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Tecnologia e diversão, o caminho para a Disney

publicado por Francisco J S Fernandes

Quem vai a um parque de diversões procura, obviamente, diversão. Para pessoas como eu, que cresceram indo ao Tivoli no Rio ou ao Play Center em São Paulo, parque de diversão era sinônimo de roda gigante, carrossel e montanha russa. Mas os anos passaram, a tecnologia evolui bastante e passou a fazer parte dos parques de diversão. Inicialmente como vídeo games e fliperamas. As formas tradicionais de diversão, com equipamentos mecânicos, foram ficando ultrapassadas e sendo aos poucos apimentadas pelos avanços tecnológicos. Em alguns casos, a tecnologia é responsável por 100% da diversão. Que o diga os parques da Disney em Orlando, na Florida, e também os da Universal, na mesma cidade. Não estou falando de jogos eletrônicos, e sim de um mundo completamente diferente criado pela realidade virtual e o uso maciço de projeções em 3D e recursos adicionais que muitos chamam de 4D e até 6D.

Quem esteve nos últimos anos na Disney sabe do que estou falando. Algumas atrações são verdadeiras surpresas, onde não se vê o que vai acontecer, porque na verdade o suspense tem a ver com a própria diversão em si. São atrações que mesclam projeções em 3D, com movimentos mecânicos em carros, cadeiras, bicicletas ou mesmo caminhando a pé.  A maioria das atrações mais modernas apresenta projeção em 3D. Algumas são como uma sala de cinema, mas com muito mais interação. Estas são as implementações mais simples. Outras não, incorporam um cenário onde a imersão do publico se dá em 180 ou 360 graus, e onde literalmente perdemos a noção da realidade. A brincadeira chega ao ponto de simular vento, chuva, odores, iluminação, toques, solavancos, buracos, tiros, neve. As quedas, os tiros, os movimentos, as surpresas, tudo parece real. Tudo proporcionado por múltiplos projetores de altíssima geração, movimentos sincronizadíssimos, infraestrutura caríssima e avançada e uma estrutura cuidadosamente projetada para que os expectadores incorporem o ambiente e as ações e realmente se sinta em outra galáxia, numa nave espacial, em um passeio numa asa delta ou mesmo em múltiplos cenários. E como a coisa é virtual, algumas atrações dispõe de um grande número de alternativas de execução, o que permite que a mesma pessoa repita o trajeto várias vezes, com resultados diferentes a cada tentativa.

Cada atração na verdade é um verdadeiro projeto. Leva anos até saír do papel e virar realidade. Consomem muitos milhões de dólares, investidos deste a aquisição dos direitos autorais, passando pelo projeto e obra, até a inauguração. Uma próxima atração a ser inaugurada em 2018 tem custo estimado de 600 milhões de dólares, e deve começar a ser construída em 2013.

As atrações tradicionais coexistem, mas estão cada vez mais relegadas a um plano inferior, não pela emoção que provocam, mas por serem mais previsíveis. Uma corredeira que molha todo mundo ou aquela montanha russa de tirar o fôlego ainda são fantásticos, mas o apelo virtual que possibilita fazer uma criança sentir-se realmente parte de uma historia com seu personagem favorito, tem ganho cada vez mais espaço. E basta ver as atrações que estão sendo planejadas para se confirmar que as atrações virtuais serão as principais. E não somente as crianças são impactadas. Uma das atrações principais simula um voo de asa delta, que parece tão real que chegamos a sentir o cheiro de laranja quando passamos num laranjal, e a brisa no rosto o tempo todo.

Se você gosta de tecnologia embarcada em diversão, já sabe onde planejar suas próximas férias !

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Autor

Profissional de IT e apaixonado por tecnologia, Francisco é Arquiteto de Soluções com mais de 25 anos de experiencia no mercado de TI em diversas empresas como BID, HP, EDS, Fininvest, Unibanco, Banco Nacional e Sul America Seguros. Escrever é um dos seus hobbies e, além de tecnologia, é aficionado por música, viagens, fotografia e futebol. Meus contatos são: LinkedIn: http://br.linkedin.com/in/franciscojsfernandes E-mail: kikofernandes@gmail.com Twitter: @kikofernandes71

Francisco J S Fernandes

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