Carreira

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Pressão: A nova ordem mundial

publicado por André Sousa

Estava viajando na maionese estes dias sobre o tema “pressão”, lembrando algumas coisas que passei e passo ainda. Cheguei à conclusão que a “nova ordem mundial” é bem clara: fazer mais, com menos, e cada vez melhor. Esta é a grande onda que vem sendo muito explorada quando se fala de modernidade. A isto, eu diria que escolheram uma palavra moderna também: otimização de recursos. Esta onda de otimização de recursos veio crescendo de forma tão intensa que já há um bom tempo pulou o muro que separava mundos privados e mundos estatais. Hoje, até as grandes estatais estão correndo atrás da famosa otimização de recursos. Agora, vamos e venhamos, “fazer mais, com menos e melhor” é uma frase muito bonita, quase filosófica. Mas, como será que as pessoas que precisam lidar com essa “nova ordem mundial” estão lidando com a pressão gerada por este pensamento?

Não tem por onde correr, qualquer um está sujeito à pressão do mundo moderno, principalmente aqueles que estão ligadas a grupos de pessoas e lidam com isto quase que diariamente. No trabalho, na família, em um trabalho social, sempre existirão metas, objetivos, prazos e recursos a serem gerenciados. E daí vem o grande desafio: Como trabalhar a pressão nas nossas costas? Não é uma pergunta simples de ser respondida, pois os casos são muito variados, mas tenha certeza que o equilíbrio e o espírito de busca são dois elementos afins que serão diferenciais em qualquer situação. Por sua vez, para desenvolver ambos, é necessário desenvolver uma característica chave: a observação.

Desenvolver a capacidade de equilibrar, ponderar as coisas e se guiar pelo caminho que leva aos resultados esperados vai demandar o aprimoramento dos sentidos, da observação do mundo que está em volta. O sentido da expressão japonesa “Kokorokubari Kikubari” encaixa-se perfeitamente neste caso: “estar atento e ser prestativo”. Desenvolvendo a atenção e prestatividade, será mais fácil identificar o estado emotivo de um superior quando ele lhe dá uma “chamada” por conta de um baixo desempenho da sua equipe ou então de um colaborador quando ele entrar na reunião que tratará desse baixo desempenho. Certamente com o tempo você se tornará um filtro inteligente de pressões. De toda a pressão que receber de seu superior, uma parte ficará com você, outra será passada de outra forma para a equipe ou um funcionário, e outra será passada integralmente, na mesma intensidade. Não há dúvidas que há momento para tudo, inclusive para apenas “repassar a pressão”, mas se isto se tornar uma característica a equipe poderá se tornar simplesmente apática, desenvolvendo apenas 10% do que realmente pode. Da mesma forma, tem horas que não se pode repassar a pressão, mas se novamente isto se transformar em uma característica, provavelmente se tornará um cavalinho em que todos sentam. Sem equilíbrio, você poderá estar jogando sua equipe, sua empresa, sua ONG ou quem sabe seu casamento no lixo. É, repasse essa pressão do seu chefe para o(a) parceiro(a) e entenderá o que estou dizendo.

Toda esta dificuldade em trabalhar com a pressão e o turbilhão de sentimentos que envolvem a liderança é um muro a ser transposto. É preciso ter espírito de busca, muita perseverança e, sobretudo, encarar as pressões como o impulso necessário para superar mais uma barreira rumo ao objetivo. Vejo que em muitas empresas de portes variados este pensamento está cada vez mais sendo estimulado, sendo muitas vezes associado à inteligência emocional, pró-atividade e outros termos. O resultado disto é o crescimento da criatividade e da liberdade dentro do mundo empresarial, uma vez que os programas de incentivo, benefícios e gratificações baseadas na situação específica do indivíduo ou do grupo de indivíduos estão cada vez mais sendo utilizados para aliviar a pressão que fazemos uns nos outros. Home Office, horários flexíveis e folgas adicionais são opções que estão sendo cada vez mais utilizadas nas empresas mais modernas. De certa forma, acredito que estão descobrindo agora que prestar atenção em gente é lucrativo!

E você, já experimentou isto? Pois então tente, estimule seu espírito de busca, aprimore o seu senso de observação e ação. Mas, nunca esqueça: busque o equilíbrio.

Tem duas frases que acredito serem muito pertinentes, e gostaria de finalizar este texto com elas:

Sentido da palavra japonesa “kyudoshin”: “O coração que deseja procurar o caminho certo”

“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é um feito, mas sim um hábito”.
Aristóteles

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Autor

Trabalhando há 17 anos no mercado de TI tive minha atuação sempre ligada ao atendimento a clientes. Iniciando a carreira como suporte técnico em um provedor de internet, adquiri ao longo deste tempo experiência com administração de rede, administração de banco de dados Oracle, desenho de soluções em infra-estrutura, gerência de equipe de suporte e gerência de projetos. Aplico esta experiência hoje na consultoria para empresas na avaliação de projetos e melhoria dos processos de suporte aos usuários da instituição, envolvendo os seguintes temas: - Otimização de equipes de suporte - Gerência de Projetos - Projeto de datacenters com foco em virtualização - Alta disponibilidade - Recuperação de desastres - Proteção e segurança de dados Nas horas vagas, realizo trabalhos voluntários com grupos de jovens, tendo atuado como responsável de grupo por três anos e, atualmente, coordenador da equipe de comunicação regional desses grupos. Fotos, vídeos, viagem e mergulho são meus hobbies. Mais? E-mail me: andre at andresousa.org Linked In: http://br.linkedin.com/in/avfsousa Siga-me: http://twitter.com/invoid

André Sousa

Comentários

2 Comments

  • Ótimo texto! A busca do equilíbrio nos torna pessoas melhores em qualquer ambiente, seja profissional ou pessoal. Isso aí!

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