Carreira

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Não seja um sonegador de informação

publicado por Emerson Conceição

Quem nunca se deparou com um colega de trabalho que, independente de ser boa ou má pessoa, é avesso a passar conhecimento ou, como alguns dizem, a “perder” tempo ensinando quem não possui a mesma experiência que ele?

Esse tipo de sujeito, o “sonegador de informação”, é um espécime que sobrevive ainda nos dias de hoje. Ele se mantém alheio aos conceitos de coleguismo e colaboração, e quando se dispõe a ensinar, acaba ele mesmo efetuando a tarefa o mais rápido possível, se vira para o coitado que tentava aprender e decreta: “É assim que se faz ou viu como é fácil?”. Tornando impossível qualquer tipo de questionamento ou argumentação a respeito do que acabou de acontecer.

Eu mesmo já passeio por situação semelhante. Começando em um novo emprego onde teria que utilizar uma ferramenta proprietária da empresa, com as atividades atrasadas para migração de plataforma de um grande produto. Manuais ou tutoriais para dar um norte não existiam. Um distinto cidadão foi indicado para me auxiliar. Devo dizer que ele era muito bom no que fazia. Tão bom que trabalhava com umas três ou quatro janelas abertas e a todo o momento alternava entre uma ou outra, digitando comandos em alta velocidade, efetuando ajustes, praguejando ou se felicitando e no final do processo me dizer que agora era só fazer igual que ficaria tudo bem.

Sinceramente, qual a possibilidade de aprender se o outro não tem a intenção de ensinar?

Não é fácil ter que lidar com esse tipo de pessoa que, por sorte ou acaso, teve a oportunidade de aprender uma determinada atividade, mas por insegurança ou outro motivo qualquer , tem uma forte resistência em passar adiante esse conhecimento.

É de se estranhar que em plena época onde a informação é distribuída pelos mais diversos meios e disseminada a uma velocidade cada vez maior, ainda existam “dinossauros” que buscam a todo custo proteger seu “território”, esquecendo-se que seus colegas não são inimigos e que a melhor forma de crescer, de formar um bom time, de aprender é doando um pouco do seu tempo para passar informação.

Basta partirmos de um princípio lógico. Quem se dispõe a ensinar precisa se preparar para que o conteúdo seja entendido. Durante essa preparação ele terá a oportunidade de testar seu próprio conhecimento e dessa forma poderá se atualizar e melhorar seus pontos fracos, aprender coisas novas, ou mesmo, ter uma nova perspectiva sobre o que já sabe.

Ao transmitir informação/conhecimento terá a chance de assimilar novos pontos de vista, pois certamente haverá um debate a respeito do tema, e todo debate é bem vindo.

Quanto mais os profissionais tiverem conhecimento das rotinas que os colegas que os cercam desempenham mais chances terão de progredir, afinal de contas se você é o único a conhecer determinado procedimento, precisa ter em mente que a chance de sair da atual posição é pequena, pois sabemos que não se abre mão de um “especialista” tão facilmente.

Outro aspecto importante nesse processo de transferência de conhecimento é a oportunidade de conhecer as pessoas com quem você trabalha, de criar um ambiente de trabalho mais leve, mais dinâmico, onde você deseje estar todos os dias, onde não existam disputas idiotas por posição e o termo “colega” não seja empregado apenas para designar alguém que trabalha com você e sim para indicar pessoas que se respeitam e se consideram amigas, afinal de contas passamos a maior parte do tempo na companhia deles e aturar um dia inteiro de clima pesado, ninguém merece.

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Autor

Analista de Negócios/Funcional Sênior, formado em TI. Atuando há 12 anos em Instituições Financeiras: Banco Safra, Sudameris, BankBoston, Itáu, Banco Votorantim e Santander. Especialista em Tesouraria (Renda Variável, Opções Padronizadas e Flexíveis, Renda Fixa, Swaps e Swaps Exóticos, NDF, Fundos de Investimento e Export Notes). Experiência em análise de sistemas, levantamento de requisitos, contato com fornecedores, usuários e área técnica. Experiência em Visual Basic 6.0, SQL Server, Sybase, Oracle e Crystal Reports. Conhecimento de UML 2.0 e metodologia Scrum. LinkedIn: http://br.linkedin.com/pub/emerson-concei%C3%A7%C3%A3o/9/744/40b

Emerson Conceição

Comentários

13 Comments

  • Excelente artigo Emerson você tem toda razão. A informação deve ser transmitida ao maior número de pessoas possível afinal é para isso que ser a informação. Não adianta ter conhecimento se não passa-lo adiante.
    Abs,

    • Obrigado Luis.

      Trabalhamos com informação, não devemos represá-la. É isso o que fazemos aqui, certo?

      Att
      Emerson

  • Emerson,

    Parabéns, como sempre muito objetivo! mas ainda existem os “dinossauros”…Rs.

    Ainda bem que existem pessoas com a conciencia de levar informações aos demais, e transmitir o que sabe sem medo! essa pessoa é você.

    Boa sorte sempre.

    Att.

    Vallery

    • Oi Valéria,

      Obrigado e boa sorte a você também.

      Att
      Emerson

  • Excelente artigo! Laura B. Fortgang, uma life coach famosa, autora de vários campeões de venda, diz que a competição deve ser gradualmente substituída para a colaboração para que possamos garantir a sobrevivência num mundo em que há cada vez menos oportunidade de trabalho disponíveis. Acho que quem não perceber a importância disso AGORA vai ser muito prejudicado num modelo de trabalho que não acredito estar muito longe de se firmar.

    • Boa tarde Catharina.

      Obrigado.

      Vou buscar informações sobre essa autora, me despertou o interesse.

      Visitei o seu blog e é muito bom.

      Att
      Emerson

  • Parabéns pelo artigo, expõe uma mazela que existe nas nossas organizações.

    Aproveito no entanto para comentar que muitas empresas de certa maneira incentivam essas situações, devido à falta de transparência em relação a crescimento pessoal e sistemas de cargos e salários.

    • Concordo com você Rogério, as empresas acabam “patrocinando” situações desse tipo.
      Mas depende mais de nós do que delas extinguir esse comportamento.

      Abs
      Emerson

  • EM um mundo onde a informação não anda mais a cavalo mas na velocidade da luz, não podemos mais acreditar em ter e guardar informações/conhecimentos previlegiados. Precisamos experimentar o previlégio de informar. :O))

    • Gerson,

      Sabemos que existem profisisonais que preferem manter o conhecimento guardado na cabeça como se fosse garantia de emprego.
      Mas tudo pode ser melhorado e esses sonegadores ainda vão dançar.
      Temos que fazer a nossa parte.

      Abs
      Emerson

  • Gee wliilkers, that’s such a great post!

    • Thanks Bette

  • Foi objetivo nas palavras Emerson!

    Acredito que a questão “distribuir informação” é mais ligada ao perfil da pessoa. Existem poucas pessoas que tem segurança no assunto que estão falando a ponto de se sentir a vontade para transmitir a outras.

    Existem sim muitos que apenas ouvem falar sobre muitos assuntos, mas sem experiência o suficiente para “vender” esta ideia para outras. Desta forma é muito mais “fácil” não se comprometer.

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