Mercado

Ξ Deixe um comentário

No futuro, o telefone será o seu computador. E vice-versa.

publicado por L.Midas

Em Maio deste ano, escrevi uma coluna intitulada “Chromebook: O laptop do futuro já nasceu morto. Você ainda vai ter um.”  Hoje gostaria de revisitar alguns dos conceitos discutidos bem como explicar em maiores detalhes minha visão de futuro (Annum 2020) no tocante a dispositivos computacionais.

A primeira coisa a dizer é que, de lá prá cá, tornei-me dependente do meu Chromebook. Exatamente aquele Samsung Series5 que desprezei de início. No artigo, dizia que o tamanho e peso do dispositivo não o tornavam atraente…. pois bem, hoje sou fã exatamente pelo tamanho e peso. Adianto a vocês que não tenho, nem tenho vontade de ter, um tablet. Não passo horas apenas navegando na internet durante o meu tempo ocioso (o que, aparentemente, é o que fazem os proprietários de tablets, notadamente quando assistem televisão – de acordo com as últimas pesquisas de comportamento cibernético). Quando na internet, estou invariavelmente escrevendo, comentando e postando na minha página de escritor ou na página de Redes Sensuais no Facebook. Dirão vocês que basta comprar um teclado. E também algum tipo de descanso para o tablet de forma a poder ajustar o ângulo perfeito de leitura dependendo da iluminação… certo, certo, mas prefiro tudo já prontinho em uma unidade bem-acabada como o Chromebook. A tela de 11 polegadas é de um tamanho ótimo, o teclado excelente (inclusive surpreendentemente fácil de acentuar). Mas o que conquistou meu coração foi a rapidez que o bichinho sai de standby para navegar a todo vapor. Meu laptop Lenovo também acorda quase tão rápido do standby, porém o wi-fi demora vários segundos a ser ativado. No Chromebook é tudo instantâneo. Abriu, tá navegando. Com isso, e um tempo de bateria que “nunca” precisa de recarga, acabou a preguiça: Se estou assistindo TV e bate uma pergunta sobre algo, não penso duas vezes antes de abri-lo, consultar a Wikipédia e fechá-lo de novo. Bateu um pensamento e quero colocá-lo na página de Redes Sensuais? É vapt-vupt! Inigualável!!!

Aí vem um desinfeliz e provoca: “Uai, você não sabe que pode fazer tudo isso no seu celular não?”. Sim, posso! Mas acho um saco teclar na telinha, fora que acentuar é uma tarefa das mais ingratas… Para ler um artigo tenho de rolar a tela infinitamente…. Na verdade, o celular seria suficiente se eu tivesse como adaptá-lo à tarefa em mãos. Se é quero navegar, preciso que a tela seja grande e sensível ao toque. Se é o caso de digitar texto, necessito que um teclado grande, completo, se materialize na minha frente. Em outras palavras, o que desejo é que meu celular seja poderoso o suficiente para agir como um desktop bem como adaptável: Eu chego na empresa e plugo-o em uma docking station, o que me dá acesso a teclado, monitor e “hands-free” para receber ligações. Uma vez em casa, no sofá, plugo o telefone no “pseudo-tablet” (neste caso, simplesmente um docking station com formato de tablet) e passo então a navegar. Digitar texto? Conecto-o em um docking station e novamente, tenho todas as facilidade de um desktop.

Fácil? Possível? Claro que sim…. Então, vamos complicar um pouquinho mais. Vejam vocês que o telefone celular, graças ao SIM Card, é uma poderosa forma de identificar o usuário. Imaginem então se a operadora fizesse então a autenticação, uma única vez, do usuário. Novo emprego? O empregador acessa a página da operadora e autentica-lhe como um novo funcionário dando-lhe os privilégios e autoridades inerentes ao seu cargo. Gmai, Facebook, Amazon…. Esqueça este antiquado conceito de autenticar-se manualmente em cada provedor de serviço. Isso se dará automaticamente com o sign-on único via operadora. Você poderá, como hoje, criar seus próprios esquemas de proteção do dispositivo (pin code, impressão digital, desenho na tela), porém uma vez logado, você tem acesso direto a “todos” os aplicativos a que tem direito (note que alguns aplicativos corporativos, por exemplo, podem “desaparecer” fora do horário de trabalho). Como usuário, tudo isso acontece de forma automática e sem a sua intervenção.

Alguns argumentarão que este tipo de autenticação única trará problemas com privacidade e segurança. Pelo contrário, imagino que um único autenticador por usuário aumenta as chances de colocar-se em prática processos e sistemas que garantirão a privacidade dos usuários ao contrário da miríade de procedimentos díspares feitos por cada provedor como é hoje em dia.

Os mais astutos já entenderam onde quero chegar, isto é, como sempre de volta às nuvens. Coloque agora tudo junto e misture bem: Um único dispositivo, o conceito de nuvens híbridas, sincronismo automático de dados e aplicativos. O resultado é que o usuário carrega no seu bolso a capacidade de acessar e processar seus dados bastando acoplar (ou não) o celular naquela “casca” que lhe dá o ambiente mais conveniente para a tarefa do momento.

Mas até isso acontecer, se prepare para possuir um sem-número de dispositivos para a alegria dos fabricantes… e, notícia fresquinha, pelo visto a Google dará início a um esforço para popularizar os Chromebooks assim como fez com o Nexus. Em breve você também terá seu próprio Chromebook!

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Compare preços de Uber, 99 e Taxi

Minimum Way

Autor

L.MIDAS é analista de negócios de uma das maiores multinacionais do setor de telecomunicações e orador frequente em conferências sobre novas tecnologias, novos negócios e seu impacto no cotidiano das pessoas. O autor, natural de Belo Horizonte (MG) reside há mais de 10 anos em Estocolmo, Suécia, com sua esposa e três filhos. Seu primeiro romance, "Redes Sensuais", foi definido pela escritora Chirlei Wandekoken como “Uma trama inteligente, moderna e altamente sensual que retrata os impactos das Redes Sociais nos relacionamentos de forma cosmopolita e abrangente”. http://www.facebook.com/LMidas.Homepage http://www.facebook.com/RedesSensuais Michael Dahlén, autor de Nextopia (www.nextopia.info) e cinco outros livros, considerado um dos mais influentes pesquisadores do mundo na área de comportamento de consumidores, criatividade e marketing assina o prefácio da obra e afirma: “Um romance provocante que expõe os efeitos colaterais da internet” NOVIDADE: AMOSTRA GRÁTIS DE REDES SENSUAIS - Link para download de um "test-read" das primeiras 150 páginas da obra. http://ge.tt/78mDJLP Comentários, fotos, fórum de leitores na página: www.facebook.com/RedesSensuais

L.Midas

Comentários

You must be logged in to post a comment.

Busca

Patrocínio

Publicidade




Siga-nos!

Newsletter: Inscreva-se

Para se inscrever em nossa newsletter preencha o formulário.