portanto está claro. Testar é preciso! Quando tudo deu errado. O planejamento da aplicação não foi bem feito, a arquitetura não foi bem desenhada para atender o propósito da aplicação, a codificação está estruturada, acoplada e sem padrão, não existem testes de unidade e realizar qualquer manutenção significa alterar diversas partes do código e ser obrigado a testar manualmente todas funcionalidades de ponta a ponta, mesmo assim sempre escapando alguns novos bugs. As noites são longas quando é necessária alguma manutenção, o deploy em produção é uma aventura preocupante, a satisfação de trabalhar no projeto já não existe mais e a pressão não vale a pena. O gestor do projeto não aceita mais tantos bugs e exige mais assertividade, questionando inclusive a capacidade técnica da equipe, o cliente não aceita mais os prazos para ajustes simples e não quer pagar a mais por isso também. Não dá mais! Vamos precisar reescrever essa aplicação do zero.

 

Quando chegamos nessa situação geralmente estamos diante de alguns dos cenários a seguir:

  • A tecnologia da aplicação é antiga demais e os novos recursos demandam mais tecnologia.
  • A arquitetura da aplicação é uma engenhoca complexa e sem sentido.
  • Devido a diversas implementações e manutenções do passado feitas de forma irresponsável ou sem padrão a aplicação se tornou a famosa “colcha de retalhos”, qualquer tipo de mudança é sofrível e demorada.
  • A cada mudança surgem diversos bugs em todas as partes da aplicação, pois existe muito acoplamento entre suas divisões, “tudo está acoplado com tudo”.
  • O time que trabalha na aplicação atualmente não concorda com a forma com que foi escrita e não está satisfeito em trabalhar nela.

Algumas situações muitas vezes não possuem uma escapatória, por exemplo o envelhecimento natural da aplicação. É muito caro manter uma aplicação sempre alinhada com a última versão da tecnologia, logo, algumas vezes prefere-se optar por saltos (atualizar a cada X tempo) ou simplesmente reescreve-la depois de alguns anos.

O cenário de envelhecimento da aplicação é um dos menores, geralmente a aplicação morre muito antes da hora. Eu trabalhei em uma empresa onde assisti a mesma aplicação ser reescrita 1 vez ao ano durante 3 anos. O que ocorre de tão errado assim?

Existem muitos motivos para tudo dar errado:

  • Equipe tecnicamente despreparada.
  • Falta de um líder técnico ou arquiteto que conduza o time e evite a deformação da aplicação.
  • Escopo mal planejado, falta de entendimento da entrega.
  • Prazo mal calculado.
  • Falta de visão. Típico caso do sisteminha de cadastro que virou um “ERP”.
  • Gestor de equipe que pula etapas e/ou não valoriza (não conhece) boas práticas, impondo uma metodologia que funciona apenas na teoria dele.

Motivos para dar errado são muitos, fazer software da forma correta é infinitamente mais complexo que simplesmente entregar software. É necessário ter uma boa equipe, um bom líder e um bom gestor.

Software é um bem durável assim como uma TV, Geladeira ou Carro, paga-se muito caro para desenvolve-lo e muito caro para mante-lo. A diferença é que o software precisa ser flexível e adaptar-se às constantes mudanças de escopo, logo não pode possuir uma engenharia fechada como uma TV e geralmente é ai onde mora a maioria dos problemas.

Para garantir um bom funcionamento da aplicação de forma que ela se adapte às diversas mudanças de escopo com o mínimo de esforço necessário e sem gerar outros problemas secundários, é preciso projetar a aplicação, não basta simplesmente escrever a aplicação e entregar.

Alguns pontos importantes devem sempre ser abordados:

Processo

Processo de desenvolvimento de software é um tema extenso demais, portanto deixarei apenas alguns pontos em destaque que devem ser levados bastante em consideração.

Processo de desenvolvimento de software é um processo diferente de outros, porém infelizmente ainda existem gestores que imaginam que desenvolver uma aplicação é o mesmo que construir um prédio, um navio ou um avião.

Durante a construção de um prédio com a obra em estágio avançado é praticamente impossível aplicar mudanças que mudam o aspecto do projeto, existe uma engenharia fechada e projetada para ser daquela forma, qualquer mudança poderia impactar em ter que iniciar novamente do zero.

Uma aplicação bem projetada deve ser flexível e estar aberta para mudanças de escopo com menor esforço necessário, portanto não devemos nos apegar em simplesmente entregar o que foi inicialmente levantado.

Uma das formas mais práticas de atender a necessidade do cliente é a entrega contínua, releases parciais para acompanhamento e feedback do cliente, é muito mais fácil ajustar uma mudança de escopo com a aplicação 30% desenvolvida do que se estivesse 100%.

Focar em definir bem os requisitos das entregas mais próximas é muito melhor que tentar documentar 100% do projeto antes mesmo de iniciar a codificação.

Sim estamos falando de metodologias ágeis como o Scrum por exemplo, um projeto de software é diferente de um projeto de construção civil e merece um framework de desenvolvimento interativo e incremental.

Planejamento

É necessário analisar qual será o porte da aplicação, não existe uma receita para todo tipo de aplicação, se ela for grande e complexa é necessário abordar alguma prática de arquitetura, por exemplo DDD.

Se a aplicação for simples é necessário evitar exageros e complexidades que não beneficiam as funcionalidades da aplicação.

Orientações como o KISS e o YAGNI dizem para evitar os exageros e manter a aplicação simples, é fato, mas isso não significa que você deve fazer tudo na camada de apresentação por exemplo, uma mínima divisão de responsabilidades é essencial para a qualidade de qualquer tipo de aplicação.

Arquitetura

Arquitetura é a base de tudo, é muito importante fazer a escolha ideal e evitar a famosa “arquitetura BOLOVO” de 3 camadas (Modelo, Business e DataAccess).
Hoje em dia está claro que apesar de funcionar e ser simples esse modelo traz muitos problemas.

É muito importante ter uma pessoa no papel de arquiteto, que conheça diversas estratégias de arquitetura e saiba aplicar bem os inúmeros patterns disponíveis.

Uma vez que possui sua arquitetura definida a aplicação deve se manter dentro do aspecto da arquitetura original, corromper camadas para acessar mais facilmente o banco ou para resolver mais rapidamente um problema pode ser considerado um crime.

Descaracterizar a arquitetura de uma aplicação é o primeiro passo para a famosa “Colcha de Retalhos”. O arquiteto ou líder técnico deve ser responsável por garantir que a arquitetura não esteja sendo corrompida e que seja mantida dentro de sua proposta em toda extensão da aplicação.

Codificação

Mesmo com uma arquitetura definida a tarefa de codificação ainda é complexa e não existem motivos para ser diferente. Codificar exige muitas habilidades além do próprio conhecimento da linguagem e plataforma.

É importantíssimo valorizar os princípios básicos da orientação à objetos como o SOLIDque apesar de ser básico podemos dizer que grande parte dos desenvolvedores ainda não sabem como escrever código usando injeção de dependência (DIP) para evitar o alto acoplamento. Realizam heranças sem sentido apenas pelo fato de um objeto herdar hierarquicamente de outro no mundo real. Deixam o princípio de responsabilidade única de lado (SRP) e não criam classes extensíveis (OCP) deixando o código sempre aberto.

Entre outros pontos falhos não citados, os mencionados acima já são responsáveis por grande parte dos problemas existentes em nossas aplicações. Codificar não é uma tarefa menos grandiosa como arquitetar um sistema, pelo contrário, precisamos valorizar mais o programador que possui esses conhecimentos.

Padrões de codificação como nomenclaturas e regras são importantes para manter a expressividade e facilidade de leitura do código. Antigamente programadores se gabavam por fazer códigos que somente eles entendiam, isso não deve existir, o código é uma série de instruções que devem ser de leitura clara e leve, muitas vezes dispensando uma documentação própria.

Uma técnica de codificação que vem ganhando popularidade é o TDD, apesar do TDD ter seu nome diretamente relacionado com testes o TDD na verdade é sobre codificação, os testes que guiam a codificação via TDD servem para garantir a qualidade do código que no final também garantem a sua testabilidade.

Testes

Testes é um assunto complexo, primeiramente devemos entender que teste de software não é apenas rodar a aplicação e ver se tudo está funcionando.

Existe mais de um tipo de teste, podendo ser de unidade, de integração e etc.

Os testes de unidade são necessários quase sempre, podemos dizer que 80% de cobertura de código através dos testes é um resultado bem positivo. Testes de unidade são muito importantes para garantir a boa escrita do código e validar a sua funcionalidade durante o desenvolvimento. Se durante a codificação um teste falhar pode significar que alguma coisa foi feita de forma que o código deixou de funcionar como deveria, logo evitará o deploy prematuro em produção e que o cliente tenha a infelicidade de descobrir um novo bug.

Descobrir um bug em tempo de codificação é N vezes mais barato que descobrir um bug em produção, evita retrabalho, horas extras, replanejamento de deploy, insatisfação com o cliente etc.

Muitas pessoas alegam que escrever testes de unidade fazem o software custar mais caro, pois aumenta mais o esforço de codificação. Isto parece fazer sentido se olharmos apenas no sentido da entrega, mas mesmo assim não faz. Os testes exigem mais esforço de codificação, porém conforme a cobertura de testes aumenta a velocidade de entrega aumenta junto, pois os testes facilitam muito as futuras modificações.

Contabilizar o esforço apenas baseado na entrega é uma falha. Devemos sempre levar em conta a manutenção e evolução, e quando falhamos nesse aspecto estamos iniciando o ponto onde a aplicação vai se tornar cada vez mais complexa para se testar, evoluir, receber manutenções.

Costumo dizer que programamos uma aplicação durante 6 meses e a mantemos durante 3 anos ou mais, sendo assim nosso foco deveria ser na manutenção e evolução e não apenas na entrega. Todo lucro obtido numa entrega mal planejada será perdido durante a manutenção, podendo inclusive chegar ao negativo, e esse é um dos principais motivos que levam diversos projetos falharem e se transformarem em prejuízo quando deveriam continuar gerando lucros.

Os testes de unidade são de responsabilidade do desenvolvedor, os testes de integração e etc podem ser de responsabilidade de um profissional de qualidade ou simplesmente de toda a equipe (equipes multidisciplinares sabem codificar e testar).

Testes de unidade garantem a qualidade de escrita do código e de sua funcionalidade, um código que não está coberto por testes não é um código confiável. Não existe processo ágil de desenvolvimento sem testes, portanto está claro. Testar é preciso!

Quando tudo deu errado.

O planejamento da aplicação não foi bem feito, a arquitetura não foi bem desenhada para atender o propósito da aplicação, a codificação está estruturada, acoplada e sem padrão, não existem testes de unidade e realizar qualquer manutenção significa alterar diversas partes do código e ser obrigado a testar manualmente todas funcionalidades de ponta a ponta, mesmo assim sempre escapando alguns novos bugs.

As noites são longas quando é necessária alguma manutenção, o deploy em produção é uma aventura preocupante, a satisfação de trabalhar no projeto já não existe mais e a pressão não vale a pena.

O gestor do projeto não aceita mais tantos bugs e exige mais assertividade, questionando inclusive a capacidade técnica da equipe, o cliente não aceita mais os prazos para ajustes simples e não quer pagar a mais por isso também.

Não dá mais!  Vamos precisar reescrever essa aplicação do zero.

Artigo publicado originalmente em eduardopires.net.br

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Autor

Eduardo Pires é Arquiteto de Sistemas, Desenvolvedor, Palestrante e Blogueiro. Atuando na área desde 2001 adquiriu experiência em projetos nacionais e internacionais. Atua como consultor independente prestando consultoria de Arquitetura, Desenvolvimento e ALM para empresas no Brasil. Possui as certificações MSP, MCPD, MCSA, PSD, ITIL V3 e escreve constantemente em seu site buscando dividir conhecimentos e contribuir para motivação de uma melhor formação técnica dos profissionais da área. falecom@eduardopires.net.br http://www.eduardopires.net.br

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