Carreira

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Vai mudar de emprego? De novo?

publicado por Sidnei Oliveira

A mudança é inevitável. Já não há mais desafios, os chefes evitam dar feedback, os benefícios são pequenos, o salário é baixo e uma eventual promoção não deve acontecer, pois é privilégio de poucos “protegidos”. Com um cenário tão ruim e com tantas possibilidades melhores, por que não experimentar um novo emprego?

Já se tornou comum ouvir dos jovens profissionais da Geração Y um ou mais desses argumentos. O discurso está sempre pronto na entrevista de desligamento e parece que nada mais consegue modificar o que já é visto como fenômeno da rotatividade no emprego. O cenário é estudado por consultores e gestores de RH de diversos segmentos, já que afeta e compromete uma das principais estratégias de gestão de pessoas – a formação de sucessores.

Os jovens normalmente se desligam reclamando das oportunidades limitadas de desenvolvimento e carreira, justificando o pedido de demissão na busca de novos desafios que possam expor seus “talentos”, e assim, alcançar o reconhecimento, principalmente financeiro.

É necessário reverter esse quadro promovendo a conscientização dos jovens, pois eles ignoram que esta “estratégia” é a que mais contribui para que recebam desafios de menor valor, afinal, que liderança está disposta a permitir que a falta de experiência coloque em risco os resultados?

O jovem da geração Y precisa entender que, como “novato” na empresa, não receberá aquele desafio mais complexo, do tipo que afeta de maneira significativa o resultado. Para que isso aconteça, será necessário comprovar sua capacidade através do sucesso em desafios mais simples.

Também é na condição de “novato” que o jovem recebe grandes volumes de atividades. Esse fator muitas vezes é fonte de frustação, mas pode e deve ser considerado como oportunidade de mostrar o verdadeiro potencial.

Deixar o posto de “novato” deveria ser a estratégia desses jovens profissionais, mas cada vez que decidem mudar de emprego, são tratados como ”novatos” – de novo.

Quem se habilita a mostrar para eles o que é uma verdadeira carreira profissional?

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Autor

SIDNEI OLIVEIRA – MINI CV Consultor, Autor e Palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y e Z, desenvolvimento de Jovens Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 35 mil profissionais em empresas como Vale do Rio Doce, Petrobras, Gerdau, Santander, TAM, Unimed entre outras. Formado em Marketing e Administração de Empresas, autor de vários livros sobre Liderança e Administração. É sócio-fundador da Kantu Educação Executiva, Vice-presidente do Instituto Atlantis de preservação ambiental e membro do conselho de administração da Creditem Cartões de Crédito e e do Fórum de Líderes Empresariais. É também colunista com artigos publicados nos portais Exame.com, Catho Online, Click Carreira, Café Brasil e InformationWeek Brasil

Sidnei Oliveira

Comentários

8 Comments

  • Sou geração Y e discordo completamente de que temos que ser tratados como novatos!
    Nós não temos a experiência da geração passada, mas a nossa proatividade é muito maior.
    Aqui na empresa onde trabalho só quem realmente resolvem as demandas são os “novatos”.
    Quer ter potencial? Mostre potencial e não simplesmente fique dizendo que tem experiência, pois isso não conta absolutamente nada para a minha geração, nós gostamos de resultados precisos e quanto mais rápidos melhores.
    Não é a geração Y que tem que se adequar a passada e sim o inverso ou vocês ficarão sem mão-de-obra altamente valiosa.

  • Papinho de dinossauro!

  • Com certeza para se pegar um cargo de gerência, deve-se ter a chamada “experiência” citada no post, porém no início de carreira eu concordo plenamente com o “pular de galho em galho”, pois isso proporciona melhores salários e outros tipos de experiência, tais como vivenciar metodologias diferentes, conviver com tipos de pessoas diferentes, estruturas organizacionais distintas, tudo isso é muito importante no currículo também.

  • Não costumo me rotular como geração Y, nem quero discutir o valor dos novatos ou dos mais experientes.
    Mas o que vejo é que muitos novatos precisam exercer tarefas acima de seus cargos para receber promoções. Vejo vários programadores tendo que fazer papel de analista ou de arquiteto por vários meses, para quem sabe conseguir uma promoção de cargo. O que vejo é que as empresas não repassam grandes responsabilidades formalmente para os novatos, mas informalmente, vejo muitos novatos fazerem tarefas críticas.
    E essa situação, justifica a troca de emprego? As empresas não merecem um puxão de orelha também?

    • Perfeito!

  • Geração “X”, “Y”, “Z”… quanto rótulo inútil é criado para definir a mesma coisa… “pessoas”…

  • Ridículo — papinho de dinossauro mesmo.
    Geração Y, X, qualquer que seja — todo profissional merece reconhecimento pelo esforço demonstrado na empresa — se esta não quer reconhecê-lo então está na hora de ‘pular de galho’.

    Ridículo este artigo — não vale a pena nem discuti-lo.

  • Os tempos mudaram, a carreira profissional também.
    Nada mais justo que os profissionais desejarem a mudança para onde são reconhecidos.
    O tempo de serviço só tem importância para o cálculo do FGTS. No mercado de trabalho, o talento é quem dita o futuro. As empresas que não percebem isso vão acabar por perder estes talentos.

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