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Onde estão as vagas de TI?

publicado por Alberto Parada

Figura - Onde estão as vagas de TI?Existe algo errado no mercado de vagas de TI, a imprensa está divulgando com muita ênfase a disponibilidade de uma quantidade assustadora de vagas e comenta que elas não estão sendo preenchidas porque há um apagão de profissionais com qualificação, do outro lado encontramos um verdadeiro exército de profissionais reconhecidamente qualificados que foram dispensados recentemente em função da crise e que não estão conseguindo recolocação no mercado. Então, o que será que está acontecendo?

A crise gerou uma enorme bagunça no mercado, muitos profissionais que estão empregados recebem propostas de mudança de emprego e temerosos de aceitar porque não sabem o que pode acontecer amanhã, decidem manter o que é certo do que arriscar no que pode ser duvidoso.

Os profissionais que foram desligados e estão à procura de “novos desafios”, relutam em aceitar uma contratação com salário e benefícios menores do que tinham na última empresa, e para bagunçar em definitivo a situação, as empresas sabendo que existem muitos profissionais no mercado estão fazendo leilão das suas vagas.

Prestando um pouco de atenção nas principais redes sociais e sites de empregos, facilmente verificaremos que diversas vagas recebem um número assustador de candidatos e mesmo assim, permanecem abertas.

Será que nenhum dos candidatos que se inscreveram para uma vaga não possui as qualificações desejadas pela empresa, ou será que as empresas estão querendo pagar menos? Ou simplesmente estão apenas realizando uma pesquisa de mercado?

Parece que a lei da oferta e procura está em alta e as empresas estão tentando derrubar os salários, enquanto os profissionais que procuram recolocação ainda se mantêm relutantes em reduzir seus rendimentos e seus benefícios.

Com as previsões calamitosas de crise forte pelos próximos dois anos, fica Óbvio saber onde a corda irá estourar, o mercado que já “vinha se prostituindo” ficará ainda pior. A tendência é de redução forte dos salários, dos benefícios e do modelo de contratação, a informalidade tende a ganhar mais espaço e as conquistas alcançadas nas últimas décadas certamente irão para o ralo.

Mesmo com todas essas previsões, o mercado para os profissionais de TI ainda está muito melhor do que para outros mercados que simplesmente pararam, mas o pessoal precisa se unir para não passar por situações constrangedoras de ficar buscando vagas que não existem ou que são impossíveis de serem alcançadas.

Se muitas empresas estão utilizando de artifícios não corriqueiros para fazer hunting de candidato, os candidatos precisam antes de entrar em desespero e sair aceitando qualquer coisa, se unirem e conseguir informações mais precisas sobre as vagas, de nada adianta recomendar uma vaga para um amigo desempregado se não se sabe minimamente se ela existe ou se os recrutadores estão dispostos a contratar ou apenas fazer uma pesquisa de mercado.

Portanto antes de ficar enviando uma enxurrada de CVs para um monte de vagas e se frustrar por não receber nenhuma ligação para uma sondagem ou entrevista, contate seus amigos e divulgue o que você procura, assim, efetivamente é mais provável que você tenha mais sucesso, porque muitas vezes a sua vaga pode estar nas mãos do amigo do seu amigo.

[Crédito da Imagem: Vagas de TI – ShutterStock]

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Autor

Fundador do : descomplicandocarreiras.com.br

Alberto Parada

Comentários

4 Comments

  • Prezado Alberto, vc está certíssimo, estou percebendo isto no momento porque vivencio esta situação. Boas dicas… Abcs.

    • Nobres colegas; sinto muito lhes informar, mas a verdade que eu vejo é bem pior do que imaginam. Vocês (nós) estão vendo apenas a pontinha do Iceberg. De fato qualquer área vai sofrer com essa noticia de apagão de talentos, não me resta dúvida alguma. Todos acreditam piamente nas vagas anunciadas existentes e no apagão de talentos. Isso é exatamente o que querem que aconteça. Irei fazer algumas indagações para que pensem apenas;

      Quem de fato superfatura (se beneficia) com esse tal apagão (geral)?
      Quem foi o responsável em 2007-2008 por essa notícia?
      Como sobrevive uma empresa de RH?
      Quem controla (fiscaliza, legislam, etc) essas empresas?
      Em 2008, quantas empresas de RH existiam, e quanto existe hoje (no Brasil)?

      Bem, nobres colegas. Quem deu essa notícia, era de RH (terceirizada), a mídia que propagou é de peso. Quem vive dessa intermediação, quer vender montanhas de pacotes para os dois lados dessa estória; o empresário (dono das vagas) e o interessado nas vagas. Quanto maior tempo essas empresas controlarem o mercado, mais elas faturam. Antigamente essas empresas ganhavam a comissão nos contratos, por pessoa contratada. Mas a concorrência de atravessadores com montes de pacotes agregados para aumentar faturamento, cresceu assustadoramente! Já pesquisaram no LinkedIn termos em torno do “Recursos Humanos” de empresas desse tipo? Vocês vão se assustar que o Brasil está sempre entre os três primeiros lugares, e na maioria das vezes no primeiro lugar, com números 50% a 100% maiores que outros países (alguns desses países do tamanho do estado de SP)

      Acho que já é visível para os nobres colegas, que esses atravessadores, sem fiscalização e sem uma regulamentação real estão fazendo com as vagas e empregados! Qualquer um pode abrir uma empresa de RH e afins. Quantos candidatos aparecem para uma vaga (qualquer área)?

      Antigamente, se entrava em contato com a empresa da vaga, falava com o responsável direto da vaga e pronto, tudo resolvido. Abria-se o jornal de domingo e lá estava: Empresa NOME TAL, LOCAL TAL, ESPECIFICAÇÕES CARGO, CONTATO, e pronto, resolvido. Agora temos mais de 10.000 sites afins, 5.000 empresas intermediadoras, anúncios cabulosos (mal escritos, sem informação) e um contato esdrúxulo! Todas essas empresas apresentam um milhão de dicas de eliminação, mas nunca garantem eficácia de contratação alguma. Marketing perfeito pra ficar enrolando ambos os lados e ter contratos longos de busca para recolocação, que não será certo (a não ser que se pague um alto valor)

      Não vai haver espaço aqui para demonstrar aos nobres colegas que essa “trama” é simples, possível explicar cada passo, visível a qualquer um e está afundando as relações de trabalho no Brasil.

      A dica do QI já foi boa, mas infelizmente não funciona mais, porque o QI não tem acesso direto nos tramites de contratação. Tudo deve ainda passar pelo DP/RH interno das empresas. Vocês acham que os donos das empresas de RH externas ligam para qual departamento para amarrar a vaga com a sua empresa de RH? Vocês acham que não há acordo de ganhos de comissão entre as RHs externas e o RH interno? Não enxergaram a extensão do caos? O QI fica impotente, porque o controle real do sistema não está em suas mãos. Nem do dono da empresa dono da vaga, geralmente o dono dá plenos poderes a este setor, não fiscaliza-a!

      Parece paranóia minha? Com certeza absoluta, mas eu lhes darei 1 dica para quebrar um pouco desta hegemonia:

      O anúncio da vaga diz de quem é a empresa real contratante? Que dono de empresa não quer seu nome em uma vaga ou em qualquer lugar positivo? Não tem nome da empresa, duvide da veracidade. Conseguiu o nome da empresa? Entre em contato com o RH interno da vaga. É verídico, a vaga existe, candidate-se! Não consegue, retorno? Te tratam mal? Há fortes indícios de rolo de RH. Entre em contato com o setor de vendas e peça um baita orçamento. Eles vão ficar loucos no seu pé, dia e noite. Vão te tratar com tapete vermelho. Marque uma entrevista na empresa, e detone a verdade sobre o mau tratamento do RH. As suas chances serão muito melhor e maiores encurtando o caminho ardoroso que as empresas intermediárias estão causando nesse país. Há donos de empresas que mal sabem o que ocorre no DP/RH e vão adorar ter em seus quadros pessoas ousadas, criativas, que contornam problemas, que buscam soluções! Mas fica avisado que seus nomes estarão automaticamente na Black List dos RHs (se já não estiver). Alguém duvida?

  • O artigo foi bom, mas o comentário do Mário Meyrelles conseguiu ser melhor ainda. Parabéns a ambos.

  • Seu comentário vai de encontro com o que venho dizendo há alguns anos sobre a nossa área.

    Sinto-me feliz por encontrar alguém que possua os olhos abertos!

    Só que o que está ocorrendo na TI não é exclusivo na nossa área. Somente está evidente porque os outros segmentos estão em baixa com a crise. Em geral, todos as áreas estão passando por isso; é mais uma questão de momento cultural.

    O que está ocorrendo é o afastamento das instituições de ensino – escolas, faculdades e cursos preparatórios para certificações – das empresas em geral. Está mais fácil conseguir um emprego (ou a sua perspectiva) com um amigo e estudar depois, do que o contrário.

    As empresas não estão mais olhando o retorno que o funcionário terá ao longo prazo. O boom da nossa área já ocorreu em nosso mercado brasileiro, o que quer dizer que não há aumento significativo de novos projetos.

    Isso implica no maior foco em gestão dos projetos do que na sua execução.

    Por consequência, as empresas olham agora os funcionários como despesa – pois seu salário não está mais proporcional ao número de projetos, passando a ser custo fixo. E dessa forma, as empresas estão buscando pessoas que aceitem menores salários.

    Menor salário, menor disposição para estudar, pois o retorno não compensa mais. E o ciclo continua.

    A crise atual vai piorar? Sim, vai e muito. Vai durar um bom tempo? Sim, e creio que esses dois anos de crise são poucos, vai durar mais ainda, pois estamos em uma situação de estagnação e nem chegamos ao fundo do poço, pois um bom número de pessoas ainda consegue trabalhar.

    Quando o governo brasileiro ficar sem dinheiro para pagar os juros da dívida pública, tal como ocorreu com a Grécia, aí que a coisa vai começar a ficar preta.

    Só que não existe “União da América do Sul” para ajudar, o Mercosul é só um conjunto de acordos comerciais. Vamos ficar na mão do FMI e de nossos antigos credores internacionais, além de ter que privatizar muito mais do que as poucas estatais que possuímos. Vamos ter que dar concessões de terras, rodovias, metrô, etc.

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