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Menos hardware, mais interface

publicado por Luciano Döll

Tem se tornado cada vez mais evidente que vivemos a revolução da interface. Do ponto de vista computacional, a interface ou “interfeice” significa a comunicação entre dois componentes de um sistema de informação. As empresas precisam de integração nos processos e, para tanto, os sistemas devem “conversar”, por meio de uma interface adequada.  Os softwares têm migrado para web e o assunto do momento é a computação nas nuvens, todavia muita coisa ainda trabalha de modo tradicional, ou seja, depende de um duplo clique no mouse para
funcionar.

A rigor, fica difícil administrar esta colcha de retalhos tecnológicos no ambiente corporativo.  O diretor deseja enxergar as informações de faturamento sob os mais diferentes ângulos, não importa se as vendas ocorreram na loja física ou eletrônica. Mais ainda, ele quer fazer isso do modo mais intuitivo e simples possível. Vivemos na era da conexão, entre softwares, entre bancos de dados, entre empresas e, sobretudo, entre pessoas. Definir a tomada certa para estas conexões é o desafio da interface.

Perceba que ninguém se espanta mais com a evolução na capacidade de processamento das máquinas. Isso parece ser óbvio. Até a lei de moore deixou de ser assunto de “boteco”. Mas todos se admiram com um novo tipo de tela, mais fina, com maior precisão e sensibilidade no toque. Os laboratórios têm alertado que, para aplicativos mais comuns, a nova safra de hardware dual core nos smartphones não faz tanta diferença assim. A atenção é, portanto, voltada para a interface, em especial, com o ser humano. Literalmente, as pessoas passaram a manipular os computadores, com suas próprias mãos. O tablet e o smartphone, da era pós-pc, são exemplos disso.

Usamos cada vez menos o teclado, menos periféricos. Steve Jobs, criador do mouse, acabou com ele ao inventar o Ipad. Uma criança de quatro anos dificilmente teria a intimidade com um pc do mesmo modo que as vejo hoje interagindo com um tablet. Baby bommers sentem-se mais a vontade na frente das máquinas. A tecnofobia tem sido substituída pelo prazer em deslizar os dedos em uma tela sensível ao toque. A interface é naturalmente user friendly.  Sou da época que para “conversar” com o computador, era preciso escrever comandos no teclado que eram exibidos em uma tela preta, sem movimento, sem som, sem vídeo, sem internet, sem graça. Era normal que tivéssemos uma cartilha de comandos a tira colo para lembrar-se das instruções e seus parâmetros.

Mesmo o telefone era um aparelho que as pessoas não tinham acesso nas empresas. Era necessário pedir à telefonista que fizesse uma ligação. Não por comodidade, mas sim porque só ela conseguia enviar comandos para o aparelho. Na era pós PC, o nosso relacionamento com a máquina, o telefone, o computador é mais íntimo. O smartphone é nosso companheiro pra todos os momentos. Despertamos com ele, trabalhamos e nos relacionamentos por meio dele. E, claro, nos divertimos com ele. Afinal, cá entre nós, o que queremos mesmo é diversão.

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Autor

Mestre em Informática Industrial e Bacharel em Informática. Professor Universitário e Consultor de Tecnologia da Informação. Diretor do Instituto Döll de Tecnologia e Educação. linkedin: http://www.linkedin.com/in/lucianodoll twitter: @lucianodoll

Luciano Döll

Comentários

1 Comment

  • Oi Luciano. Muito legal esse assunto.
    A evolução hoje no quesito interfaces é extremamente necessária, porque o hardware evoluiu muito nos últimos anos, e continua evoluindo, de forma a permitir a exploração de novos recursos, destacando interfaces.
    As interfaces ficaram por muito tempo sub-priorizadas quando falavamos de computação pessoal e corporativa, não se deu a atenção que elas mereciam, afinal, uma melhor interface hoje reflete em produtividade, facilidade e conforto, menor curva de aprendizado, !Viva Jobs!
    Ainda tem muito a ser explorado, interatividade.

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