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Redes Sociais nas Corporações (Risco ou Diferencial Competitivo?)

publicado por Paulo Carmo

É cada vez mais importante discutir a real necessidade e/ou vantagem do uso das chamadas Redes Sociais ou Mídias Sociais pelas empresas, enquanto diferencial competitivo. Como citei no artigo anterior, ocorreu recentemente a 20ª edição do CIAB / 2010, Congresso Internacional de Automação Bancária, em São Paulo, onde além de tecnologias relacionadas às áreas do setor financeiro, o centro das discussões girou em torno da chamada geração “Y”. Isto mesmo, aquela geração nascida entre os anos de 1978 e 1988, considerada altamente antenada nas novas tecnologias e tendências futuras. Não são mais as empresas que entrevistam os futuros profissionais contidos ou não na geração “Y”, mas são os profissionais que questionam as oportunidades de carreira e crescimento profissional, exigem equilíbrio entre vida profissional e pessoal, alertam para as tendências da meritocracia, são empenhados no autodesenvolvimento pessoal e profissional, entre outros fatores.

Dados estatísticos revelam que esta geração está para assumir, brevemente, os principais postos de comandos e de decisão dentro das empresas, no cenário executivo mundial. Mas estariam estas mesmas empresas preparadas para este novo cenário !? Seriam as Redes Sociais apenas mais um modismo (ou mais uma “bolha”) ou uma tendência a se perpetuar, mesmo não obstante as mudanças e melhorias que sempre ocorrem no dia-a-dia !?

Muitos profissionais já se utilizam das diversas Redes Sociais, como por exemplo MSN, Linkedin, Facebook, Plaxo, Sonico, Youtube, Orkut, Twitter, entre outras, cada uma delas focada no seu objetivo próprio de existência. No entanto, dentro das grandes empresas existem outros aspectos que devem ser considerados para o uso efetivo de tais ferramentas ou plataformas.

Diversos pontos poderiam ser aqui discutidos na tentativa de entendimento quanto aos fatores que levariam tanto profissionais quanto empresas a não se utilizarem dos benefícios (e Riscos) das Redes Sociais. Alguns deles certamente estariam ligados ao próprio desconhecimento ou falta de orientação técnica, resistência de alguns CIO’s menos antenados quanto as novas tendências, inexistência de uma Estratégia de Marketing para este novo canal nas empresas, bem como demais aspectos ligados à Segurança da Informação, Riscos de Imagem e Privacidade On-Line. No entanto, o Brasil está conectado na nova Web 2.0. O mundo está conectado !

Cerca de 80% dos brasileiros “On-Line” frequentam ou mesmo possuem perfis nas Redes Sociais, e compartilham suas idéias ou opiniões sobre acontecimentos, marcas, serviços, produtos, empresas, etc. Desta forma, se temos consumidores dispostos a falar, por que não ouvir ! Por que não estabelecer um novo canal de comunicação direta com este novo público, objetivando entender cada vez mais as suas reais necessidades e opiniões, possibilitando cada vez mais melhoria no relacionamento !?

O entendimento dos conceitos abrangentes do Marketing ligados às Redes Sociais no contexto da Web 2.0, torna-se uma ferramenta poderosa para a evolução profissional bem como empresarial na direção da LUCRATIVIDADE e da COMPETITIVIDADE.

Tais aspectos podem se tornar em breve um grande DIFERENCIAL competitivo, ligando cada vez mais tanto profissionais quanto empresas e seu público consumidor em canal direto com as novas necessidades de produtos, serviços e atendimento nos novos tempos da Internet.

Torna-se, portanto, cada vez mais importante, entender as novas Mídias Digitais enquanto PLATAFORMAS de negócios na nova era das comunicações. Enquanto algumas empresas pensam em iniciar, milhões de pessoas interagem, o público consumidor já está ativo e atuante, colocando sua opinião que tem mais peso nas mídias que comerciais pagos na TV, os competidores avançam, o mundo de modifica a cada instante, novas tendências e novas ferramentas estão surgindo !

Um estudo recente divulgado pela Forrester Research prevê que as vendas online no varejo americano terão um crescimento médio anual de 10% até 2014 e que a internet influenciará 53% das vendas totais do varejo do país. A expectativa da próprias Forrester é que o “e-varejo” movimente cerca de  US$ 249 bilhões daqui a cinco anos, enquanto as vendas influenciadas pela internet alcançarão US$ 1,41 trilhão.

É chegada a era da transparência, do engajamento, do compartilhamento das informações, da viralização, da colaboração, do networking, da fidelização, do relacionamento, da parceria, da opinião, da educação !

Então, o que estamos esperando !?

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Autor

- Professor do Curso de Pós-Graduação em "Gestão Estratégica da TI" na Universidade FEI - SP (Campus Tamandaré - Liberdade) nas disciplinas de "Governança de TI" e "Marketing em Redes Sociais". - Consultor Especialista em Governança de TI e Social Media Marketing pela EGV Consultoria (www.egvconsultoria.com.br). - Palestrante em Governança de TI, Social Media e Gestão de Projetos (PMO). Twitter: @pacarmo / @EGVCONSULTORIA Linkedin: http://br.linkedin.com/in/paulocarmo Facebook: http://www.facebook.com/pages/EGV-Consultoria-de-TI/101861886542995?created A EGV Consultoria (@egvconsultoria) atua em projetos de GaaS (Governance as a Service, Gestão de Projetos e PMO, palestras e projetos de Comunicação via Mídias Digitais).

Paulo Carmo

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