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O futuro da indústria da mídia

publicado por Mauricio Veneroso

Se perguntássemos a nós mesmos o que buscamos quando compramos um CD de música ou um DVD de um filme, a resposta óbvia seria ouvir músicas ou curtir um filme.

Mas para que você quer a mídia? Ora! É claro que quero a mídia (o CD ou o DVD) para poder escutar a música ou curtir o filme na hora que eu quiser!

Mas e se não tivéssemos a mídia e de alguma maneira pudéssemos ainda ter acesso às músicas e aos filmes que quiséssemos?

Sem considerar as ofertas de “Video On Demand” oferecidas no mercado, é de conhecimento de todos que curtir uma música ou um filme já é possível sem DVDs ou CDs, utilizando-se equipamentos de mídia centers ou discos rígidos portáveis. Mas mesmo assim ainda dependemos de nossa própria mídia.

Na luta contra a pirataria, a indústria de músicas e de filmes do mundo todo começou um novo modelo de comercialização de suas produções, vendendo o conteúdo para ser baixado pelo consumidor no dispositivo que preferisse.

Mesmo assim, esse modelo ainda é “pirateável”, pois quem compra o conteúdo e baixa para o seu dispositivo, ainda pode facilmente “compartilhar” com outras pessoas, o que não é legal.

O próximo passo seria vender o acesso para esses conteúdos, para que o consumidor não precisasse guardar aquele filme ou aquela música para poder ouvi-la e isso já acontece de maneira ainda incipiente. Porém esse ainda não é um modelo definitivo, pois ainda seria atacado pela indústria da pirataria.

O modelo definitivo seria fornecer acesso a qualquer conteúdo de maneira totalmente gratuita. Parece loucura a princípio, mas tem um fundamento muito semelhante aos modelos praticados atualmente por provedores de conteúdo e por sites de armazenamento de músicas e vídeos.

Para entender melhor, basta fazer a seguinte pergunta:

Você aceitaria ter acesso à sua música predileta ou aos filmes que mais gosta, sem necessidade de armazená-la em diversas mídias, com o “inconveniente” de ver uma propaganda no inicio do filme ou da música ou um logotipo de alguma marca durante o filme ou uma vinheta durante a música ou até mesmo citações de marcas nesses itens?

Acredito que a maioria, senão a totalidade das pessoas aceitaria isso de maneira muito natural, já que teria acesso irrestrito a qualquer conteúdo a qualquer momento e sem a necessidade de ter que armazenar aquele monte de bytes.

Os celulares e os “tablets”, em conjunto com a enorme teia de redes wireless já são o caminho para acessar esses conteúdos.

Isso sem considerar que olhando de maneira muito objetiva, músicas e filmes são tanto conteúdo quanto as novelas transmitidas pela TV aberta e quanto aos textos publicados pelos diversos sites de relacionamento e de notícias.

Até mesmo na indústria da mídia impressa já existem empresas que aderem nesse fornecimento de conteúdo de maneira gratuita com alguns jornais que são distribuídos nos semáforos das grandes cidades.

Esse modelo é realmente o futuro da indústria da mídia?

Tudo leva a crer que sim mas para tornar-se realidade falta alguém no mercado da música, de filmes, de conteúdos e de TI ser o revolucionário que vai lançar essa novidade em escala suficiente para tornar-se a próxima revolução.

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Autor

Mauricio Veneroso tem mais de 20 anos de experiência na área de TI sendo mais da metade no mercado de telecomunicações. Trabalhou em diversos projetos de desenvolvimento de sistemas. Nos últimos 5 anos sua atuação tem sido voltada para ITSM atuando como Consultor de TI, estruturando equipes de suporte, níveis de serviço e definindo processos de melhoria contínua redefinindo inclusive metodologias de desenvolvimento de sistemas, participando da elaboração de SoWs, RFPs e RFIs para assegurar transições para os times de produção, suporte e sustentação de sistemas com o menor impacto possível para as áreas usuárias e para os times de suporte.

Mauricio Veneroso

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