Carreira

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Promiscuidade profissional

publicado por Vinicius Passos Silva

Muito tem se falado sobre coaching, liderança e feedback, inclusive escrevi um artigo dedicado a esse ultimo tema que pode ser lido aqui.

O que pouco escutamos ou lemos é sobre a dificuldade das empresas na chamada retenção de talentos. Após investirem em recrutamento, seleção, capacitação e treinamento de seus profissionais, as empresas assistem a muitos deles se desligarem seduzidos ora por um salário maior, ora por melhores benefícios, pelo título ou cargo a ser ocupado ou até mesmo pelo status conferido pelo nome da nova empresa.

Devemos acrescentar a este aspecto a cultura disseminada de que uma carreira de sucesso constrói-se através de diversas experiências profissionais em múltiplas empresas. Sim, grande parcela dos profissionais acreditam que só ganharão senioridade ou sucesso através da passagem por diversas companhias.

Houve um tempo em que o profissional confiável e competente era aquele que não passava por mais do que uma ou duas empresas até sua aposentadoria. Muitas das vezes este profissional iniciava sua carreira em cargos operacionais e terminava a mesma em cargos executivos. Atualmente isso é encarado como sintoma de acomodação, aversão ao riscos, falta de dinamismo, falta de ambição, ausência de metas e etc.

Existe alguma regra, algum manual, onde está escrito que a rotatividade de empregos é necessária ou mesmo saudável? Por que o profissional não pode planejar e traçar sua carreira atuando em uma mesma organização? Organização essa que ofereça um ótimo ambiente de trabalho, estabilidade, boas remunerações, onde nos alinhamos à sua cultura,  seus valores e demais pontos.

Estamos vivenciando uma época de promiscuidade profissional, onde as empresas estão pouco interessadas em desenvolver e reter seus talentos e estes, por sua vez, entendem que se manter na mesma empresa por anos significa a estagnação profissional, parar no tempo, realizar as mesmas tarefas, deixar de estudar, de aprender, enfim, de evoluir. E isso pode acontecer mesmo pululando de uma empresa para outra.

Não estou defendendo que o profissional permaneça em uma empresa sem perspectivas, com poucos incentivos, ambiente ruim ou até mesmo com uma visão ou missão pouco atraentes. O que deve ser considerado é se a mudança for fruto de decisão madura decorrente de falta de reconhecimento, clima organizacional desgastado ou por força de proposta irrecusável, assegure-se de que, quando o entusiasmo arrefecer e a rotina se instalar, talvez a nova empresa não se mostre uma autêntica “big five”, cerceando sua autonomia, eliminando privilégios e exigindo o comprometimento que um dia você acreditou não precisar.

Abraços!

Vinícius Passos Silva
@VipSilvaTI

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Autor

Vinícius Passos Silva é Graduado em Sistemas de Informação com Pós Graduação em Gestão de Projetos e MBA de Gestão em Tecnologia da Informação. Possui 21 anos de atuação no mercado de Tecnologia da Informação tendo atuado em posições de liderança em empresas nacionais e multinacionais dos mais variados segmentos.

Vinicius Passos Silva

Comentários

3 Comments

  • Na minha opinião, acredito que não existe esse investimento que você comenta das empresas em treinamento. Raramente eu recebi um. A empresa sempre espera que o profissional busque por conta própria um conhecimento, que é pra ser aplicado naquela empresa. Ponto contraditório, eu acho, afinal de quem é o interesse? De ambos, sim mas falta equilíbrio. Também tem o ponto em que o profissional percebe que logo pode ficar defasado, percebe que a empresa, pelo perfil dela, não investem tanto em tecnologias, e por isso o profissional acaba saindo por medo de ficar muito para trás. Sabe que um ano hoje é suficiente pra você penar pra alcançar o mercado. Até menos, dependendo do momento. Falta equilíbrio, bom senso por falta de alguns profissionais e a contrapartida da empresa. Falta pra todos os lados.

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